PL prepara movimento estratégico no Rio e quer controlar governo e Alerj em 2027

PL articula dobradinha entre governo do RJ e Alerj para 2027
PL articula dobradinha entre o governo do RJ e a Assembleia Legislativa
O Partido Liberal (PL) prepara uma movimentação política para manter influência sobre dois dos principais espaços de poder do Rio de Janeiro a partir de 2027: o Palácio Guanabara, sede do governo estadual, e a Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj). Com Douglas Ruas, do PL, eleito governador no primeiro turno, a legenda trabalha para garantir que a presidência do Legislativo também permaneça sob seu controle. A estratégia busca construir uma relação de proximidade entre o Executivo e os deputados estaduais, facilitando a negociação de projetos e a formação de uma base de apoio para o novo governo. Além disso, o partido considera que sua posição na Alerj oferece condições favoráveis para conquistar o comando da Casa, já que possui a maior bancada do Legislativo fluminense. Nesse cenário, a escolha do próximo presidente tornou-se uma das principais discussões internas da legenda. Três deputados aparecem entre os nomes avaliados: Jair Bittencourt, Guilherme Delaroli e Anderson Moraes. Embora a definição ainda dependa das articulações políticas, aliados do partido apontam Anderson como o nome mais bem posicionado para assumir a função.
PL quer manter o comando da Alerj e fortalecer o governo em 2027
A intenção de preservar a presidência da Alerj está relacionada à necessidade de garantir sustentação política para o início da administração de Douglas Ruas. Na prática, o governador eleito precisará negociar com os parlamentares estaduais para aprovar projetos, encaminhar propostas administrativas e viabilizar medidas consideradas prioritárias pelo novo governo. Por isso, controlar a presidência da Assembleia pode representar uma vantagem nas articulações legislativas, especialmente na organização das pautas e na condução dos debates entre os deputados. Entretanto, a presidência da Casa não significa domínio automático sobre todas as votações, uma vez que cada parlamentar mantém sua autonomia e os projetos precisam conquistar apoio suficiente para serem aprovados. Ainda assim, ter um aliado no comando do Legislativo pode facilitar o diálogo institucional e ampliar a capacidade de negociação do Executivo. É justamente nesse contexto que o PL considera estratégica a manutenção de uma dobradinha política entre o governo estadual e a Alerj. A legenda pretende transformar sua força parlamentar em apoio concreto à administração que começará em 2027, reduzindo dificuldades políticas durante os primeiros meses de gestão.
Três deputados são avaliados para a presidência
Entre os nomes considerados pelo PL estão Jair Bittencourt, Guilherme Delaroli e Anderson Moraes, todos deputados estaduais. A escolha deverá levar em conta não apenas a posição individual de cada parlamentar dentro da legenda, mas também sua capacidade de construir entendimentos com os demais integrantes da Assembleia. A presidência exige articulação política, habilidade para conduzir sessões e condições de dialogar com diferentes grupos partidários. Por esse motivo, a decisão não envolve somente uma disputa interna por espaço, mas também a avaliação de qual nome poderá oferecer melhores condições de relacionamento entre o Legislativo e o futuro governo. Como o partido possui a maior bancada da Alerj, seus dirigentes avaliam que há uma possibilidade concreta de conquistar o posto. No entanto, a composição dos apoios e as negociações com outras siglas poderão influenciar o resultado final. Dessa maneira, embora o PL trabalhe com a perspectiva de manter o comando da Casa, a definição dependerá da construção de uma maioria entre os deputados.
Anderson Moraes aparece como favorito de Douglas Ruas
De acordo com fontes do partido, Anderson Moraes é o nome que reúne melhores condições neste momento e conta com o apoio de Douglas Ruas. O parlamentar foi reeleito deputado estadual pelo Rio de Janeiro nas eleições de 2026, recebendo 129.325 votos, o equivalente a 1,47% dos votos válidos no estado. O resultado eleitoral reforça sua presença na política fluminense e integra o conjunto de fatores considerados nas discussões internas sobre a sucessão na presidência da Assembleia. O apoio de Ruas também pode ter peso relevante, já que o governador eleito terá interesse direto na formação de uma relação institucional estável com o Legislativo. Caso Anderson seja escolhido, a expectativa dentro do grupo é que a presidência da Alerj funcione como um ponto de articulação entre as demandas parlamentares e as prioridades do Executivo. Apesar disso, a indicação ainda precisa ser consolidada politicamente, e os demais nomes avaliados continuam fazendo parte do cenário da disputa. Portanto, a condição de favorito atribuída a Anderson não deve ser confundida com uma eleição já definida.
