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Janja esteve em ato em Ceilândia e aproveitou para criticar a família Bolsonaro

A primeira-dama Janja Lula da Silva criticou o bolsonarismo durante um ato político realizado na quarta-feira, 16 de setembro de 2026, em Ceilândia, no Distrito Federal. Durante o evento “Brasil Pronto pra Mais”, realizado na Praça do Trabalhador, ela afirmou que o país não deveria permitir um retrocesso político e social. A declaração ocorreu diante de apoiadores que participaram da agenda eleitoral do grupo ligado ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Em seu discurso, Janja afirmou que nenhuma conquista social poderia ser considerada garantida de maneira permanente. A primeira-dama disse que seria necessário preservar essas conquistas e declarou que não pretendia ver o país “voltar para as trevas” com a família Bolsonaro. A fala foi direcionada ao cenário eleitoral de 2026 e às candidaturas associadas ao grupo político do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Janja também ampliou a crítica para além da eventual candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência da República. Segundo ela, o combate deveria ser direcionado ao bolsonarismo como um todo, incluindo candidatos que carregassem o sobrenome Bolsonaro ou defendessem suas ideias. Durante a fala, a primeira-dama ainda fez referência a Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal e nascida em Ceilândia.

Janja direciona críticas ao bolsonarismo durante ato no DF

Ao mencionar a família Bolsonaro, Janja afirmou que a disputa eleitoral não deveria ser observada apenas pela possibilidade de um integrante do grupo chegar à Presidência. Na avaliação apresentada pela primeira-dama durante o evento, a escolha de candidatos alinhados ao bolsonarismo também faria parte do debate sobre o futuro político do país. Ela pediu aos participantes que não votassem em candidatos identificados com o sobrenome Bolsonaro ou com suas ideias conservadoras.

A declaração ocorreu em um evento que reuniu diferentes candidatos apoiados pelo grupo político de Lula no Distrito Federal. Estiveram presentes Leandro Grass, candidato ao governo do DF pelo PT, além das candidatas ao Senado Erika Kokay, do PT, e Leila Barros, do PDT. A participação de Janja ocorreu ao lado de outras lideranças que integram a campanha eleitoral na capital federal.

Durante a manifestação, a primeira-dama também utilizou uma referência específica a Michelle Bolsonaro ao afirmar que havia uma “Bolsonara” de Ceilândia conhecida pelos moradores. Michelle nasceu na região administrativa e disputa uma das vagas ao Senado pelo Distrito Federal nas eleições de 2026. A menção ocorreu no momento em que Janja ampliava suas críticas das candidaturas presidenciais para outras disputas eleitorais ligadas à família Bolsonaro.

Michelle Bolsonaro é citada por Janja em Ceilândia

A referência a Michelle ocorreu dentro de uma fala mais ampla sobre o que Janja classificou como risco de retrocesso. A primeira-dama afirmou que a escolha eleitoral não deveria considerar apenas a possibilidade de Flávio Bolsonaro chegar à Presidência, mas também candidatos associados ao mesmo grupo político. Dessa maneira, a manifestação incluiu a disputa pelo Senado no Distrito Federal no discurso apresentado durante o ato.

Janja também relacionou sua defesa da manutenção de conquistas sociais ao resultado das eleições de 2026. Segundo ela, medidas e avanços sociais precisariam ser preservados porque não estariam assegurados de forma definitiva. A primeira-dama utilizou esse argumento para sustentar sua crítica ao retorno da família Bolsonaro ao comando do Poder Executivo federal.

O discurso em Ceilândia ocorreu em meio ao aumento das atividades de campanha para as eleições de 2026. A agenda reuniu candidatos locais e lideranças nacionais do campo político de Lula, com discursos voltados ao eleitorado do Distrito Federal. No dia seguinte ao evento, Lula tinha agenda de campanha prevista em Montes Claros, no norte de Minas Gerais.

Disputa eleitoral aumenta confronto entre grupos políticos

As declarações de Janja fazem parte de uma sequência de discursos recentes nos quais integrantes da campanha de Lula têm criticado o bolsonarismo e suas candidaturas. Em 9 de setembro, durante um ato em Teresina, no Piauí, a primeira-dama também havia afirmado que a volta da família Bolsonaro ao Poder Executivo representaria um retrocesso. Na ocasião, ela associou o bolsonarismo a um projeto que, segundo suas próprias palavras, estaria relacionado ao medo.

O ato de Ceilândia também contou com manifestações do próprio presidente Lula sobre a disputa política nacional. Durante o evento, Lula criticou políticos brasileiros que, segundo ele, adotariam posições favoráveis aos Estados Unidos e citou Eduardo Bolsonaro ao abordar a atuação de oposicionistas no exterior. As declarações do presidente ocorreram no mesmo palanque em que Janja fez suas críticas à família Bolsonaro e ao bolsonarismo.

A fala de Janja colocou novamente o bolsonarismo no centro do discurso eleitoral apresentado pelo grupo de Lula no Distrito Federal. Ao afirmar que “não vamos voltar para as trevas”, a primeira-dama apresentou sua posição sobre a disputa e pediu aos eleitores que rejeitassem candidatos associados à família Bolsonaro ou às suas ideias. O episódio ocorreu durante um ato de campanha e passou a integrar a sequência de manifestações públicas dos dois grupos que disputam espaço nas eleições de 2026.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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