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Em seu perfil no Instagram, Agustin Fernandez criticou a congregação de Alphaville

O maquiador Agustin Fernandez, conhecido pela proximidade com a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, pediu o fechamento da Igreja da Lagoinha de Alphaville, em São Paulo. A manifestação foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, no qual ele relatou uma experiência negativa durante um culto e criticou duramente a administração da congregação. O desabafo foi divulgado pela colunista Fábia Oliveira, do Metrópoles, e ganhou repercussão nas redes sociais.

Segundo Agustin, ele havia aceitado participar de um culto algumas semanas antes com a intenção de ressignificar experiências negativas que já havia vivido no ambiente religioso. O maquiador afirmou, entretanto, que saiu do local com uma impressão ainda pior e disse que não sentiu estar entrando em uma igreja, mas em uma casa de shows sertaneja. A crítica foi acompanhada por comentários sobre a estrutura do culto e sobre a mensagem apresentada pelo pastor responsável pela celebração.

O pedido de fechamento também foi relacionado pelo maquiador a uma série de acusações e questionamentos envolvendo pessoas ligadas à congregação. Agustin mencionou temas como Banco Master, INSS, disputas judiciais, aluguel, prestadores de serviço, funcionários e ofertas, apresentando essas referências como parte de sua justificativa. É importante ressaltar que essas acusações foram feitas pelo próprio influenciador e não representam, por si só, uma conclusão judicial sobre a igreja ou seus administradores.

Agustin Fernandez critica culto da Igreja da Lagoinha

Ao explicar sua experiência, Agustin afirmou que a pregação foi a pior de que participou e criticou o fato de o pastor ter subido ao púlpito sem uma Bíblia. De acordo com o relato publicado pelo Metrópoles, o religioso teria falado sobre o uso de Mounjaro, exercícios físicos e um sonho no qual teria ido ao céu. O maquiador também criticou recursos visuais utilizados durante a apresentação e afirmou que não houve um momento de apelo religioso.

A crítica de Agustin também recuperou episódios antigos relacionados à Igreja da Lagoinha e ao pastor André Valadão. Ele afirmou que uma declaração atribuída a Valadão sobre a presença de pessoas gays na igreja, assim como a passagem de Guilherme de Pádua pelo ministério religioso, teria contribuído para seu afastamento da religião. Segundo o maquiador, essas experiências fizeram com que ele desenvolvesse uma forte aversão ao ambiente religioso durante determinado período.

Depois de modificar sua relação com a fé, com Deus e com a Bíblia, Agustin disse que aceitou participar do culto justamente para tentar superar aquele passado. A expectativa, segundo ele, era encontrar uma experiência capaz de reconstruir sua percepção sobre a igreja e o cristianismo. O resultado, porém, teria sido o oposto, levando-o a publicar o vídeo e tornar suas críticas públicas.

Maquiador de Michelle Bolsonaro faz acusações contra congregação

A parte mais contundente do desabafo ocorreu quando Agustin explicou por que passou a defender o fechamento da unidade de Alphaville. Ele afirmou que sua decisão estava relacionada ao comportamento de integrantes da família ligada à igreja e à maneira como, segundo sua avaliação, a instituição estaria sendo administrada. Nesse contexto, foram citados novamente assuntos envolvendo Banco Master, INSS, aluguel, funcionários, prestadores de serviço, processos judiciais e ofertas.

Agustin afirmou que situações desse tipo poderiam prejudicar a imagem do cristianismo diante de pessoas que ainda não conhecem a religião. Na avaliação apresentada por ele, alguém interessado em conhecer Jesus poderia acabar associando a igreja a práticas de corrupção, desonestidade ou outros comportamentos negativos. Contudo, o vídeo divulgado pelo maquiador não apresentou documentos que comprovassem as acusações mencionadas por ele.

O influenciador também reconheceu que poderia ser criticado por expor publicamente suas opiniões sobre uma instituição religiosa. Mesmo assim, afirmou que não conseguiria permanecer em silêncio porque considerava que determinados comportamentos poderiam dificultar a aproximação de pessoas com a fé cristã. Ao final do vídeo, Agustin declarou que não conseguia chamar a unidade de igreja e criticou conflitos envolvendo irmãos, locatários, ofertas e pastores.

Pedido de fechamento da Lagoinha repercute nas redes sociais

A declaração ganhou repercussão também por causa da relação de Agustin Fernandez com Michelle Bolsonaro, com quem aparece publicamente em diferentes ocasiões. Por essa proximidade, a manifestação contra a Lagoinha passou a chamar atenção dentro do ambiente político e religioso ligado ao campo conservador. Ainda assim, o pedido de fechamento feito pelo maquiador representa uma manifestação pessoal e não uma determinação oficial para o encerramento das atividades da congregação.

O episódio coloca novamente a Igreja da Lagoinha no centro de uma discussão sobre liderança religiosa, administração de congregações e exposição pública de conflitos. As acusações apresentadas por Agustin deverão ser diferenciadas de eventuais fatos comprovados por investigações ou decisões judiciais, já que o vídeo representa a versão e a avaliação pessoal do maquiador. Com a repercussão nas redes sociais, novas manifestações dos responsáveis pela igreja poderão definir os próximos capítulos da controvérsia.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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