Flávio lidera nova pesquisa e 79% querem mudanças no governo Lula

A mais recente pesquisa Ipespe/Abrapel, divulgada neste sábado (10), traz um quadro atualizado da disputa pelo segundo turno da Presidência da República. Quando considerados apenas os votos válidos — aqueles destinados efetivamente a um candidato — Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 52,7%, enquanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) registra 47,3%. A diferença de mais de cinco pontos indica uma leve vantagem para o candidato da oposição nesta etapa da campanha, embora a disputa permaneça tecnicamente acirrada dentro da margem de erro em alguns cenários.
Na intenção de voto estimulada, que inclui também brancos, nulos e indecisos, o cenário mostra Flávio Bolsonaro com 49% e Lula com 44%. Votos brancos ou nulos somam 5%, e outros 3% dos entrevistados não souberam ou não responderam. Esses números revelam que, embora a diferença seja modesta, o candidato do PL tem conseguido construir uma posição ligeiramente mais consolidada entre aqueles que já definiram sua escolha.
Um dos dados mais expressivos do levantamento diz respeito ao sentimento do eleitorado em relação ao rumo do país. Segundo a pesquisa, 79% dos entrevistados defendem que o próximo presidente deve promover mudanças na forma como o governo federal vem trabalhando. Desse total, 37% avaliam que é preciso mudar completamente a gestão atual, enquanto outros 42% preferem ajustes naquilo que não estiver funcionando bem. Apenas 18% manifestaram desejo de manter a gestão como está. Quando perguntados sobre quem teria mais condições de implementar as mudanças que o Brasil precisa, os entrevistados apontaram Flávio Bolsonaro: 50% em sua escolha, contra 42% que indicaram Lula.
A avaliação da gestão atual também se mostra desfavorável ao presidente. Metade dos ouvidos (50%) desaprova a maneira como Lula tem conduzido a administração pública, enquanto 43% aprovam. A percepção sobre a economia reforça esse quadro: 53% classificam a situação econômica do país como ruim ou péssima, e apenas 18% a consideram boa ou ótima. Esse diagnóstico influencia diretamente a disposição do eleitorado na hora de escolher o próximo presidente.
Flávio Bolsonaro também aparece à frente quando se avalia o desempenho da campanha nos diferentes canais de comunicação. Nas redes sociais, 47% dos entrevistados consideram que sua campanha tem se saído melhor, ante 32% que apontam Lula. Na televisão e no rádio, a vantagem se mantém: 43% atribuem melhor desempenho ao candidato do PL, contra 34% que citam o presidente. Mesmo nas conversas informais pelo WhatsApp, Flávio aparece com margem favorável: 44% percebem sua campanha como mais eficaz, enquanto 30% apontam o lado petista.
A análise por regiões revela um cenário de divisão nacional. Flávio Bolsonaro lidera no Sul, com expressivos 63% das intenções de voto; no Sudeste, tem 52%; e na região Norte/Centro-Oeste, chega a 59%. Já o presidente Lula mantém uma vantagem sólida no Nordeste, onde registra 63% das intenções de voto, contra apenas 29% de seu adversário. Essa distribuição geográfica mostra que ambos os candidatos possuem bases eleitorais fortes e que a disputa será decidida em regiões onde os eleitores ainda estão avaliando as propostas dos dois lados.
A pesquisa ouviu 1.500 eleitores entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de contato telefônico. A margem de erro é de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o levantamento está devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-00933/2026. É importante lembrar que pesquisas eleitorais são um retrato de um momento específico e não constituem resultado final. O voto do cidadão no dia 25 de outubro é sempre a decisão definitiva. Que os próximos dias de campanha tragam mais propostas, mais debates e mais clareza para que cada brasileiro faça sua escolha com tranquilidade e consciência.





