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Flávio sinaliza que será contra reeleição de Motta e Alcolumbre

O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez declarações importantes nesta terça-feira (6), durante evento em Goiânia, onde recebeu o apoio formal do ex-governador Ronaldo Caiado (PSD) para o segundo turno. Em discurso, ele celebrou a nova composição do Congresso Nacional, que ampliou a presença de representantes da direita, e indicou que, caso eleito, pretende participar da definição dos próximos presidentes da Câmara e do Senado, não defendendo a manutenção dos atuais titulares dos cargos.

“O Brasil já nos deu um Congresso muito mais alinhado com nossas ideias do que antes, com maioria no Senado e na Câmara para conduzir as presidências das Casas e avançar na mudança da Constituição”, afirmou. A fala projeta um cenário de disputa pela sucessão de Hugo Motta (Republicanos-PB), na Câmara, e de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), no Senado — ambos interessados em permanecer à frente de suas respectivas Casas. Flávio não citou nomes diretamente, mas deixou claro que a nova composição parlamentar deve escolher lideranças comprometidas com as propostas que o país precisa.

O candidato também revelou que a futura gestão deverá renovar perfis nas instituições, mencionando a indicação de ministros para o Supremo Tribunal Federal com visões alinhadas às suas propostas. A declaração reforça a perspectiva de que uma eventual vitória traria renovação não apenas no Poder Executivo, mas também nas nomeações e na interlocução com os demais Poderes. O coordenador de sua campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), foi citado no evento como nome cotado para a presidência do Senado, sinalizando articulação interna para consolidar essa nova fase.

O momento foi marcado pela adesão de Ronaldo Caiado, que disputou a Presidência no primeiro turno e alcançou a quinta colocação, com 2,18% dos votos. O ex-governador declarou apoio integral e apresentou uma pauta de compromissos comuns. “Você tem todo o apoio do Estado de Goiás. 243 prefeituras estarão ao seu lado”, garantiu. A decisão de Caiado contrariou a posição do presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, que optou por manter a neutralidade nesta etapa. A aliança demonstra a capacidade de mobilização de forças que concorreram separadamente e agora se unem.

“Eu, Caiado e todos que estão aqui vamos encerrar essa era nos próximos dias. Vamos vencer esta eleição”, declarou Flávio, ao receber o apoio. O encontro contou também com o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e com o governador eleito de Goiás, Daniel Vilela (MDB), reforçando a amplitude da articulação. O candidato ressaltou que a união visa apresentar ao eleitorado um projeto coeso, com foco em desenvolvimento, segurança e valorização das famílias brasileiras.

A viagem a Goiás marca uma das primeiras agendas de Flávio fora de Brasília após o primeiro turno, no qual obteve 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Além do apoio de Caiado, ele já havia recebido adesões do ex-governador Romeu Zema (Novo) e do ex-presidente Michel Temer (MDB). As alianças seguem em formação, com a campanha trabalhando para ampliar a base de sustentação rumo ao dia 25 de outubro.

O segundo turno se desenrola com intensidade crescente, e cada movimento revela a estratégia dos dois lados. A formação de uma frente ampla em torno de Flávio Bolsonaro demonstra a busca por governabilidade e por um projeto que una diferentes forças políticas. A resposta do eleitorado será dada nas urnas, quando milhões de brasileiros escolherão o caminho que o país deve trilhar. O debate está aberto, as propostas estão sendo apresentadas, e a palavra final pertence, sempre, ao cidadão.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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