Em entrevista à Record, Flávio falou sobre a possibilidade do pai ser seu ministro

Flávio Bolsonaro defendeu que o trabalhador tenha liberdade para escolher a própria escala e a quantidade de horas trabalhadas, em uma proposta apresentada durante a campanha presidencial de 2026. A declaração foi dada em entrevista à Record e ocorreu em meio à discussão no Congresso Nacional sobre mudanças na jornada de trabalho e o fim da escala 6×1. Segundo o candidato, o modelo que pretende defender permitiria que cada empregado definisse quanto gostaria de trabalhar, com remuneração proporcional às horas cumpridas.
A proposta apresentada por Flávio prevê a manutenção dos direitos trabalhistas previstos na Constituição, mas com uma mudança na forma de organização da jornada. O candidato afirmou que trabalhadores poderiam optar por jornadas maiores ou menores, de acordo com suas necessidades, e receberiam conforme a quantidade de horas trabalhadas. A ideia já havia sido apresentada por ele em maio, quando defendeu o pagamento por hora como alternativa às propostas que buscavam substituir a escala 6×1.
O tema ganhou espaço na campanha porque o Congresso passou a discutir propostas para reduzir a jornada semanal e ampliar os dias de descanso dos trabalhadores. A proposta defendida pelo governo federal prevê a redução do limite de 44 para 40 horas semanais e dois dias de descanso remunerado, enquanto outras matérias também foram apresentadas no Legislativo. Nesse contexto, a posição de Flávio estabelece uma alternativa baseada na flexibilização da jornada, em vez de uma redução geral da quantidade máxima de horas permitidas.
Flávio quer que trabalhador tenha liberdade para definir a jornada
Ao explicar sua posição, Flávio afirmou que pretende permitir que empregados negociem diretamente com os empregadores a quantidade de horas e os horários de trabalho. Segundo ele, quem quiser trabalhar mais horas poderá fazê-lo, enquanto quem precisar de uma jornada menor também teria essa possibilidade. A remuneração, de acordo com a proposta apresentada pelo candidato, seria calculada com base no número de horas efetivamente trabalhadas.
Flávio também afirmou que direitos como décimo terceiro salário, férias, Fundo de Garantia do Tempo de Serviço e demais garantias trabalhistas seriam preservados. A diferença estaria na proporcionalidade desses direitos em relação à quantidade de horas trabalhadas, conforme a proposta apresentada anteriormente pelo senador. Dessa maneira, o modelo defendido não prevê a retirada formal desses direitos, mas uma alteração na forma como a jornada e a remuneração seriam organizadas.
A discussão sobre a escala 6×1 envolve atualmente diferentes propostas em tramitação no Congresso Nacional. O debate passou a incluir tanto a redução da jornada semanal quanto a ampliação do período de descanso, enquanto a alternativa defendida por Flávio concentra-se na possibilidade de maior flexibilidade para o empregado. Assim, a principal diferença entre as propostas está na forma de definir os limites da jornada e na participação do trabalhador e do empregador nessa decisão.
Escala 6×1 está no centro do debate eleitoral
A escala 6×1 estabelece, em termos gerais, seis dias de trabalho para um dia de descanso e se tornou um dos principais temas relacionados à jornada profissional no debate político de 2026. O governo federal apresentou uma proposta para reduzir a jornada de 44 para 40 horas semanais, com dois dias de descanso remunerado, enquanto outras propostas foram apresentadas no Congresso. A discussão envolve mudanças na legislação trabalhista e precisa passar pelas etapas de análise e votação previstas no processo legislativo.
Flávio não informou ao UOL como votaria no Senado diante da proposta que prevê mudanças na jornada e o fim da escala 6×1. Na entrevista, entretanto, reafirmou a defesa de um sistema no qual o trabalhador poderia escolher a quantidade de horas que pretende cumprir. O senador também sustentou que pessoas interessadas em trabalhar mais horas deveriam ter essa possibilidade, desde que fossem remuneradas pelo período efetivamente trabalhado.
A posição apresentada pelo candidato também havia sido detalhada em maio, quando ele afirmou que a alternativa deveria garantir os direitos trabalhistas de maneira proporcional às horas cumpridas. Na ocasião, Flávio afirmou que a flexibilização poderia atender trabalhadores que precisam de horários diferentes por causa de suas circunstâncias pessoais. A Agência Brasil registrou ainda que ele mencionou especificamente mulheres com filhos ao defender a possibilidade de jornadas menores e mais flexíveis.
Proposta de Flávio Bolsonaro inclui remuneração por hora
A defesa da remuneração por hora não surgiu apenas durante a atual fase da campanha presidencial, pois a ideia já havia sido apresentada por Flávio em maio, durante uma reunião com parlamentares do PL em Brasília. Naquele momento, o senador classificou a proposta como uma alternativa aos projetos que buscavam acabar com a escala 6×1. Segundo a declaração registrada pela Agência Brasil, a sugestão previa a manutenção de direitos como férias, décimo terceiro e FGTS, mas de maneira proporcional às horas trabalhadas.
O debate continuará sendo acompanhado pelo Congresso porque as diferentes propostas sobre jornada de trabalho dependem de análise legislativa antes de qualquer alteração nas regras atuais. Enquanto isso, Flávio Bolsonaro apresenta durante a campanha uma posição baseada em maior liberdade para definir horários e quantidade de horas trabalhadas, enquanto outras propostas defendem limites semanais menores e mais dias de descanso. Dessa forma, a discussão sobre a escala 6×1 permanece relacionada tanto à legislação trabalhista quanto às diferentes propostas apresentadas pelos candidatos à Presidência em 2026.





