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Pesquisa BTG/Nexus mostra Flávio e Cury à frente numericamente de Lula

A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira, 8 de setembro de 2026, mostrou uma mudança importante na disputa presidencial ao colocar Flávio Bolsonaro e Augusto Cury numericamente à frente de Luiz Inácio Lula da Silva em simulações de segundo turno. No confronto com Flávio, o senador apareceu com 46% das intenções de voto, enquanto Lula registrou 45%, configurando empate técnico devido à margem de erro de dois pontos percentuais. Já no cenário inédito contra Cury, o escritor alcançou 45%, contra 43% do atual presidente, também dentro da margem de erro.

O resultado representou uma inversão em relação à rodada anterior do levantamento, quando Lula tinha 46% e Flávio aparecia com 45% em uma eventual disputa de segundo turno. Dessa vez, o senador oscilou positivamente em um ponto percentual, enquanto o presidente perdeu um ponto, fazendo com que a liderança numérica mudasse de lado. Embora a diferença tenha sido pequena, o dado chamou atenção porque foi a primeira vez que Flávio apareceu numericamente à frente de Lula em uma simulação de segundo turno da BTG/Nexus.

O desempenho de Augusto Cury também ganhou destaque porque o confronto direto com Lula foi testado pela primeira vez pela pesquisa. O escritor, que vinha crescendo nas intenções de voto para o primeiro turno, chegou a 9% nessa etapa e permaneceu na terceira colocação, atrás de Lula e Flávio Bolsonaro. Assim, os números passaram a indicar uma disputa mais aberta, com diferentes nomes apresentando condições de equilibrar o cenário contra o atual presidente em uma eventual segunda etapa.

BTG/Nexus mostrou avanço de Flávio Bolsonaro

A simulação entre Flávio Bolsonaro e Lula foi uma das principais novidades da pesquisa divulgada nesta semana. O senador atingiu 46%, enquanto o presidente ficou com 45%, e os votos brancos, nulos ou em nenhum dos dois chegaram a 8%, enquanto 1% dos entrevistados não soube ou não respondeu. Como a margem de erro era de dois pontos percentuais, o resultado foi classificado como empate técnico.

A mudança ganhou relevância porque ocorreu em um momento de forte movimentação na corrida presidencial e poucos dias depois das manifestações de 7 de Setembro. Flávio Bolsonaro havia concentrado sua atuação política nas críticas ao Supremo Tribunal Federal, especialmente ao ministro Alexandre de Moraes, durante o ato realizado na Avenida Paulista. O tema passou a ocupar espaço central em sua estratégia eleitoral, enquanto a disputa com Lula se aproximou de um cenário de equilíbrio nas pesquisas.

Apesar da vantagem numérica de Flávio, os números não permitiam afirmar que o senador estivesse efetivamente à frente de Lula fora da margem de erro. A diferença de apenas um ponto percentual poderia ser alterada por uma oscilação natural da amostra, razão pela qual o resultado precisava ser interpretado como empate técnico. Ainda assim, a inversão em relação à rodada anterior indicou uma mudança no comportamento do eleitorado pesquisado e colocou o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro em uma posição inédita no levantamento.

Augusto Cury apareceu numericamente à frente de Lula

Augusto Cury também apresentou um resultado de destaque na pesquisa BTG/Nexus ao registrar 45% contra 43% de Lula em uma eventual disputa de segundo turno. O levantamento classificou o cenário como empate técnico, já que a diferença de dois pontos coincidiu exatamente com a margem de erro da pesquisa. Brancos, nulos e eleitores que não escolheriam nenhum dos dois somaram 10%, enquanto 1% não soube ou não respondeu.

O resultado foi especialmente significativo porque o confronto entre Cury e Lula havia sido testado pela primeira vez pela Nexus. No primeiro turno, o escritor marcou 9% das intenções de voto e manteve a terceira posição, embora tenha recuado dois pontos em relação à pesquisa anterior, quando havia alcançado 11%. Mesmo com essa oscilação, Cury passou a aparecer como um nome capaz de produzir uma disputa equilibrada com Lula em uma eventual segunda etapa.

Os recortes apresentados pela pesquisa também mostraram diferenças importantes entre os eleitores de Cury e Lula. Entre os entrevistados de 16 a 24 anos, Cury chegou a 58%, contra 36% de Lula, enquanto na faixa de 25 a 40 anos o escritor marcou 55%, diante de 35% do presidente. Por outro lado, Lula apresentou vantagem entre os eleitores mais velhos, chegando a 47% entre pessoas de 41 a 59 anos e a 52% entre aqueles com 60 anos ou mais.

Lula manteve vantagem contra outros adversários

Apesar dos resultados apertados contra Flávio e Cury, Lula continuou numericamente à frente em outros cenários de segundo turno avaliados pelo levantamento. Contra Ronaldo Caiado, o presidente apareceu com 46%, enquanto o ex-governador de Goiás marcou 43%, resultado que também foi considerado empate técnico. Já diante de Romeu Zema e Renan Santos, Lula abriu vantagem de 47% a 40% e de 47% a 39%, respectivamente.

No primeiro turno, Lula manteve 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro cresceu de 33% para 35%, reduzindo a diferença entre os dois para quatro pontos percentuais. Cury apareceu com 9%, seguido por Caiado, que registrou 4%, e a diferença entre Lula e Flávio ficou dentro da margem de erro de dois pontos. A pesquisa BTG/Nexus ouviu 2.002 eleitores por telefone entre 4 e 7 de setembro, com nível de confiança de 95%, e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-06790/2026.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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