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Donald Trump disse que foi uma ‘grande vitória’ de Flávio, mas alertou para a disputa no segundo turno

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, celebrou na segunda-feira, 5 de outubro, o desempenho de Flávio Bolsonaro no primeiro turno das eleições presidenciais brasileiras e classificou o resultado como uma “grande vitória”. A manifestação ocorreu depois de o candidato do PL terminar a primeira etapa da disputa à frente de Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, com 47,03% dos votos válidos contra 45,16% do petista. Ao mesmo tempo, Trump ressaltou que a diferença havia sido apertada e afirmou que a disputa do segundo turno deveria ser muito acirrada.

A declaração de Trump foi dada a jornalistas em frente à Casa Branca, em Washington, antes de o presidente americano viajar para Nebraska. Questionado sobre o resultado obtido por Flávio Bolsonaro, ele afirmou que havia sido uma vitória muito grande, apesar da margem registrada entre os dois candidatos. Na sequência, o republicano declarou que a eleição brasileira seria muito disputada, indicando que o resultado do primeiro turno não seria suficiente para definir antecipadamente o vencedor da Presidência.

O posicionamento chamou atenção porque Trump vinha acompanhando a eleição brasileira, mas não havia anunciado formalmente apoio a Flávio Bolsonaro antes da votação. Na sexta-feira anterior ao primeiro turno, o presidente americano havia dito que estava acompanhando o processo eleitoral brasileiro de perto e que considerava o Brasil um país importante. Dessa forma, a declaração feita após a apuração representou uma manifestação pública mais favorável ao resultado de Flávio, embora não tenha constituído um endosso formal da candidatura.

Trump celebrou vitória de Flávio Bolsonaro e destacou disputa apertada

A reação de Trump ocorreu em meio à repercussão internacional do resultado do primeiro turno brasileiro, que colocou Flávio Bolsonaro e Lula novamente em uma disputa direta pela Presidência. Flávio recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula alcançou 45,16%, uma diferença de aproximadamente 2,2 milhões de votos entre os dois candidatos. Como nenhum deles obteve maioria absoluta, a definição da Presidência foi transferida para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.

Além de comentar a liderança de Flávio, Trump também havia utilizado as eleições brasileiras para fazer comentários sobre o sistema de apuração dos Estados Unidos. Em uma publicação no Truth Social, o presidente americano elogiou a rapidez com que os resultados brasileiros haviam sido divulgados, mas inicialmente confundiu o Brasil com a Índia ao mencionar a eleição presidencial. A postagem acabou sendo corrigida posteriormente, e a comparação entre os dois sistemas eleitorais foi mantida como parte da manifestação feita pelo republicano.

A aproximação política entre Trump e integrantes da família Bolsonaro também ajudou a explicar a repercussão da declaração. Flávio Bolsonaro havia sido recebido por Trump na Casa Branca em maio, em um encontro que reforçou os contatos entre o senador brasileiro e integrantes do governo americano. Entretanto, apesar dessa relação política, Trump havia evitado anunciar apoio explícito a Flávio durante a campanha brasileira, diferentemente de manifestações feitas anteriormente em eleições de outros países latino-americanos.

Segundo turno entre Flávio Bolsonaro e Lula ganhou atenção internacional

A disputa brasileira passou a receber ainda mais atenção internacional depois que Flávio terminou o primeiro turno à frente de Lula. A imprensa estrangeira repercutiu o resultado e relacionou a votação brasileira ao crescimento de forças políticas de direita em diferentes países da América Latina. Nesse contexto, a declaração de Trump foi acompanhada por manifestações de outras figuras políticas internacionais, ampliando a dimensão externa adquirida pela eleição brasileira.

O resultado também foi comentado por integrantes do governo americano, entre eles o secretário de Estado Marco Rubio, que afirmou que a realização do segundo turno já era esperada. A manifestação de Rubio manteve uma postura diferente de um apoio eleitoral direto, concentrando-se no acompanhamento da disputa entre Lula e Flávio. Assim, embora autoridades americanas tenham demonstrado atenção ao processo brasileiro, não havia sido anunciado um posicionamento oficial de Washington em favor de um dos candidatos.

Enquanto isso, as campanhas brasileiras passaram a se preparar para uma nova etapa eleitoral, na qual os votos recebidos pelos candidatos eliminados no primeiro turno poderiam ganhar importância. As alianças partidárias também começaram a ser discutidas, com diferentes legendas avaliando se declarariam apoio a Lula, a Flávio ou se manteriam seus integrantes liberados para escolher individualmente. Portanto, a diferença registrada na primeira votação passou a ser apenas um dos elementos considerados pelas campanhas na preparação para o segundo turno.

Trump previu segundo turno muito acirrado entre Flávio e Lula

Ao dizer que a disputa seria muito acirrada, Trump reconheceu que a diferença registrada no primeiro turno não havia produzido uma margem ampla entre os dois candidatos. A declaração também evitou antecipar qualquer resultado para a votação de 25 de outubro, que ainda dependeria da mobilização das campanhas, das alianças partidárias e da decisão dos eleitores. Por isso, a manifestação do presidente americano foi principalmente uma avaliação sobre o grau de competitividade esperado para a segunda etapa da eleição.

A partir da nova fase da campanha, Lula e Flávio Bolsonaro passaram a disputar diretamente os votos dos eleitores que haviam escolhido outros candidatos no primeiro turno, além daqueles que não compareceram às urnas. Ao mesmo tempo, declarações de líderes estrangeiros, negociações entre partidos e debates sobre a relação do Brasil com outras potências passaram a integrar o ambiente político da campanha. Dessa maneira, a declaração feita por Trump acrescentou repercussão internacional a uma eleição que já havia sido marcada por uma diferença estreita entre os dois nomes que avançaram para o segundo turno.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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