Toffoli recuou e autorizou busca contra Vorcaro após ser convencido pela PF
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), recuou e autorizou busca contra Vorcaro após ser convencido pela Polícia Federal (PF), em decisão que reforça a complexidade das investigações da Operação Compliance Zero. A medida, tomada após novo pedido da autoridade policial e do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet, tem como objetivo aprofundar a apuração de supostos ilícitos praticados pelo banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.
Inicialmente, o ministro havia negado a realização da diligência, mas reconsiderou a decisão diante da apresentação de novas evidências e da necessidade de coletar documentos e mídias que poderiam esclarecer outros aspectos do caso. O recuo de Toffoli evidencia a força da argumentação técnica da PF e a importância de colaboração entre os órgãos de investigação e o Judiciário.
Toffoli recuou e autorizou busca contra Vorcaro: contexto da decisão
Toffoli recuou e autorizou busca contra Vorcaro após ser convencido pela PF, em um contexto de intensa investigação financeira. Daniel Vorcaro é apontado como suspeito de práticas de gestão fraudulenta e outras irregularidades no Banco Master, que integram a segunda fase da Operação Compliance Zero. A operação busca combater crimes como emissão de títulos falsos, manipulação de mercados e lavagem de dinheiro dentro do Sistema Financeiro Nacional (SFN).
O ministro inicialmente negou a solicitação da PF por entender que diligências anteriores já haviam sido realizadas, mas a autoridade policial apresentou novos elementos que indicariam a prática de ilícitos ainda não investigados. Dessa forma, Toffoli reconsiderou e autorizou a busca e apreensão, que foi marcada para ocorrer na residência de Vorcaro às 6h do dia 14 de janeiro de 2026.
Além disso, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, endossou o pedido, ressaltando que a diligência era necessária para coletar documentos, mídias, registros e dispositivos eletrônicos que poderiam revelar a participação de outros agentes e detalhar a extensão das supostas irregularidades.

Motivações da reconsideração de Toffoli
Toffoli recuou e autorizou busca contra Vorcaro após ser convencido pela PF e pelo PGR, devido à necessidade de aprofundamento das investigações. O ministro afirmou que a colheita de elementos probatórios complementares era essencial diante da evidência de prática de novos ilícitos por Vorcaro. Em seu despacho, Toffoli destacou:
“Diante das ponderações da Autoridade Policial e da Procuradoria-Geral da República, reconsidero, em parte, a decisão combatida, para deferir novas diligências na residência do investigado (…) que deverão ser cumpridas em conjunto com as demais diligências anteriormente deferidas.”
O objetivo, segundo o ministro, era garantir que as investigações pudessem abranger todas as circunstâncias delituosas, identificando outros envolvidos e delimitando com precisão suas condutas.
O papel da Polícia Federal na decisão
Toffoli recuou e autorizou busca contra Vorcaro após ser convencido pela PF, demonstrando a influência da argumentação técnica da corporação. A Polícia Federal justificou a necessidade da diligência apresentando indícios concretos de novos ilícitos, o que reforçou a relevância da operação.
Os investigadores argumentaram que a busca e apreensão seria crucial para coletar documentos, aparelhos eletrônicos e outros meios de armazenamento de dados que poderiam esclarecer pontos ainda não abordados pelas diligências anteriores. Além disso, a operação permitiria identificar eventuais novos participantes e conexões dentro do esquema investigado.
A atuação da PF, nesse contexto, é um exemplo de como a colaboração entre os órgãos de investigação e o Judiciário é essencial para a efetividade das operações, garantindo que nenhum elemento relevante seja negligenciado.
Contribuição do Procurador-Geral da República
O recuo de Toffoli também foi fortemente influenciado pela manifestação do Procurador-Geral da República, Paulo Gonet. O PGR reforçou que a diligência não apenas complementaria a investigação, mas era essencial para compreender o “contexto mais amplo” da apuração.
Gonet destacou que a coleta de documentos, mídias e dispositivos eletrônicos poderia revelar:
Circunstâncias adicionais dos crimes;
Participação de outros agentes;
Detalhamento das condutas ilícitas;
Relação com fraudes dentro do Banco Master.
Dessa forma, a posição do PGR foi determinante para que Toffoli reconsiderasse a decisão anterior e autorizasse a execução da busca e apreensão.
Toffoli recuou e autorizou busca contra Vorcaro: impactos na Operação Compliance Zero
A autorização da busca e apreensão em casa de Vorcaro é um passo significativo na Operação Compliance Zero, que já vinha investigando a emissão de títulos de crédito falsos e outros crimes financeiros. A medida permite que a PF avance na coleta de provas, possibilitando que o caso seja apurado de forma mais completa.
Além disso, o recuo de Toffoli reforça a importância do equilíbrio entre cautela judicial e necessidade de investigação, mostrando que o STF pode reconsiderar decisões quando surgem novos elementos que impactam diretamente o andamento de operações estratégicas.
Procedimentos da busca e apreensão
Toffoli recuou e autorizou busca contra Vorcaro após ser convencido pela PF, e a diligência deve seguir procedimentos rigorosos. Agentes da Polícia Federal estão autorizados a apreender:
Documentos e registros bancários;
Anotações e contratos;
Dispositivos eletrônicos, incluindo computadores e celulares;
Mídias digitais e arquivos de armazenamento.
O cumprimento da diligência será coordenado com as demais medidas já deferidas, garantindo que todos os elementos probatórios sejam analisados de maneira integrada.
Repercussão política e judicial
A decisão de Toffoli teve repercussão imediata, tanto no meio jurídico quanto no cenário político. A medida demonstra a atuação rigorosa do STF e da Polícia Federal em casos que envolvem grandes instituições financeiras. Além disso, evidencia a importância da colaboração entre os diferentes órgãos do sistema de Justiça para assegurar que investigações complexas avancem de forma sólida e fundamentada.
Especialistas destacam que o caso do Banco Master pode gerar precedentes significativos sobre a atuação de autoridades judiciais e policiais em investigações financeiras envolvendo grandes bancos e empresários.
Conclusão
Toffoli recuou e autorizou busca contra Vorcaro após ser convencido pela PF, reforçando a importância da cooperação entre Judiciário, Ministério Público e Polícia Federal em operações complexas. A decisão permite aprofundar a apuração de novos ilícitos, coletar provas essenciais e identificar outros envolvidos, garantindo que a Operação Compliance Zero siga com efetividade.
O caso evidencia ainda a relevância do STF na supervisão de grandes investigações financeiras, demonstrando que decisões judiciais podem ser revisadas quando surgem novos elementos que justifiquem diligências complementares.