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Tarcísio chegou a citar o nome de Flávio Bolsonaro, seu aliado, durante o debate na Globo

Tarcísio de Freitas (Republicanos) citou o nome de Flávio Bolsonaro (PL) apenas uma vez durante o debate da TV Globo com Fernando Haddad (PT), realizado na noite de terça-feira, 29 de setembro. A referência ao candidato à Presidência ocorreu somente nas considerações finais do governador de São Paulo. O debate foi o último entre os dois candidatos antes do primeiro turno das eleições estaduais, marcado para 4 de outubro.

Na declaração, Tarcísio afirmou que considerava importante haver alinhamento entre São Paulo e o governo federal. Em seguida, relacionou esse entendimento ao apoio que declarou a Flávio Bolsonaro na disputa pelo Palácio do Planalto. “É muito importante que São Paulo e Brasília estejam alinhados. Por isso, meu candidato é Flávio Bolsonaro”, afirmou o governador durante suas considerações finais.

O nome de Flávio, porém, também apareceu em uma fala de Haddad durante o confronto. O candidato do PT mencionou uma posição atribuída ao senador sobre a reforma tributária e questionou os efeitos que uma eventual suspensão da entrada em vigor da medida poderia produzir. Segundo o UOL, Flávio havia declarado em junho que, caso fosse eleito presidente, suspenderia por um ano a implementação da reforma para formular novas regras.

Tarcísio mantém apoio a Flávio Bolsonaro no debate

Apesar da única menção direta ao nome de Flávio, Tarcísio fez outras referências à disputa presidencial e ao governo de Jair Bolsonaro, do qual foi ministro da Infraestrutura. O governador defendeu medidas adotadas durante a administração anterior e citou recursos destinados à saúde durante aquele período. A estratégia também apareceu em outros momentos do debate, quando os temas estaduais foram relacionados à política nacional.

Haddad, por sua vez, fez referências mais frequentes ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que apoia sua candidatura ao governo paulista. Segundo o UOL, o nome de Lula foi citado quatro vezes durante o debate, todas por Haddad. Em uma das intervenções, o petista afirmou que o governo federal havia atuado de forma republicana ao repassar recursos para São Paulo.

A diferença na quantidade de menções aos candidatos presidenciais ocorreu em um debate que teve forte presença de temas nacionais. Segurança pública, saúde, educação, transporte, contas públicas e privatizações foram discutidos pelos dois candidatos, enquanto questões relacionadas a Lula, Bolsonaro e Flávio também apareceram nas argumentações. O confronto ainda envolveu referências ao PCC e às relações políticas dos dois grupos em São Paulo.

Debate entre Tarcísio e Haddad teve nacionalização

A discussão sobre segurança pública foi um dos primeiros momentos em que os candidatos associaram a disputa estadual a questões nacionais. Haddad questionou Tarcísio sobre problemas relacionados ao crime organizado e mencionou a atuação do governo Bolsonaro durante a pandemia ao abordar a área da saúde. Tarcísio respondeu destacando operações contra o PCC, resultados apresentados por sua administração e ações das forças policiais paulistas.

Outro ponto de confronto envolveu Milton Leite, ex-vereador de São Paulo que foi preso em setembro em uma investigação sobre suspeitas de ligação do PCC com o setor de transporte coletivo. Haddad questionou Tarcísio por ter pedido votos para integrantes da família Leite durante a campanha, enquanto o governador afirmou que sua relação com a família era institucional e que nenhum de seus integrantes fazia parte do governo estadual. Tarcísio também respondeu mencionando relações políticas de Haddad e uma aparição do petista em um evento na Favela do Moinho.

Na área da educação, Tarcísio e Haddad também divergiram sobre os indicadores de alfabetização e as políticas adotadas em São Paulo. O governador citou o reconhecimento de sua gestão com o chamado selo ouro do Ministério da Educação, enquanto Haddad apresentou dados sobre a alfabetização de crianças no estado e questionou os resultados obtidos. O debate mostrou, portanto, que a campanha paulista combinou propostas estaduais com avaliações diferentes sobre políticas nacionais.

Flávio foi citado no encerramento do confronto

Nas considerações finais, Tarcísio retomou a relação entre o governo de São Paulo e a Presidência da República para justificar seu apoio a Flávio Bolsonaro. O governador afirmou que o alinhamento entre São Paulo e Brasília poderia contribuir para a administração estadual e, em seguida, declarou explicitamente seu voto para a disputa presidencial. Foi a única vez durante todo o debate em que Tarcísio mencionou nominalmente Flávio.

Haddad também citou Flávio em suas intervenções finais e apresentou críticas ao candidato do PL, enquanto reafirmou seu apoio a Lula. Dessa forma, embora o nome de Flávio tenha aparecido poucas vezes no debate, a disputa presidencial esteve presente no confronto entre os candidatos ao governo paulista. O primeiro turno das eleições ocorrerá no domingo, 4 de outubro, quando os eleitores de São Paulo escolherão também os candidatos aos demais cargos em disputa.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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