Flávio Bolsonaro participou da sabatina da Globo e detalhe não passou despercebido por alguns

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, chamou a atenção ao usar um relógio que pertenceu ao pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, durante a sabatina do Jornal Nacional, exibida na sexta-feira, 16 de outubro de 2026. O acessório foi identificado pela coluna da jornalista Edilene Lopes, da Rádio Itatiaia, que destacou a ligação do objeto com a imagem pública do ex-presidente. Segundo a assessoria de Flávio, Jair presenteou o filho com o relógio em dezembro, quando a candidatura presidencial do senador foi anunciada.
O modelo utilizado por Flávio é um Casio G-Shock, descrito pela reportagem da Itatiaia como um relógio clássico com preço aproximado de R$ 500. De acordo com a equipe do candidato, ele passou a usar o acessório com frequência depois de recebê-lo do pai. A escolha chamou a atenção durante a entrevista porque o relógio estabelece uma conexão visível entre os dois integrantes da família Bolsonaro em plena campanha eleitoral.
O uso do presente também foi interpretado pela coluna como um elemento simbólico da estratégia de comunicação política do senador. Jair Bolsonaro construiu parte de sua imagem pública associada a objetos simples e a uma apresentação que buscava transmitir proximidade com parcelas do eleitorado. Ao aparecer com um acessório herdado do pai, Flávio levou para a entrevista um objeto pessoal que também remete à trajetória política do ex-presidente.
O relógio que pertenceu a Jair Bolsonaro
Conforme informações fornecidas pela assessoria de Flávio à Itatiaia, o relógio foi presenteado por Jair Bolsonaro em dezembro, período em que o senador foi anunciado como candidato à Presidência da República. Desde então, o parlamentar passou a utilizar o acessório com frequência, segundo a equipe. A presença do objeto durante a sabatina da Globo tornou pública uma informação sobre o presente e sua relação com a família.
O relógio utilizado por Flávio é descrito na reportagem como um modelo Casio G-Shock, cuja aparência clássica contrasta com acessórios de luxo frequentemente associados a figuras públicas. A coluna mencionou que o valor aproximado do modelo era de R$ 500 e comparou esse preço a relógios de marcas caras que já provocaram discussões envolvendo integrantes do Supremo Tribunal Federal. A comparação foi apresentada como uma possível leitura simbólica do acessório, e não como uma declaração do próprio candidato sobre o assunto.
Jair Bolsonaro também ficou conhecido por utilizar relógios de preço relativamente baixo durante sua trajetória política. A coluna da Itatiaia lembrou que o ex-presidente usava um relógio da marca Aqua, avaliado em aproximadamente R$ 50, de acordo com informações divulgadas sobre o acessório. O uso de modelos acessíveis por pai e filho passou a fazer parte da repercussão sobre a aparência dos dois em compromissos públicos.
A conexão entre o acessório e a imagem política da família
O relógio também estabelece uma ligação visual entre Flávio e Jair Bolsonaro em um momento no qual o senador disputa a Presidência da República. Como o ex-presidente continua sendo uma referência importante para a campanha do filho, objetos associados à sua imagem podem ganhar significado durante aparições públicas. Nesse contexto, o acessório utilizado na sabatina foi destacado pela reportagem como um detalhe que remete diretamente à relação familiar e à sucessão política.
A coluna observou que objetos pessoais podem funcionar como elementos de comunicação sem a necessidade de declarações explícitas. Um relógio presenteado pelo pai pode representar uma lembrança familiar, mas, durante uma campanha eleitoral, também pode ser interpretado pelo público como um símbolo de continuidade. Essa leitura depende da interpretação dos observadores e não significa, por si só, que o candidato tenha explicado publicamente a escolha com essa finalidade.
A associação entre o relógio e Jair Bolsonaro ganha relevância porque o ex-presidente utilizou acessórios semelhantes em momentos importantes de sua trajetória política. Um dos exemplos mencionados em reportagens sobre o tema foi a cerimônia de posse presidencial, em janeiro de 2023, quando Jair apareceu usando um relógio simples. A presença de um objeto relacionado ao pai durante a entrevista de Flávio reforçou a conexão visual entre os dois em uma fase decisiva da disputa eleitoral.
A palavra escrita na mão também chamou a atenção
Além do relógio, outro detalhe da participação de Flávio no Jornal Nacional foi a palavra “Motoboy”, escrita em uma das mãos do senador. A anotação foi destacada pela Itatiaia em uma reportagem complementar sobre a entrevista e foi interpretada como uma referência aos trabalhadores que atuam em serviços de entrega por aplicativo. O uso da palavra também remete a uma estratégia já adotada por integrantes da família Bolsonaro, que recorreram a anotações visíveis nas mãos durante aparições televisivas.
Na campanha presidencial de 2018, Jair Bolsonaro apareceu com palavras como “Deus”, “família” e “Brasil” escritas na mão durante uma entrevista ao Jornal Nacional. Flávio também havia utilizado o recurso em outra participação no telejornal, em agosto de 2026, quando exibiu anotações com as expressões “Mudança”, “Futuro” e “7/set”. A repetição da prática pelo senador aproximou sua comunicação visual de um hábito já associado ao pai.
A palavra “Motoboy” foi relacionada pela reportagem à tentativa de Flávio de estabelecer contato com trabalhadores de aplicativos durante a campanha eleitoral. Já o relógio presenteado por Jair Bolsonaro chamou a atenção por representar uma conexão pessoal entre o candidato e o ex-presidente. Os dois detalhes apareceram durante a mesma entrevista e passaram a integrar a repercussão da sabatina, que também foi marcada por perguntas sobre propostas políticas, relações comerciais e temas nacionais.





