Nikolas Ferreira fez uma postagem nas redes sociais falando sobre a fuga de Flávio Bolsonaro do Brasil

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) publicou uma mensagem nas redes sociais nesta terça-feira (27) sobre a suposta saída do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) do Brasil rumo aos Estados Unidos. Na publicação inicial, Nikolas questionou a segurança de quem se opõe ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), usando como referência a informação de que Flávio teria deixado o país a pé. Posteriormente, o parlamentar apagou o conteúdo original e republicou a mensagem com a inclusão da palavra “supostamente”.
A mudança ocorreu em meio à repercussão de notícias sobre o paradeiro de Flávio, depois que um veículo argentino informou que ele teria atravessado a fronteira com a Argentina antes de seguir para os Estados Unidos. O Metrópoles publicou a informação na coluna de Giovana Alves e destacou que Nikolas alterou a redação da postagem após a divulgação de relatos sobre a possível viagem do senador. A expressão acrescentada pelo deputado indicou uma ressalva em relação à informação que havia utilizado inicialmente.
A publicação também trouxe críticas de Nikolas ao governo Lula, reeleito no segundo turno das eleições presidenciais de domingo (25). O deputado argumentou que um governo eleito legitimamente não deveria perseguir opositores, censurar manifestações ou reprimir cidadãos que não votaram no candidato vencedor. As declarações foram feitas no contexto das notícias sobre a possível saída de Flávio e das medidas judiciais determinadas contra o senador.
Nikolas altera publicação sobre Flávio Bolsonaro
Na primeira versão da mensagem, Nikolas escreveu: “Se um candidato a presidente precisa sair a pé do país, qual a segurança de cidadão comum que se opõe ao atual regime?”. A frase fazia referência aos relatos sobre a possível saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e levantava um questionamento sobre a segurança de pessoas contrárias ao governo federal. O deputado, entretanto, apagou essa publicação e divulgou novamente o texto com a palavra “supostamente” inserida na frase.
A alteração foi destacada pelo Metrópoles na reportagem publicada na tarde de terça-feira, às 14h10. Segundo o portal, a nova versão preservou o questionamento sobre a segurança dos opositores políticos, mas passou a apresentar a saída do senador como uma possibilidade ainda sujeita a confirmação. A mudança ocorreu enquanto diferentes veículos divulgavam informações sobre uma possível viagem de Flávio aos Estados Unidos e as autoridades verificavam os registros migratórios.
Na sequência da publicação, Nikolas voltou a criticar o governo do presidente Lula. “Governo legitimamente eleito não persegue oposição, não faz censura e não reprime quem não o escolheu”, escreveu o deputado. Ele também utilizou termos críticos ao se referir ao governo, afirmando que esse tipo de conduta seria característico de um ditador inseguro, conforme o conteúdo reproduzido pelo Metrópoles.
Notícias sobre possível viagem aos Estados Unidos
A manifestação de Nikolas ocorreu depois que o site argentino Infobae publicou que Flávio Bolsonaro teria atravessado a fronteira brasileira e seguido para Puerto Iguazú, na Argentina. De acordo com a versão divulgada pelo veículo, o senador viajaria posteriormente aos Estados Unidos em um avião particular. A informação provocou repercussão política porque surgiu um dia depois de o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar medidas relacionadas aos passaportes do parlamentar.
Entre as aeronaves citadas nas primeiras reportagens estava um jato executivo Gulfstream G400, de matrícula argentina LV-JQW, pertencente à empresa Baires Fly. Registros de rastreamento indicaram que o avião havia viajado de Buenos Aires para Puerto Iguazú na noite de segunda-feira (26), mas as informações iniciais não confirmavam que Flávio estivesse a bordo. A movimentação da aeronave passou a integrar a apuração jornalística sobre a possível viagem internacional.
Em reportagens anteriores, o Metrópoles informou que pessoas próximas à família Bolsonaro haviam confirmado a saída do senador rumo aos Estados Unidos e que o avião estava em voo. Ao mesmo tempo, as primeiras notícias sobre o caso registraram negativas de aliados e a ausência de confirmação migratória argentina sobre a entrada de Flávio no país. A sequência de informações divergentes contribuiu para que a possível viagem continuasse sendo tema de publicações e manifestações políticas.
Medidas judiciais e repercussão política
A discussão ocorreu após Alexandre de Moraes determinar que Flávio entregasse seus passaportes à Polícia Federal, além de estabelecer restrições relacionadas à saída do país. O prazo para a entrega dos documentos terminou na manhã de terça-feira (27), e notícias publicadas naquele dia informaram que o senador não havia apresentado os passaportes dentro do período determinado. A Polícia Federal também realizou verificações para esclarecer se ele havia deixado o território brasileiro.
Antes da repercussão sobre a possível viagem, Flávio havia declarado publicamente que cumpriria a determinação judicial e entregaria os documentos. Aliados do senador apresentaram versões distintas sobre seu paradeiro, enquanto a Polícia Federal buscava informações para esclarecer os relatos sobre uma eventual passagem pela Argentina. O governo argentino, por sua vez, informou que não havia registro oficial de entrada do parlamentar no país.
A publicação de Nikolas Ferreira acrescentou uma reação política ao episódio, com críticas ao governo federal e questionamentos sobre a segurança dos opositores. A mudança no texto, com a inclusão da palavra “supostamente”, foi registrada pelo Metrópoles e ocorreu enquanto as informações sobre a viagem eram divulgadas por diferentes veículos. O caso reuniu, assim, a repercussão política nas redes sociais, as versões sobre o paradeiro de Flávio Bolsonaro e as verificações das autoridades sobre uma possível saída do Brasil.





