Vantagem de Flávio Bolsonaro entre evangélicos cresce e chega a 30 pontos, diz Quaest

O cenário da disputa presidencial segue em movimento, com diferenças claras entre os diversos perfis de eleitorado, conforme revela levantamento do instituto Quaest divulgado nesta segunda-feira, 21. No total, o segundo turno aparece praticamente empatado: Flávio Bolsonaro registra 42% das intenções de voto e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, 41%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, trata-se de empate técnico, o que indica que a corrida permanece indefinida a menos de três semanas do pleito.
A análise por segmentos revela transformações importantes. Entre os eleitores evangélicos, a vantagem de Flávio Bolsonaro passou de 23 para 30 pontos percentuais em relação a Lula. O crescimento reforça a consolidação de apoio em um público que tem demonstrado inclinação mais acentuada à candidatura de oposição. O movimento chama atenção justamente por ser um dos grupos que costuma comparecer em maior número às urnas e que influencia fortemente o resultado em diversas regiões do país.
Entre as mulheres, por outro lado, o cenário segue em sentido oposto. A vantagem de Lula, que era de 3 pontos percentuais na rodada anterior, subiu para 7 pontos. O dado contrasta com a estabilidade verificada entre os eleitores do sexo masculino, onde a diferença permaneceu praticamente inalterada. Felipe Nunes, sócio-fundador da Quaest, observou, no entanto, que o aumento do Bolsa Família não produziu, até o momento, reflexo positivo na intenção de voto entre os beneficiários do programa. “A medida ainda não se traduziu em adesão maior nesse segmento”, explicou.
Entre os eleitores de maior renda, a tendência observada é de fortalecimento da candidatura de Flávio Bolsonaro. A vantagem, que era de 13 pontos, passou para 20 pontos. “Foi um dos movimentos mais expressivos favoráveis a ele nesta semana”, avaliou Nunes. O desempenho reflete preferências que vêm se mantendo ao longo da campanha, com o candidato da oposição apresentando maior adesão entre públicos com poder aquisitivo mais elevado, enquanto Lula costuma registrar melhores índices nas faixas de menor renda.
A pesquisa ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 17 e 20 de setembro. O nível de confiança é de 95% e o registro no Tribunal Superior Eleitoral consta sob o número BR-06004/2026. Os números indicam que nenhum dos dois candidatos conseguiu, até agora, abrir dianteira definitiva, e que o resultado pode depender do comportamento de grupos específicos nos últimos dias de campanha. A velocidade das mudanças sugere que o eleitorado segue avaliando as propostas e as posturas de cada lado.
A proximidade entre os dois candidatos torna cada dado relevante. A população acompanha os desdobramentos na expectativa de que as propostas sejam apresentadas com clareza e que cada eleitor possa decidir com tranquilidade e informação. Os próximos dias deverão mostrar se as tendências observadas se consolidam ou se novos movimentos surgem, definindo o rumo da disputa. O que se sabe por enquanto é que a decisão será tomada voto a voto, e que nenhum detalhe será pequeno na hora de definir o próximo presidente do Brasil.





