Flávio Bolsonaro deixou o Brasil e foi para os EUA com a esposa e as filhas

A filha mais nova do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) faltou à escola na segunda-feira, 26 de outubro, e na terça-feira, dia 27, em meio às notícias sobre a possível saída do parlamentar do Brasil. A informação foi publicada pela Agência Pública, em reportagem assinada por Thiago Domenici, com base no relato de uma fonte familiarizada com a rotina escolar da adolescente. Segundo essa fonte, a frequência dela era regular até a semana anterior.
Procurada pela Agência Pública, a instituição de ensino não confirmou as ausências nem forneceu informações sobre a rotina escolar da estudante. Em resposta à reportagem, a escola declarou que não poderia confirmar a informação e afirmou que nenhum setor da instituição estava autorizado a fazê-lo. Dessa forma, o relato sobre as faltas foi atribuído à fonte consultada pelo veículo, sem confirmação direta da unidade escolar.
A notícia surgiu em um momento de incerteza sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro, depois de relatos de que ele teria viajado para os Estados Unidos acompanhado da família. A possível saída do senador passou a ser investigada após uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada à entrega de seus passaportes e ao monitoramento migratório. Até a publicação da reportagem, as circunstâncias do deslocamento ainda eram objeto de apuração das autoridades.
Ausências escolares em meio às notícias sobre a família
A Agência Pública informou que a filha mais nova do senador não compareceu às aulas nos dois dias mencionados pela fonte ouvida pela reportagem. O relato chamou a atenção dos jornalistas porque, segundo a mesma pessoa, a frequência da adolescente havia sido regular até a semana anterior. A instituição de ensino, contudo, não confirmou publicamente as ausências, e não foram apresentados esclarecimentos oficiais sobre os motivos de eventuais faltas.
A reportagem também relatou que a filha mais velha de Flávio, de 14 anos, teria deixado a escola no primeiro semestre de 2026. De acordo com a apuração do veículo, a instituição procurada não informou os motivos relacionados à saída da estudante. A publicação mencionou ainda aspectos da rotina familiar, mas as informações disponíveis não permitem estabelecer uma relação direta entre a situação escolar das adolescentes e a possível viagem do senador.
A coincidência entre as ausências relatadas e as notícias sobre o paradeiro de Flávio levou o assunto a integrar a cobertura sobre o caso. No entanto, faltas escolares, por si só, não comprovam que uma pessoa tenha viajado ou deixado o país. A confirmação de um eventual deslocamento dos familiares depende de informações independentes, enquanto os dados relativos à rotina das adolescentes exigem cuidado para preservar a privacidade de menores de idade.
Polícia Federal apura possível saída de Flávio Bolsonaro
A suspeita de que Flávio Bolsonaro tenha deixado o Brasil ganhou força depois de notícias publicadas pela imprensa argentina sobre uma possível travessia da fronteira com destino aos Estados Unidos. Segundo o portal Infobae, o senador teria entrado na Argentina utilizando um documento de identidade e seguido para a região de Puerto Iguazú, onde embarcaria em um avião particular. O relato, entretanto, não esclarecia por si só todos os detalhes do percurso nem comprovava a presença de familiares na aeronave.
A Polícia Federal acionou autoridades argentinas e passou a verificar registros migratórios e informações sobre voos para esclarecer o caso. De acordo com a Agência Pública, o jornal argentino Clarín informou que a decolagem do jato mencionado nos relatos teria sido retida por pendências na documentação de um dos passageiros. Paralelamente, autoridades brasileiras buscavam estabelecer se o senador havia cruzado a fronteira e qual teria sido o trajeto utilizado.
As informações divulgadas ao longo da terça-feira apresentavam versões diferentes sobre o paradeiro do parlamentar. Enquanto reportagens indicavam que ele poderia estar a caminho dos Estados Unidos, aliados haviam negado anteriormente que tivesse deixado o Brasil. A ausência de uma confirmação oficial sobre todos os detalhes da viagem mantinha a necessidade de verificar os relatos por meio de registros e informações das autoridades competentes.
Ordem judicial e cancelamento dos passaportes
O episódio ocorreu após Alexandre de Moraes determinar que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes à Polícia Federal dentro do prazo estabelecido pela Justiça. A decisão também previa a inclusão do senador no sistema de monitoramento migratório conhecido como Sonar, utilizado para acompanhar informações relacionadas a deslocamentos internacionais. Segundo a Agência Pública, o prazo terminou na terça-feira sem que os documentos fossem entregues, e a Polícia Federal cancelou os passaportes emitidos em nome do parlamentar.
Flávio é investigado no Supremo Tribunal Federal em um caso que apura suspeitas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas, conforme relatou a Agência Pública. A existência da investigação e das medidas relacionadas aos passaportes não significa, por si só, que as suspeitas tenham sido comprovadas ou que tenha sido decretada prisão do senador. O esclarecimento dos fatos depende da apuração conduzida pelas autoridades e das decisões judiciais tomadas no processo.
A reportagem também informou que procurou a assessoria de Flávio Bolsonaro, mas não recebeu resposta até o momento da publicação. O veículo afirmou que o espaço seria atualizado caso houvesse manifestação. Assim, a ausência escolar relatada, a possível viagem internacional e as providências judiciais constituíam fatos distintos dentro da cobertura, sem que as informações disponíveis permitissem concluir que um deles comprovava os demais.





