Rio Grande do Sul tem 11 casos de feminicídio em 29 dias, um dado que acende um alerta imediato sobre a violência contra mulheres no estado. O número, confirmado pelo próprio governador Eduardo Leite, supera os registros do mesmo período do ano anterior e evidencia a persistência de um problema estrutural.
Além disso, os dados revelam que o feminicídio segue como uma das formas mais graves de violência doméstica e de gênero. Embora o tema esteja presente no debate público há anos, os índices mostram que as políticas de prevenção ainda enfrentam limites práticos.
Nesse cenário, o aumento dos casos gera impacto político direto, pressiona governos estaduais e reacende discussões sobre segurança pública, proteção às vítimas e responsabilização dos agressores.

Contexto político e histórico
Para entender por que o Rio Grande do Sul tem 11 casos de feminicídio em 29 dias, é necessário observar o histórico recente da violência contra mulheres no estado. Ao longo da última década, o tema ganhou espaço nas agendas legislativas e nos planos de governo.
O feminicídio passou a ser tipificado como crime hediondo em 2015, o que elevou as penas e reforçou a gravidade jurídica. Desde então, estados criaram delegacias especializadas, casas de acolhimento e programas de monitoramento de agressores.
Entretanto, os números mostram que o avanço institucional não foi suficiente para conter a escalada da violência. Em 2025, o Rio Grande do Sul registrou 80 feminicídios, com destaque para o mês de abril, que concentrou 11 casos.
Agora, em apenas 29 dias de 2026, o estado já iguala esse recorde mensal, o que reforça a necessidade de revisão das estratégias adotadas até aqui.
Descrição dos fatos e repercussão
O dado de que o Rio Grande do Sul tem 11 casos de feminicídio em 29 dias ganhou repercussão após a divulgação oficial pelo governador Eduardo Leite, em vídeo publicado nas redes sociais. O último crime ocorreu no dia 29, elevando ainda mais a preocupação das autoridades.
Na prática, isso significa quase três assassinatos de mulheres por semana, motivados por violência doméstica ou de gênero. O número já supera o registrado em janeiro do ano anterior, quando nove mulheres perderam a vida.
Além dos casos consumados, o levantamento aponta outros indicadores alarmantes. Em 2025, o estado contabilizou 264 tentativas de feminicídio e mais de 31 mil ameaças contra mulheres. Somam-se a isso mais de 52,7 mil registros de lesão corporal e mais de 18 mil ocorrências de estupro.
A repercussão foi imediata. Organizações da sociedade civil cobraram respostas mais eficazes, enquanto parlamentares passaram a pressionar o Executivo por medidas mais duras e estruturantes.
Atores políticos e instituições envolvidas
Diversos atores institucionais entram em cena quando se analisa por que o Rio Grande do Sul tem 11 casos de feminicídio em 29 dias. O governo estadual aparece como principal responsável pela coordenação das políticas de segurança pública.
A Secretaria da Segurança Pública atua em conjunto com a Polícia Civil, a Brigada Militar e o Poder Judiciário. Além disso, o Ministério Público e a Defensoria Pública exercem papel fundamental na proteção das vítimas e na responsabilização dos agressores.
Outro ator central é o Conselho Tutelar, especialmente nos casos em que há crianças e adolescentes envolvidos direta ou indiretamente. Já o Legislativo estadual participa por meio da criação de leis, fiscalização e alocação de recursos.
Por fim, organizações não governamentais e movimentos de defesa das mulheres desempenham papel essencial na denúncia, acolhimento e acompanhamento das vítimas.
Impactos políticos, jurídicos e eleitorais
O fato de o Rio Grande do Sul ter 11 casos de feminicídio em 29 dias produz efeitos políticos imediatos. A segurança pública, tema sensível para o eleitorado, volta ao centro do debate estadual.
Do ponto de vista jurídico, os números reforçam a necessidade de aplicação rigorosa da Lei Maria da Penha e da legislação sobre feminicídio. A impunidade ou a demora no cumprimento de medidas protetivas aparecem como fatores de risco recorrentes.
No campo eleitoral, o tema tende a ganhar destaque em discursos e campanhas. Governos passam a ser cobrados por resultados concretos, enquanto a oposição utiliza os dados para criticar falhas na gestão da segurança.
Além disso, o aumento dos casos pressiona o orçamento público. Programas de monitoramento, acolhimento e repressão exigem investimentos contínuos, o que gera disputas por recursos dentro do próprio governo.
Bastidores e reações oficiais
Nos bastidores, autoridades estaduais reconhecem que o combate ao feminicídio exige ações integradas. Por isso, o governo intensificou operações de repressão a agressores.
Em uma ação realizada em 33 cidades, no dia 20, as forças de segurança prenderam 29 suspeitos durante o cumprimento de mandados judiciais. As prisões ocorreram em municípios como Porto Alegre, Canoas, Gravataí, Novo Hamburgo, Rio Grande, Erechim, Santa Rosa e Farroupilha.
Além disso, o estado reforçou o uso de um programa de monitoramento eletrônico. Atualmente, 803 agressores são acompanhados em tempo real, o que permite respostas mais rápidas em caso de violação de medidas protetivas.
Oficialmente, o governo afirma que a segurança das mulheres segue como prioridade. Ainda assim, especialistas apontam que repressão, sozinha, não resolve o problema.
Análise crítica e projeções futuras
Quando se observa que o Rio Grande do Sul tem 11 casos de feminicídio em 29 dias, fica claro que o desafio vai além da ação policial. O problema envolve fatores culturais, sociais e institucionais.
A prevenção depende de educação, fortalecimento das redes de proteção e resposta rápida do sistema de Justiça. Muitas vítimas já haviam denunciado seus agressores antes dos crimes, o que indica falhas na efetividade das medidas.
Para o futuro, especialistas defendem a ampliação de casas de acolhimento, o fortalecimento das delegacias especializadas e a integração de bancos de dados entre órgãos públicos.
Politicamente, o tema deve continuar em evidência. Governos que não apresentarem resultados concretos tendem a enfrentar desgaste crescente diante da opinião pública.
Conclusão
Rio Grande do Sul tem 11 casos de feminicídio em 29 dias, um dado que expõe a gravidade da violência contra mulheres e desafia o poder público. Embora existam políticas em andamento, os números indicam que elas ainda não alcançam a eficácia necessária.
O enfrentamento do feminicídio exige ações contínuas, integração institucional e compromisso político. Sem isso, os índices tendem a se repetir, mantendo o tema como uma das principais urgências sociais e políticas do estado.

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