Durante entrevista, Ronaldo Caiado fez duras críticas aos adversários Lula e Flávio Bolsonaro

O candidato à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) fez críticas a Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) durante uma entrevista em Aparecida de Goiânia, em Goiás. Na declaração, realizada em 15 de setembro, o ex-governador goiano chamou os dois adversários de “assaltantes e corruptos”. As acusações foram feitas por Caiado no contexto da disputa eleitoral de 2026.
Caiado afirmou que parte do eleitorado estaria desenvolvendo uma relação de forte identificação com os dois políticos. Para explicar sua avaliação, ele comparou esse comportamento à chamada Síndrome de Estocolmo, expressão utilizada para descrever casos em que vítimas de situações de violência ou intimidação desenvolvem vínculo com seus agressores. A comparação foi apresentada pelo próprio candidato durante sua fala, e não como uma conclusão independente sobre os eleitores.
O candidato também declarou que o Brasil não deveria escolher entre aquilo que chamou de “corrupto preferido”. Segundo Caiado, a situação política brasileira estaria marcada por uma crise de confiança e por problemas que, na avaliação dele, atingiriam diferentes instituições e lideranças. Ele afirmou ainda que o país deveria superar esse cenário antes das eleições previstas para 4 de outubro.
Caiado critica Lula e Flávio durante evento em Goiás
A manifestação ocorreu durante um evento realizado em Aparecida de Goiânia, onde Caiado participava de uma agenda política ligada a aliados de sua candidatura. A declaração contra Lula e Flávio surgiu depois de uma pergunta de jornalistas sobre os episódios envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal. Na ocasião, o candidato afirmou que existiria uma “degradação moral” na política brasileira.
Ao comentar o cenário político, Caiado afirmou que Lula estaria envolvido em irregularidades e fez referência a Flávio Bolsonaro no contexto das investigações relacionadas ao caso Dark Horse. As afirmações sobre envolvimento foram apresentadas pelo candidato como parte de sua crítica aos adversários, não como conclusões judiciais sobre responsabilidade criminal. A reportagem do Estado de Minas registrou as declarações no contexto da campanha presidencial.
Caiado também afirmou que a Câmara dos Deputados e o Senado Federal estariam se omitindo diante da situação que ele descreveu. Segundo o candidato, a democracia estaria em risco diante da ausência de políticos que, em sua avaliação, tenham condições morais compatíveis com os cargos ocupados. Essa interpretação foi apresentada pelo próprio presidenciável durante a entrevista.
Caiado fala em “corrupto preferido” na eleição
Na sequência da entrevista, Caiado voltou a mencionar a relação dos eleitores com os candidatos que lideram a disputa política nacional. Ele utilizou novamente a expressão relacionada à Síndrome de Estocolmo para sustentar sua crítica ao apoio recebido por Lula e Flávio. A comparação foi utilizada como recurso retórico para defender sua posição contra a polarização eleitoral.
O candidato afirmou que os brasileiros não deveriam escolher um político apenas por considerá-lo uma alternativa diante de seu principal adversário. Caiado resumiu sua crítica dizendo que o país não poderia escolher o seu “corrupto preferido”. A declaração foi apresentada como parte de sua estratégia de questionar a polarização entre Lula e Flávio na corrida presidencial.
As declarações ocorreram em um momento de intensificação das atividades dos candidatos que disputam a Presidência da República em 2026. Na mesma semana, Flávio Bolsonaro também realizou agendas no Nordeste e declarou que percebe aumento do apoio ao seu grupo político na região. Ele atribuiu esse movimento, segundo sua própria avaliação, à insatisfação de parte da população com o governo Lula.
Caiado mira polarização entre Lula e Flávio
A pesquisa Quaest divulgada em 16 de setembro também mostrou que a percepção sobre a honestidade dos principais candidatos varia entre os eleitores. O levantamento ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais entre 10 e 13 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Na pesquisa, 49% disseram não considerar Lula honesto, enquanto 42% deram a mesma resposta sobre Flávio Bolsonaro.
O levantamento também mostrou que 28% dos entrevistados consideravam Lula honesto, enquanto 23% deram essa avaliação a Flávio Bolsonaro. Os resultados foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-03607/2026. Esses números descrevem a percepção dos entrevistados no período pesquisado e não representam uma conclusão sobre responsabilidade jurídica dos candidatos.
Com as eleições de 2026 no horizonte, Caiado vem utilizando críticas aos principais adversários para apresentar sua candidatura como uma alternativa à disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Na declaração de 15 de setembro, ele afirmou que o Brasil deveria superar o que classificou como um período “triste e deprimente” da política nacional. A fala encerrou sua crítica aos dois candidatos e reforçou a posição de Caiado contra a escolha entre os dois nomes que ele citou.





