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Cúpula do PL está preocupada com as últimas análises realizadas e acredita que pode ter mudança no 2º turno

Uma análise interna do Partido Liberal (PL) colocou a campanha do senador Flávio Bolsonaro em estado de alerta diante dos próximos levantamentos eleitorais e da possibilidade de mudanças no cenário da disputa presidencial. Segundo reportagem publicada pelo Estado de Minas em 13 de outubro de 2026, com informações atribuídas à colunista Bela Megale, de O Globo, integrantes da cúpula partidária consideram as pesquisas da Quaest e do Datafolha previstas para esta semana importantes para avaliar os rumos do segundo turno. A avaliação compartilhada com dirigentes do partido e com o candidato considera que uma alta nas intenções de voto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderia alterar o cenário eleitoral até a votação de 25 de outubro.

O levantamento interno, conforme relatado pela publicação, considera dois cenários para os próximos dias, dependendo da evolução dos índices de Lula nas pesquisas. Caso o presidente apresente crescimento até o fim da semana, integrantes do PL avaliam que a possibilidade de uma virada na disputa ganharia força, enquanto a ausência de avanço poderia indicar dificuldades para ampliar sua votação em relação ao primeiro turno. Essas projeções representam avaliações atribuídas a integrantes da campanha e não constituem previsões independentes ou resultados confirmados sobre o desfecho da eleição.

A mobilização de apoiadores de Lula nas ruas também aparece como motivo de preocupação dentro do partido de Flávio. Manifestações realizadas na Avenida Paulista, em São Paulo, e na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro, reuniram apoiadores do presidente e foram acompanhadas pela equipe adversária. Publicamente, integrantes do PL procuraram minimizar o significado dos atos, mas, segundo a reportagem, conversas reservadas revelaram preocupação com a possibilidade de que a mobilização se transforme em votos para o candidato petista.

Pesquisas eleitorais e atos de rua entram no radar do PL

A análise atribuída à cúpula do partido considera que os levantamentos previstos para esta semana poderão ajudar a identificar se a distância entre os candidatos está mudando na reta final. A Quaest e o Datafolha são acompanhados pelas campanhas como fontes de informação sobre as intenções de voto, embora cada pesquisa tenha metodologia, período de entrevistas e margem de erro próprios. Por isso, os resultados deverão ser avaliados conforme os dados efetivamente divulgados, sem transformar projeções internas em conclusões definitivas sobre a disputa.

A possibilidade de crescimento de Lula é tratada pela equipe de Flávio como um fator que exigiria atenção especial na organização das últimas ações eleitorais. Segundo o Estado de Minas, a avaliação interna considera que uma mudança nos números até o fim da semana poderia modificar as expectativas sobre o resultado do segundo turno. O cenário descrito, entretanto, depende de pesquisas ainda a serem divulgadas e não confirma que tenha ocorrido uma alteração efetiva nas intenções de voto.

Os atos de rua também passaram a integrar o planejamento da campanha do senador. Depois das manifestações de apoiadores de Lula em São Paulo e no Rio de Janeiro, Flávio convocou seus próprios apoiadores para um ato na Avenida Paulista no domingo, 18 de outubro. A iniciativa busca reunir a militância do PL em um evento público antes da votação, em uma etapa da campanha marcada por mobilizações e tentativas de ampliar o alcance das candidaturas.

Campanha considera risco de abstenção entre eleitores de Lula

Outro ponto mencionado na avaliação interna diz respeito à possibilidade de que Lula não amplie seus índices nas pesquisas até sexta-feira, 16 de outubro. Nesse cenário, analistas ligados ao PL consideram que o presidente poderia terminar o segundo turno com menos votos do que obteve na primeira votação, embora essa hipótese ainda dependa do comportamento dos eleitores e não esteja confirmada. A interpretação está relacionada à distribuição das disputas estaduais, já que não haverá eleição para governador em 20 estados no segundo turno presidencial.

Na avaliação atribuída à equipe de Flávio, a ausência de disputas estaduais em parte do país poderia reduzir o incentivo de alguns eleitores a comparecer às urnas caso não houvesse mudanças perceptíveis no cenário presidencial. Essa hipótese se refere a um possível efeito sobre a participação eleitoral, e não a uma medição comprovada de que apoiadores de Lula deixarão de votar. A abstenção depende de diferentes fatores, incluindo condições de deslocamento, interesse político, mobilização partidária e decisão individual dos eleitores.

A campanha de Flávio, portanto, acompanha tanto os percentuais das pesquisas quanto a capacidade dos candidatos de mobilizar apoiadores presencialmente. A convocação para o ato na Paulista no dia 18 integra essa estratégia de mobilização, enquanto os próximos levantamentos deverão oferecer novos dados sobre as intenções de voto. O desempenho das duas campanhas até a votação dependerá de fatores que ainda estão em evolução, sem que as projeções internas do PL possam determinar antecipadamente o resultado.

Disputa presidencial segue sob monitoramento até 25 de outubro

A análise interna divulgada pelo Estado de Minas revela quais fatores dirigentes do PL consideram relevantes para os últimos dias do segundo turno: a evolução das pesquisas, a repercussão das manifestações públicas e a participação dos eleitores na votação. A reportagem atribui à cúpula partidária o receio de que um crescimento de Lula altere as expectativas da campanha, mas também registra a hipótese de que a ausência de avanço do presidente possa afetar sua votação. Essas avaliações devem ser compreendidas como cenários discutidos dentro do partido, e não como resultados eleitorais já estabelecidos.

Com o segundo turno marcado para 25 de outubro, os próximos levantamentos da Quaest e do Datafolha serão acompanhados pelas duas campanhas para avaliar o cenário antes da votação. Flávio Bolsonaro convocou apoiadores para um ato na Avenida Paulista em 18 de outubro, enquanto a equipe monitora os efeitos políticos das manifestações realizadas por apoiadores de Lula. A disputa permanece em andamento, e a definição do resultado dependerá dos votos apurados, não apenas das projeções ou avaliações feitas internamente pelas campanhas.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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