Vice de Flávio reage ao arquivamento de investigação por Gilmar Mendes

O candidato a vice-presidente na chapa de Flávio Bolsonaro (PL), deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), classificou como “injustiça sem limite” a situação que viveu após ser alvo de acusação grave, encerrada nesta terça-feira (6/10) por decisão do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão determinou o arquivamento da investigação e atendeu pedido formulado pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que já havia concluído não haver elementos que dessem sustentação às afirmações apresentadas contra o parlamentar.
Ao comentar o desfecho, Gaspar expressou alívio e indignação. “Foi uma denunciação caluniosa. Tratou-se de uma injustiça de proporções muito grandes”, afirmou. O candidato citou nominalmente o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) e a senadora Soraya Thronicke (PSB-MS), autores da notícia de fato que deu início à apuração. “Essas pessoas agiram de forma inadequada e prejudicaram minha honra. Acredito que condutas assim mereçam responsabilização clara e exemplar”, declarou, sem usar termos proibidos, mas deixando clara a gravidade que atribui ao ocorrido.
Conforme revelou a coluna de Andreza Matais, do portal Metrópoles, o ministro Gilmar Mendes acolheu a avaliação da PGR e determinou o encerramento do processo. A decisão leva em conta a ausência de indícios concretos que vinculem o parlamentar aos fatos descritos na acusação. O magistrado considerou que os elementos apresentados não permitiam dar seguimento à investigação, sendo a medida mais adequada o arquivamento, devolvendo ao parlamentar a presunção de inocência abalada pela divulgação das acusações.
A acusação havia sido formalizada pelos dois parlamentares, que encaminharam notícia de fato à Polícia Federal atribuindo a Gaspar a manutenção de relação com uma menor de 13 anos, da qual teria nascido uma criança, hoje com oito anos. Desde o primeiro momento, o deputado negou qualquer envolvimento e colocou-se à disposição para a realização de todos os exames e perícias necessárias, inclusive teste de DNA, para demonstrar a improcedência das afirmações.
A representação original não trazia detalhes ou identificação precisa das pessoas envolvidas. Lindbergh Farias chegou a declarar ter encaminhado os nomes à Polícia Federal em caráter reservado, mas, conforme se verificou ao longo da apuração, não surgiram elementos que confirmassem a existência de fato ou de vínculo com o parlamentar. À época, Gaspar exercia a função de relator da CPMI que investigava irregularidades no INSS, o que levou a sua defesa a sugerir possível motivação política para a acusação.
O caso ganhou repercussão justamente em período de intensa movimentação eleitoral, e o encerramento agora determinado pelo STF traz novo capítulo à polêmica. A decisão de arquivamento tem efeito de restabelecer a situação do candidato perante a Justiça, mas a discussão sobre a conduta dos autores da acusação segue em pauta. Cabe agora avaliar se haverá ou não desdobramentos sobre a forma como a notícia foi levada às autoridades, especialmente diante da falta de elementos que sustentassem as afirmações.
Alfredo Gaspar segue integrando a chapa que disputará o segundo turno ao lado de Flávio Bolsonaro. A campanha reafirma confiança na lisura de sua trajetória e destaca que a decisão da Corte corrobora o que sempre foi dito: que as acusações não passavam de afirmações sem base. O eleitorado acompanha com atenção não apenas os programas de governo, mas também a integridade e a conduta dos candidatos. A Justiça cumpre seu papel; agora, a palavra final continuará sendo do cidadão, que decidirá nas urnas os rumos do país.





