Recentemente, uma grave denúncia feita pelo influenciador digital Felca trouxe à tona uma discussão crucial sobre a segurança de crianças e adolescentes nas redes sociais. Essa questão, que já preocupava muitos especialistas, agora ganhou ainda mais visibilidade, chegando até mesmo ao Congresso Nacional. A advogada Michelle Albertini, que se especializa em Direito de Família, destacou que a chamada adultização – tema central na denúncia de Felca – pode ser extremamente prejudicial para o desenvolvimento emocional dos jovens. “É como se estivessem roubando etapas importantes da infância”, comentou.
Entendendo a Adultização
A adultização é um fenômeno que tem se tornado cada vez mais comum nas plataformas digitais, onde crianças e adolescentes são expostos a conteúdos que não são adequados para a sua faixa etária. Essa exposição precoce pode ter consequências sérias, afetando a forma como esses jovens se veem e se comportam. O influenciador Felca fez uma série de denúncias, incluindo a de Hytalo Santos, que teve sua conta no Instagram desativada. Se as acusações forem confirmadas, ele pode enfrentar sérias consequências legais, incluindo penas de reclusão.
O Ministério Público da Paraíba já está investigando Hytalo desde 2024 por possíveis explorações de menores em seus conteúdos. Com mais de 20 milhões de seguidores, o influenciador tem um grande alcance, o que aumenta a preocupação sobre a segurança de seus jovens seguidores.
A Importância da Vigilância dos Pais
Michelle Albertini enfatiza a necessidade de os pais ou responsáveis estarem sempre atentos ao que seus filhos fazem nas redes sociais. “Não adianta apenas proibir ou liberar o uso — é preciso acompanhar”, afirma. É fundamental que os pais saibam quais aplicativos os filhos estão utilizando, com quem estão interagindo e estabelecer regras claras sobre o uso de dispositivos digitais.
Ela ressalta também que é essencial criar um vínculo de confiança com as crianças. Isso faz com que elas se sintam seguras para relatar qualquer situação estranha ou desconfortável que possam encontrar online. “Educação digital é tão importante quanto ensinar a atravessar a rua com segurança”, enfatiza.
A Legislação e Seus Limites
Segundo a advogada, o Estatuto da Criança e do Adolescente possui dispositivos que visam proteger crianças e adolescentes de riscos, incluindo crimes como abuso e exploração sexual. No entanto, ela aponta que as redes sociais evoluem a um ritmo muito mais rápido do que a legislação. “Precisamos de regulamentações específicas para o ambiente digital que obriguem as plataformas a implementar mecanismos de proteção mais eficientes”, explica.
Michelle acrescenta que a aplicação prática da lei é fundamental. De nada adianta ter normas se não houver uma fiscalização rigorosa e responsabilização efetiva dos infratores. Isso é especialmente crítico em um cenário onde a exposição de crianças a conteúdos prejudiciais se torna cada vez mais comum.
Como Proteger Nossos Jovens Online
Essas medidas são essenciais para garantir a segurança e o bem-estar de crianças e adolescentes em um mundo digital cada vez mais complexo e, por vezes, perigoso.
Conclusão
O caso de Felca e a denúncia contra Hytalo Santos nos lembram da urgência em discutir e implementar medidas que garantam a segurança dos jovens nas redes sociais. Cada um de nós, como sociedade, temos a responsabilidade de proteger nossas crianças e adolescentes, promovendo um ambiente digital mais seguro e saudável. Portanto, fique atento, converse com seus filhos sobre os perigos online e atue de forma proativa. Juntos, podemos garantir que a infância e a adolescência sejam períodos de desenvolvimento saudável e feliz.
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