Quaest: no RS, Flávio e Lula têm empate técnico em 1º e 2º turno

O cenário político nacional ganha contornos dramáticos no Sul do país com a divulgação de novos dados sobre a corrida pela Presidência da República. Uma recente sondagem de intenção de voto no Rio Grande do Sul revela um eleitorado dividido e um ambiente de forte polarização que promete movimentar os bastidores das campanhas nos próximos meses. Os números mostram que a preferência dos gaúchos está longe de ser consolidada, apresentando nuances decisivas tanto para os nomes já consagrados na cena pública quanto para novos postulantes que buscam espaço no debate nacional. Com uma expressiva parcela de cidadãos que ainda não definiu seu posicionamento, o estado se firma como um dos principais palcos estratégicos para o pleito presidencial.

No levantamento focado no primeiro turno, o senador Flávio Bolsonaro e o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva lideram as intenções de voto no estado em uma situação de igualdade estatística. O parlamentar registra 32% das preferências, enquanto o chefe do Executivo aparece com 30%. Levando em consideração a margem de erro da amostragem, os dois pré-candidatos figuram lado a lado na liderança. Logo atrás, surgem outros nomes da política nacional: o ex-governador Ronaldo Caiado atinge 3%, seguido por Renan Santos, com 2%. O escritor Augusto Cury, o ex-governador Romeu Zema e Samara Martins somam 1% cada. Os demais cotados — Cabo Daciolo, Edmilson Costa, Leonardo Avalanche e Hertz Dias — não alcançaram 1% ou não pontuaram.

Um dos pontos mais expressivos do levantamento reside no alto volume de eleitores que ainda não escolheram um lado ou que optam por rejeitar as alternativas postas. O grupo dos indecisos alcança 19% do total entrevistado, enquanto os votos brancos, nulos ou a declaração de abstenção chegam a 11%. Somados, esses dois segmentos representam três em cada dez eleitores no Rio Grande do Sul, evidenciando um contingente expressivo que pode alterar completamente o rumo da eleição à medida que a propaganda eleitoral e os debates ganharem tração. Esse grupo flutuante torna o eleitorado gaúcho um verdadeiro campo aberto para o convencimento e a disputa de narrativas político-econômicas.

As simulações de segundo turno detalham ainda mais o comportamento do eleitor gaúcho em diferentes confrontos diretos. No embate direto entre Flávio Bolsonaro e Lula, o senador registra 40% dos votos contra 35% do atual presidente, com 14% de brancos e nulos e 11% de indecisos. Em um segundo cenário testedo, Lula aparece emparelhado numericamente com Ronaldo Caiado, marcando 33% contra 32% do ex-governador, registrando ainda 22% de votos nulos ou brancos e 13% de indecisos. A pesquisa demonstra que as projeções de segundo turno variam de forma relevante conforme o adversário testado, revelando a sensibilidade do eleitor às alternativas que se apresentam no horizonte.

Em outros cenários simulados para a etapa final da votação, a liderança numérica se altera em favor do atual mandatário. Quando testado contra Romeu Zema, Lula obtém 35% das intenções de voto, enquanto o ex-governador alcança 29%, acompanhados por 23% de votos brancos ou nulos e 13% de indecisos. Já no confronto com Renan Santos, o presidente soma 34% da preferência gaúcha, ante 25% do fundador do MBL, em um quadro no qual os votos nulos, brancos e abstenções atingem 27% e os indecisos somam 14%. Esses dados indicam que o grau de conhecimento e a taxa de rejeição de cada adversário desempenham papel central na fixação dos percentuais do eleitorado.

Os dados fazem parte do levantamento Genial/Quaest, realizado por meio de 1.104 entrevistas presenciais com eleitores em diversos municípios do Rio Grande do Sul, entre os dias 24 e 28 de julho. A pesquisa conta com margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos e nível de confiança estatística de 95%. Contratado pelo Banco Genial, o estudo está devidamente registrado junto ao Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-01871/2026. Os números consolidados reforçam a relevância do estado nas projeções nacionais e sinalizam que as estratégias de comunicação e alianças regionais serão determinantes para conquistar o eleitor gaúcho até o dia da votação.

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