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Datafolha: 50% desaprovam governo Lula; 48% aprovam

Levantamento do Instituto Datafolha divulgado nesta quinta-feira, 17, mostra que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) é desaprovado por metade dos entrevistados — 50% do total. A aprovação da gestão atinge 48% dos ouvidos, o que configura cenário de equilíbrio entre os dois indicadores. Em comparação com a rodada anterior, divulgada na sexta-feira, 11, a aprovação subiu um ponto percentual, passando de 47% para 48%, enquanto a desaprovação permaneceu estável, sem alteração no período.

A avaliação qualitativa da gestão revela que 34% dos entrevistados classificam o governo como “ótimo ou bom”, alta de dois pontos percentuais em relação à pesquisa precedente, quando o índice era de 32%. Já a percepção de que a administração é “ruim ou péssima” manteve-se em 42%, sem variação. O conceito de desempenho “regular” foi assinalado por 23% dos respondentes, queda de dois pontos na comparação imediata, já que na rodada anterior registrava 25%.

Os dados foram coletados nos dias 15 e 16 de setembro, por meio de entrevistas presenciais com 2.002 pessoas em diversas localidades do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento encontra-se devidamente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-04029/2026, atendendo aos requisitos de transparência e metodologia exigidos para divulgação em período eleitoral.

A estabilidade observada na desaprovação, combinada com o leve avanço da aprovação e da avaliação positiva, sugere movimento de ajuste na opinião pública sem alteração de quadro geral. A pequena melhora na percepção favorável pode refletir reação a anúncios recentes, como o reajuste nos valores do Bolsa Família, comunicado na mesma semana em que a pesquisa foi realizada. Por outro lado, a manutenção do índice negativo indica que parcela significativa da população segue com visão crítica sobre a gestão, independentemente de medidas pontuais.

A divisão entre aprovação e desaprovação — 48% contra 50% — ocorre dentro da margem de erro do levantamento, o que significa que tecnicamente os dois percentuais permanecem empatados estatisticamente. Esse equilíbrio reforça o caráter disputado da corrida eleitoral, na qual a avaliação do governo em exercício costuma ser um dos fatores que influencia a decisão do eleitor. Com a proximidade do primeiro turno, marcado para 4 de outubro, cada nova rodada de pesquisas será acompanhada com atenção por candidatos e pela sociedade.

O levantamento mostra ainda que o conceito “regular” continua sendo uma faixa intermediária expressiva, reunindo quase um quarto dos entrevistados. Esse grupo costuma ser observado como indicador de potencial de movimento futuro: a direção para onde esses eleitores tenderão a se inclinar nas próximas semanas poderá definir o desfecho da disputa. O que se nota, por ora, é um quadro de solidez relativa nos extremos — os índices de avaliação muito positiva e muito negativa apresentam menor variação —, enquanto a faixa intermediária responde com mais sensibilidade a acontecimentos recentes.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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