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Após declaração de Damares sobre Jair Bolsonaro, Michelle falou sobre a situação do ex-presidente

Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, não participou presencialmente de um evento de campanha realizado em Brasília nesta sexta-feira, 2 de outubro. Segundo a senadora Damares Alves, a ausência ocorreu porque Jair Bolsonaro teria passado mal enquanto cumpria prisão domiciliar. Michelle, porém, afirmou posteriormente que o ex-presidente não teve exatamente um mal-estar, mas vinha enfrentando “dias mais difíceis”, marcados por ansiedade e oscilações.

De acordo com Damares, Michelle participou do encontro por meio de uma transmissão de vídeo e aparentava estar abatida durante a participação. A senadora afirmou que o compromisso estava marcado para as 13h e fazia parte dos últimos eventos de campanha da candidata ao Senado. O relato foi feito em vídeo publicado nas redes sociais da parlamentar, em meio à reta final da campanha eleitoral.

Depois da declaração de Damares, Michelle explicou que a situação de Bolsonaro não deveria ser caracterizada como um episódio específico de mal-estar. Segundo ela, o marido vinha enfrentando períodos de ansiedade e oscilações emocionais, que teriam sido agravados pelo momento de encerramento da campanha. A ex-primeira-dama também afirmou que havia solicitado orações a líderes religiosos e pastores diante da situação.

Michelle relata rotina de cuidados com Bolsonaro

Michelle também falou sobre a dificuldade de conciliar a campanha eleitoral com os cuidados prestados ao marido durante a prisão domiciliar. Segundo ela, Bolsonaro apresenta momentos de ansiedade e oscilações, enquanto sua rotina é limitada por horários determinados para sair e retornar à residência. A candidata afirmou que essa situação tornou mais difícil participar presencialmente de todos os compromissos previstos para a reta final da campanha.

A ex-primeira-dama também associou o período eleitoral ao aumento da ansiedade enfrentada por Bolsonaro. Na avaliação relatada por Michelle, os últimos dias de campanha contribuíram para um momento mais difícil, motivo pelo qual ela buscou apoio religioso. A explicação apresentada por ela ocorreu depois de Damares ter informado publicamente que o ex-presidente havia passado mal.

Damares, por sua vez, utilizou o episódio para fazer críticas à situação judicial de Jair Bolsonaro. A senadora afirmou que o ex-presidente seria vítima de perseguição política e questionou as condições impostas durante o cumprimento da prisão domiciliar. Ela também disse que Michelle teria assumido, na prática, uma função de cuidadora do marido e utilizou a expressão “carcereira” para descrevê-la.

Damares relaciona situação de Bolsonaro à disputa eleitoral

Durante a manifestação, Damares afirmou ainda que uma eventual derrota eleitoral poderia ter consequências graves para Bolsonaro. A senadora declarou que, caso seu grupo político não vencesse a eleição, o ex-presidente “vai morrer na cadeia”, associando a declaração ao quadro judicial enfrentado por ele. Trata-se de uma avaliação política feita pela própria parlamentar, e não de uma conclusão médica ou judicial sobre o futuro de Bolsonaro.

Jair Bolsonaro cumpre prisão domiciliar após ter sido condenado pelo Supremo Tribunal Federal a 27 anos e três meses de prisão por sua participação na trama golpista. A situação judicial do ex-presidente foi mencionada por Damares durante o relato sobre a ausência de Michelle no evento. A senadora também direcionou críticas ao ministro Alexandre de Moraes e às decisões relacionadas ao cumprimento da pena.

A declaração de Damares ocorreu em um momento de intensa mobilização política, apenas dois dias antes do primeiro turno das eleições de 2026. Michelle disputa uma vaga ao Senado pelo Distrito Federal e estava envolvida nos últimos compromissos de sua campanha. O episódio acabou colocando a situação pessoal e judicial de Bolsonaro no centro de um evento originalmente relacionado à candidatura da ex-primeira-dama.

Relatório médico aponta estabilidade clínica

No mesmo dia, um relatório semanal sobre o estado de saúde de Bolsonaro informou que ele permanecia sob acompanhamento médico domiciliar e apresentava quadro clínico estável. Segundo o documento, houve redução significativa na frequência e na intensidade dos episódios de soluços após um ajuste recente na medicação. A pressão arterial estava controlada, enquanto a avaliação cardíaca foi descrita como normal.

O relatório também registrou uma alteração residual na base do pulmão esquerdo, mas indicou estabilidade hemodinâmica e cardiorrespiratória. Foram mencionados ainda efeitos secundários relacionados a medicamentos de ação central, incluindo instabilidade crônica no equilíbrio corporal e sonolência durante o dia. Por causa desses efeitos, foram recomendados cuidados preventivos para reduzir o risco de quedas, além da manutenção de atividades físicas para fortalecimento muscular e de uma dieta com baixo teor de acidez e sódio.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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