No último evento da Sempre Jurídica do Tribunal de Contas, realizado no Estado de São Paulo, o ministro Alexandre de Moraes, membro do Supremo Tribunal Federal (STF), fez uma declaração crucial sobre a importância da Constituição de 1988. Ele acredita que essa Constituição foi um divisor de águas, um verdadeiro ‘basta’ à possibilidade de golpismo no Brasil. Durante sua fala, Moraes enfatizou que, por meio da Assembleia Nacional Constituinte, o Brasil estabeleceu um marco legal que impede intervenções indesejadas das Forças Armadas na política.
O Legado da Constituição de 1988
Em 1988, o Brasil atravessava um momento de transição política, saindo de um regime militar que durou duas décadas. A nova Constituição trouxe esperanças e garantias para a população, estabelecendo direitos fundamentais e fortalecendo as instituições democráticas. Moraes afirmou que, apesar de os desafios persistirem, a Constituição foi um passo decisivo para afastar a ideia de populismo que poderia ameaçar a democracia.
Desafios Atuais: O Novo Populismo Extremista
O ministro também fez uma análise sombria sobre a situação atual do país, afirmando que a democracia brasileira “vem sendo atacada” por um fenômeno que ele descreveu como “um novo populismo extremista”. Esse problema se intensificou com o crescimento das redes sociais e da internet, que proporcionaram um ambiente propício para a disseminação de discursos antidemocráticos.
“Não podemos ignorar que existem bases que permitiram esse discurso antidemocrático florescer”, declarou Moraes, ressaltando a importância de as instituições se fortalecerem para enfrentar esses problemas fundamentais. Ele argumentou que a resposta a esses desafios deve incluir uma análise crítica e a implementação de reformas necessárias no sistema jurídico e político do país.
Reflexão sobre os Atos de 8 de Janeiro
Ao abordar os acontecimentos do dia 8 de janeiro de 2023, quando ocorreu uma tentativa de golpe de Estado, Moraes defendeu a atuação firme das instituições brasileiras. Segundo ele, as respostas dadas pelas instituições nesse dia foram fundamentais e estavam dentro dos parâmetros estabelecidos pela Constituição. “As instituições agiram e souberam atuar do jeito que a Constituição estabelece”, afirmou.
Essa reflexão é importante, pois nos lembra que, apesar dos erros que podem ocorrer, as instituições têm um papel crucial em manter a ordem e a democracia. Moraes destacou que as instituições, por serem compostas por seres humanos, estão sujeitas a falhas, mas isso não diminui sua importância no sistema democrático.
A Segurança Institucional como Desafio Futuro
Um dos pontos mais críticos que o ministro levantou foi a questão da segurança institucional. Ele mencionou que, em um mundo cada vez mais conectado, o fortalecimento das instituições é vital para garantir que todos se sintam representados. “A crítica pela crítica encontrou um terreno fértil para florescer”, disse Moraes, destacando a necessidade de um debate mais construtivo e o enfrentamento dos problemas que alimentam o populismo extremista.
Medidas Necessárias
Por fim, Moraes concluiu que a luta contra o populismo extremista é uma tarefa que requer o esforço conjunto da sociedade e das instituições. Apenas assim poderemos garantir um futuro onde a democracia prevaleça e todos se sintam representados.
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