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Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado, foi internada para tratar um quadro de enxaqueca

Michelle Bolsonaro recebeu alta hospitalar na tarde desta quarta-feira, 23 de setembro, após passar um dia internada no Hospital DF Star, em Brasília, para tratar um quadro de enxaqueca refratária. A ex-primeira-dama e candidata ao Senado pelo Distrito Federal havia sido internada na terça-feira, 22, depois de apresentar uma piora nas crises de dor de cabeça que já vinham sendo acompanhadas por uma equipe médica. A alta ocorreu após uma resposta considerada satisfatória ao tratamento realizado durante a internação.

Segundo informações divulgadas pela equipe de Michelle, os médicos ainda analisam as possíveis causas da recorrência das crises, enquanto o acompanhamento clínico deverá continuar mesmo depois da saída do hospital. Em publicação nas redes sociais, a candidata afirmou que estava em casa e agradeceu pelas orações, mensagens e manifestações de carinho recebidas durante o período de internação. Dessa forma, a alta representa o encerramento desta etapa hospitalar, mas não significa que a investigação médica sobre o quadro tenha sido concluída.

O episódio ganhou atenção também pelo momento político em que ocorreu, já que Michelle está em campanha para uma vaga no Senado Federal nas eleições de 2026. Além disso, a nova internação aconteceu poucas semanas depois de outro atendimento hospitalar relacionado às dores de cabeça, o que levou a equipe médica a manter uma investigação mais detalhada sobre a persistência dos sintomas. Assim, o caso passou a ter repercussão tanto no noticiário de saúde quanto no cenário eleitoral do Distrito Federal.

Michelle Bolsonaro recebe alta após novo tratamento em Brasília

Durante a internação mais recente, Michelle foi submetida a procedimentos destinados ao controle da crise de enxaqueca, incluindo bloqueio anestésico, conforme informações divulgadas por veículos que acompanharam o atendimento médico. O procedimento consiste na aplicação de anestésico próximo a estruturas nervosas relacionadas à dor, podendo ser utilizado como parte de uma estratégia para reduzir temporariamente a intensidade dos sintomas. No caso de Michelle, segundo o médico ouvido pela CNN Brasil, a resposta observada durante a noite permitiu que a alta fosse programada para esta quarta-feira.

A expressão enxaqueca refratária é utilizada para descrever situações em que as crises persistem ou apresentam controle insuficiente mesmo diante de tratamentos previamente adotados. Por isso, o acompanhamento pode envolver diferentes estratégias terapêuticas, definidas de acordo com as características de cada paciente e com a avaliação dos especialistas responsáveis. No caso divulgado pela equipe de Michelle, um tratamento clínico ambulatorial já vinha sendo realizado havia cerca de dois meses antes da nova hospitalização.

Antes da alta desta quarta-feira, a ex-primeira-dama havia passado por outra internação no início de agosto, quando também foram realizados exames e procedimentos relacionados ao quadro de cefaleia. Naquela ocasião, um bloqueio anestésico dos nervos cranianos e pericranianos foi realizado após a persistência das dores, segundo informações divulgadas à época. Portanto, a repetição das crises fez com que novas avaliações fossem realizadas e a investigação sobre a origem do problema permanecesse em andamento.

O que se sabe sobre a recorrência da enxaqueca

A equipe de comunicação de Michelle informou que os médicos continuam avaliando por que as crises voltaram a ocorrer, mesmo depois do tratamento iniciado anteriormente. Essa investigação é relevante porque a recorrência de episódios de dor de cabeça pode exigir uma revisão da estratégia terapêutica e um acompanhamento mais prolongado, especialmente quando as crises interferem na rotina do paciente. Até o momento, não foi divulgada uma conclusão definitiva sobre a causa específica da repetição do quadro apresentado pela candidata.

A primeira internação de agosto também teve impacto sobre a agenda política de Michelle, que não conseguiu participar presencialmente da convenção do Partido Liberal no Distrito Federal que confirmou sua candidatura ao Senado. Na ocasião, uma carta foi lida por seu irmão, Diego Torres, enquanto a ex-primeira-dama permanecia afastada das atividades públicas em razão do problema de saúde. Posteriormente, ela passou a participar de compromissos eleitorais, embora o tratamento das dores de cabeça continuasse sendo acompanhado pelos médicos.

A candidatura de Michelle ao Senado pelo Distrito Federal foi confirmada em agosto durante a convenção do PL realizada em Brasília, ao lado da candidatura de Bia Kicis para outra vaga na Casa. Desde então, a ex-primeira-dama passou a dividir sua agenda entre a própria campanha e atividades de apoio a aliados políticos, em um período marcado por intensa movimentação eleitoral. Entretanto, a nova internação demonstrou que sua agenda política precisou ser conciliada novamente com a necessidade de cuidados médicos.

Michelle Bolsonaro retoma a rotina após alta hospitalar

Com a alta médica, Michelle deixou o Hospital DF Star e informou que já estava em casa, mas o acompanhamento relacionado à cefaleia deverá continuar conforme a orientação de sua equipe médica. A expectativa agora é de que sejam aprofundadas as análises para compreender a recorrência das crises e definir os próximos passos do tratamento. Enquanto isso, novas informações sobre sua recuperação poderão ser divulgadas pela própria candidata ou por sua assessoria.

A situação também deverá ser observada dentro do contexto da campanha eleitoral de 2026, uma vez que Michelle disputa uma cadeira no Senado pelo Distrito Federal e vinha desempenhando atividades políticas antes da nova internação. Por outro lado, a prioridade imediata indicada pelas informações divulgadas é a continuidade do acompanhamento médico e a investigação das causas da recorrência da enxaqueca. Dessa maneira, a alta hospitalar encerra a internação iniciada em 22 de setembro, mas o tratamento e a avaliação clínica permanecem como etapas importantes nos próximos dias.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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