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Renan acusa perfis nos EUA de fazer campanha paga pró Flávio

O candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, anunciou em entrevista ao SBT que vai acionar o Tribunal Superior Eleitoral para investigar a veiculação de conteúdo pago favorável ao senador Flávio Bolsonaro (PL) por meio de perfis sediados nos Estados Unidos. Segundo o postulante, as publicações buscam difundir um cenário segundo o qual o candidato da oposição teria condições de vencer já no primeiro turno, configurando o que classifica como manipulação da opinião pública.

Renan Santos afirmou que a suspeita recai diretamente sobre a campanha adversária. “Suspeitamos fortemente que Flávio esteja por trás disso”, declarou. O corpo jurídico do partido já trabalha na elaboração da representação que será encaminhada à Corte. “Isso é inaceitável. Não podemos permitir que agentes externos atuem direcionando a escolha do eleitorado brasileiro”, acrescentou, ao classificar a prática como prejudicial à lisura do pleito.

O candidato apresentou como exemplo a publicação feita pelo político norte-americano Matt Gaetz, apoiador do governo de Donald Trump. Segundo ele, o conteúdo foi impulsionado com recursos para atingir especificamente o público brasileiro, trazendo números e projeções favoráveis a Flávio Bolsonaro. “Foram identificadas ações originadas fora do país, pagas e direcionadas a eleitores aqui do Brasil. Isso tem nome e natureza jurídica própria”, frisou, ao considerar que a conduta contraria as regras eleitorais vigentes.

O postulante ressaltou que tem mantido acompanhamento constante sobre o que avalia como interferência de figuras políticas estrangeiras no processo eleitoral brasileiro. “Desequilibra a disputa. É ilegal e também contrário aos princípios éticos que devem reger qualquer eleição”, observou. Questionado sobre a dimensão do problema, avaliou que a presença de recursos e esforços originados no exterior altera a dinâmica interna da campanha, sem que haja transparência ou prestação de contas aos órgãos competentes.

A questão pode levar o Tribunal Superior Eleitoral a analisar a existência de ações coordenadas de disseminação de informações com potencial de influenciar o resultado da votação. Nas eleições de 2022, a Corte já determinou a retirada de conteúdos e páginas que se enquadravam em perfis de manipulação semelhante. A jurisprudência existente pode servir de referência para a avaliação das medidas cabíveis neste caso, caso as alegações sejam confirmadas por meio de provas apresentadas nos autos.

A reportagem procurou a campanha de Flávio Bolsonaro para que se manifestasse sobre as acusações, mas não obteve retorno até o momento desta publicação. O espaço permanece aberto para que a defesa possa apresentar sua versão sobre os fatos. A sociedade acompanha os desdobramentos na expectativa de que cada alegação seja verificada com isenção, que as provas sejam apresentadas e que as normas sejam aplicadas de forma igualitária, garantindo que a decisão final sobre o futuro do país seja tomada exclusivamente pelos eleitores brasileiros.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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