Guilherme Delaroli e Jair Bittencourt também estão no cenário
Embora Anderson Moraes apareça em posição mais favorável, Jair Bittencourt e Guilherme Delaroli também são considerados nas conversas sobre o futuro comando da Alerj. Delaroli, em particular, já teve participação direta na condução do Legislativo fluminense. Em dezembro de 2025, ele assumiu interinamente a presidência da Assembleia após a prisão de Rodrigo Bacellar, então ligado ao União Brasil. A experiência no comando da Casa representa um elemento relevante em sua trajetória, mas, segundo fontes do PL, sua posição atual na disputa seria menos favorável. Jair Bittencourt, por sua vez, permanece entre as alternativas avaliadas pelo partido. A existência de três nomes demonstra que a sucessão está sendo tratada como uma decisão política importante, que exige equilíbrio entre interesses internos e capacidade de articulação externa. Além disso, a definição deverá considerar o momento de transição entre a atual composição política do estado e o governo que será iniciado em 2027. Assim, a escolha do próximo presidente da Assembleia poderá revelar não apenas quem terá a preferência da legenda, mas também como o PL pretende organizar sua atuação no Legislativo.
Ajuste fiscal e segurança pública estão entre as prioridades
A manutenção de uma base sólida na Alerj é considerada importante porque parte das prioridades previstas para o governo de Douglas Ruas dependerá da aprovação dos deputados estaduais. Entre os temas mencionados estão medidas de ajuste fiscal e propostas relacionadas à segurança pública. No campo econômico, iniciativas de ajuste fiscal geralmente envolvem mudanças na organização das despesas, revisão de gastos e medidas destinadas a melhorar o equilíbrio das contas públicas. Dependendo do conteúdo de cada proposta, essas ações podem exigir autorização legislativa e enfrentar debates sobre seus impactos para os serviços estaduais e para a população. Já na área de segurança, projetos podem envolver mudanças administrativas, investimentos e novas diretrizes para a atuação dos órgãos responsáveis. Em ambos os casos, o apoio parlamentar será importante para transformar as propostas do governo em medidas efetivamente aprovadas. Por isso, a presidência da Alerj é vista pelo PL como uma posição estratégica para organizar negociações, estabelecer prioridades de votação e manter canais de diálogo com os deputados. Ainda assim, a aprovação de cada iniciativa dependerá da análise do conteúdo e da formação de apoio suficiente dentro da Assembleia.
O que a dobradinha entre governo do RJ e Alerj pode representar?
A articulação do PL para 2027 indica que o partido pretende aproveitar sua força eleitoral e parlamentar para construir uma estrutura de poder coordenada no Rio de Janeiro. Com Douglas Ruas à frente do governo estadual e a possibilidade de um aliado assumir a presidência da Alerj, a legenda busca criar condições políticas favoráveis à implementação de sua agenda. Essa aproximação poderá facilitar a tramitação de projetos e a negociação com diferentes setores do Legislativo. Entretanto, a relação entre Executivo e Assembleia também exigirá diálogo permanente, pois a existência de uma bancada numerosa não elimina divergências nem garante aprovação automática das propostas. A escolha entre Anderson Moraes, Jair Bittencourt e Guilherme Delaroli será, portanto, um dos primeiros sinais sobre a organização política do novo ciclo estadual. Enquanto isso, o PL trabalha para consolidar sua posição e evitar que a transição de governo seja acompanhada por dificuldades na formação de uma maioria parlamentar. O resultado dessa disputa deverá ajudar a definir o equilíbrio de forças no estado e a capacidade de articulação do governo de Douglas Ruas ao longo de 2027.





