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Ministro Nunes Marques voltou a suspender o canal Exército do Lula no WhatsApp nesta terça-feira, dia 13

O deputado federal André Janones (Rede-MG) reagiu nesta terça-feira, 13 de outubro de 2026, à nova decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kássio Nunes Marques, que determinou a suspensão das atualizações do canal Exército do Lula no WhatsApp. Em mensagem publicada na própria plataforma, o parlamentar afirmou que pretende recorrer da medida e demonstrou confiança na possibilidade de reverter a determinação judicial. A manifestação foi divulgada pelo Metrópoles, que acompanha os desdobramentos envolvendo o canal utilizado para mobilizar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Janones escreveu que a suspensão terá duração de 48 horas e afirmou que sua equipe já está trabalhando para tentar modificar a decisão. Na mensagem, o deputado declarou acreditar na Justiça e disse que espera conseguir reverter a medida, sem apresentar, naquele momento, detalhes sobre os procedimentos jurídicos que pretende adotar. Ele também orientou os seguidores a acompanharem suas publicações no Instagram enquanto o canal estiver impedido de realizar novas atualizações.

A reação ocorreu poucas horas depois de Nunes Marques determinar novamente a suspensão das atividades de publicação do Exército do Lula, em meio à disputa judicial envolvendo a utilização de canais digitais durante a campanha eleitoral. A iniciativa, administrada por Janones, reúne milhões de seguidores e é utilizada para divulgar mensagens relacionadas à candidatura de Lula à reeleição. A decisão do ministro estabeleceu condições para que o canal volte a publicar conteúdo e receba novos seguidores, incluindo a comunicação formal de seu endereço à Justiça Eleitoral e o cumprimento do prazo de suspensão.

O que Nunes Marques determinou sobre o canal

De acordo com as informações publicadas pelo Metrópoles, o ministro condicionou a retomada das atualizações à regularização do canal perante a Justiça Eleitoral e ao cumprimento do período de 48 horas estabelecido na decisão. A determinação ocorre após uma sequência de decisões judiciais divergentes sobre a continuidade do funcionamento da ferramenta, que se tornou objeto de questionamentos relacionados à comunicação política durante o segundo turno presidencial. Com isso, a situação do Exército do Lula passou a depender do atendimento das condições fixadas pelo presidente do TSE e dos próximos desdobramentos no tribunal.

Além da suspensão temporária, Nunes Marques determinou que a Meta, empresa responsável pelo WhatsApp, adote medidas de acompanhamento proativo das publicações do canal e de outros canais públicos de grande alcance indicados pelas campanhas ou identificados no processo. A ordem prevê a identificação e a retirada de conteúdos idênticos ou substancialmente equivalentes a publicações já abrangidas por determinações de remoção vigentes e de conhecimento da empresa. A decisão também estabelece que a aplicação dessas medidas considere o contexto das mensagens, de modo a observar o alcance das ordens judiciais existentes.

A Meta deverá informar ao tribunal, em até 24 horas após a notificação, quais medidas iniciais foram adotadas para cumprir a determinação. Entre as informações solicitadas estão os mecanismos utilizados para localizar publicações equivalentes, os procedimentos destinados a evitar remoções indevidas e eventuais limitações técnicas encontradas pela empresa. O ministro também determinou a preservação dos registros necessários à fiscalização, permitindo que a Justiça Eleitoral acompanhe as providências relacionadas ao cumprimento da ordem.

Disputa judicial envolve denúncias e análise técnica do TSE

O caso ganhou novos desdobramentos após questionamentos apresentados pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula na disputa presidencial. A representação apontou suposta disseminação de conteúdos desinformativos e ofensivos contra o candidato, além de alegações sobre a atuação de Janones na organização das publicações. Essas acusações fazem parte da controvérsia judicial e devem ser diferenciadas de conclusões técnicas ou decisões definitivas sobre a ocorrência de irregularidades.

Em meio à disputa, a equipe técnica do Tribunal Superior Eleitoral analisou mensagens e vídeos publicados no Exército do Lula. Segundo reportagem da Agência Brasil publicada em 12 de outubro, o relatório técnico não identificou, no período examinado entre os dias 2 e 11 daquele mês, as publicações específicas apontadas na denúncia como desinformativas. A análise, entretanto, também registrou dificuldades relacionadas a mensagens anteriores que haviam sido apagadas ou editadas, circunstância que limitou a avaliação de parte do material.

A sequência de decisões começou a ganhar destaque depois que Nunes Marques determinou a suspensão do canal e o corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cueva, decidiu posteriormente pela reativação da ferramenta. A nova ordem de Nunes Marques restabeleceu a suspensão das atualizações e estabeleceu condições para o retorno, ampliando a discussão sobre os limites da atuação dos canais de comunicação política durante o período eleitoral. O caso envolve, portanto, tanto as alegações apresentadas pelas campanhas quanto a análise das publicações e o cumprimento das determinações judiciais.

Janones orienta seguidores a acompanhar suas redes sociais

Ao comentar a suspensão, Janones indicou que pretende manter a comunicação com seus apoiadores por meio de outros espaços digitais enquanto busca reverter a medida. O deputado pediu que os seguidores acompanhem seu perfil no Instagram e afirmou que continuará utilizando essa alternativa até que o canal do WhatsApp possa voltar a funcionar normalmente. A orientação mostra qual foi a alternativa de comunicação apresentada pelo parlamentar em sua mensagem, sem alterar as restrições específicas impostas ao Exército do Lula.

O episódio mantém o canal no centro de uma disputa sobre a atuação das plataformas digitais e as regras aplicáveis à comunicação eleitoral. Enquanto Janones declara que pretende contestar a suspensão, a decisão de Nunes Marques estabelece exigências relacionadas à regularização do canal, ao prazo de 48 horas e ao monitoramento de publicações pela Meta. Os próximos desdobramentos dependerão das medidas adotadas pelo responsável pelo canal, do cumprimento das determinações judiciais e de eventuais novas decisões da Justiça Eleitoral.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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