A Polícia Civil do Distrito Federal entrou no jogo e abriu uma investigação contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), pra ver se ele teria ultrapassado a linha e cometido crime contra a honra do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Tudo começou quando o Ministério da Justiça enviou, no dia 7 de julho, um ofício pedindo que a Polícia Federal abrisse um inquérito. Só que, depois de analisar o material, a PF decidiu que o caso não era dela, mas sim de competência estadual.
O Ministério Público concordou com essa avaliação. Resultado: o processo foi parar na mesa da Polícia Civil do DF, que agora vai cuidar do assunto.
Segundo o que já circula nos bastidores, Bolsonaro teria compartilhado pelo WhatsApp uma imagem ligando Lula ao regime de Bashar Al Assad, ex-ditador da Síria, colocando o petista no mesmo balaio de acusações de execuções contra pessoas LGBTQIA+. Uma acusação pesada, diga-se de passagem, e que acabou sendo levada a sério pelas autoridades.
Essa história começou a ganhar corpo depois que uma denúncia foi feita ao Ministério Público Federal, que por sua vez mandou o caso pra Justiça Federal. Quando foi provocado a se manifestar, o Ministério da Justiça resolveu acionar a PF oficialmente, pedindo a abertura de investigação.
O detalhe é que, como se trata de um suposto crime contra a honra, a lei exige que haja autorização de alguém que represente o ofendido – neste caso, o próprio presidente Lula ou alguém indicado por ele – pra que a apuração siga adiante. Além disso, a PF ainda vai verificar se o que Bolsonaro fez poderia se enquadrar em outros crimes.
Outro ponto importante: os fatos aconteceram depois que Bolsonaro deixou a Presidência, o que significa que o caso vai tramitar na primeira instância, sem foro privilegiado.
Vale lembrar que o ex-presidente já vive outro drama jurídico. Atualmente, ele está em prisão domiciliar, depois de uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, tomada em 4 de agosto. A medida veio no contexto de uma ação que investiga a suposta tentativa de golpe de Estado após as eleições de 2022. Como parte da decisão, Moraes proibiu Bolsonaro de usar celular e redes sociais, numa tentativa de cortar sua comunicação direta com apoiadores.
Essa nova investigação, portanto, se soma à já extensa lista de problemas legais que o ex-mandatário enfrenta. No meio disso tudo, o cenário político segue fervendo, com aliados tentando minimizar o caso e opositores usando o episódio como combustível para críticas.
Em tempos onde uma postagem no WhatsApp pode gerar um processo inteiro, o episódio serve de lembrete de como a política brasileira anda vivendo um clima de tensão constante. Não é exagero dizer que qualquer deslize, meme ou montagem pode acabar indo parar nas páginas policiais – ainda mais quando envolve figuras do peso de Bolsonaro e Lula.
Seja como for, agora a bola está com a Polícia Civil do DF, que vai precisar ouvir testemunhas, reunir provas e decidir se há ou não base pra transformar essa apuração em processo formal. Até lá, o caso deve seguir movimentando tanto o noticiário quanto os debates nas redes (mesmo que, ironicamente, um dos principais envolvidos esteja proibido de usá-las).

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