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O debate presidencial na Globo está marcado para o dia 1º de outubro, mas não contará com todos os candidatos

A TV Globo definiu os candidatos convidados para o debate presidencial marcado para 1º de outubro, três dias antes do primeiro turno das eleições de 2026, e Romeu Zema, do Novo, ficou fora da lista. Foram chamados Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, Flávio Bolsonaro, do PL, Ronaldo Caiado, do PSD, e Augusto Cury, do Avante, em uma configuração que poderá deixar o encontro restrito a quatro concorrentes ao Palácio do Planalto. A escolha ocorre em uma campanha marcada por cancelamentos e ausências em debates anteriores, aumentando a atenção sobre quem efetivamente estará diante das câmeras na reta final da disputa.

A emissora informou às campanhas que adotou como referência as regras eleitorais para definir os convidados, considerando partidos que possuem ao menos cinco representantes eleitos no Congresso Nacional em 2022. Dessa maneira, Lula, Flávio Bolsonaro, Caiado e Cury foram incluídos no encontro, enquanto Zema e outros candidatos não receberam inicialmente o convite. A decisão não significa impedimento para uma eventual participação futura, porque a própria Globo informou que poderá chamar outro candidato caso algum dos convidados desista.

O cenário, portanto, ainda pode sofrer alterações até a realização do debate presidencial da Globo, principalmente porque Lula não havia confirmado presença e Flávio Bolsonaro condicionou sua participação à presença do petista. Os quatro convidados tinham até 25 de setembro para comunicar oficialmente suas decisões à emissora, segundo as informações divulgadas pelas campanhas e pela organização do encontro. Caso ocorram desistências, novas regras de substituição poderão ser aplicadas, mantendo aberta a possibilidade de mudança na composição inicialmente anunciada.

Globo, Zema e os critérios para o debate presidencial

A exclusão de Zema ocorre em um momento no qual os debates televisivos enfrentam dificuldades para reunir todos os principais candidatos da eleição presidencial de 2026. O ex-governador de Minas Gerais participou de encontros recentes, mas não foi incluído entre os quatro nomes convidados pela Globo para o evento de 1º de outubro. A assessoria do candidato confirmou que o convite não havia sido feito e informou que ainda buscaria conversar com a emissora sobre uma possível participação.

O critério utilizado pela Globo está relacionado à legislação eleitoral e à representação parlamentar dos partidos, que estabelece condições específicas para a participação obrigatória em debates organizados por emissoras. Na prática, essa regra reduziu o grupo inicialmente convidado para quatro nomes, apesar de a disputa presidencial contar com outras candidaturas oficialmente registradas. Assim, candidatos como Renan Santos, Romeu Zema e representantes de outras siglas não foram incluídos na primeira lista divulgada pela emissora.

Além disso, a escolha dos participantes acontece em meio a uma sequência de debates que não conseguiu reunir os principais concorrentes ao mesmo tempo. O primeiro debate televisionado do primeiro turno, realizado pela Band em 23 de agosto, contou com Augusto Cury, Renan Santos e Ronaldo Caiado, enquanto Lula e Flávio Bolsonaro não participaram e Zema também acabou fora do encontro. Posteriormente, outros eventos foram cancelados após a falta de confirmação de candidatos, fazendo com que o debate da Globo assumisse importância especial no calendário da reta final.

Ausências podem mudar o formato do encontro

A presença de Lula e Flávio Bolsonaro é uma das principais indefinições para o debate da Globo, porque os dois ainda não haviam confirmado participação quando a lista foi divulgada. No caso de Flávio, a condição apresentada publicamente é a de participar somente se Lula também estiver no estúdio, enquanto a campanha do presidente avaliava a presença no evento. Consequentemente, uma eventual ausência de um deles poderá provocar mudanças na composição planejada pela emissora.

Essa possibilidade ganhou ainda mais relevância depois que o debate da Record, previsto para 27 de setembro, foi cancelado justamente em razão da ausência dos dois candidatos. O encontro da Band também havia sido realizado sem Lula e Flávio, deixando apenas um debate transmitido pela televisão aberta antes da etapa final da campanha. Dessa forma, a presença dos quatro nomes convidados pela Globo poderá determinar se o último confronto televisivo antes do primeiro turno terá uma participação mais ampla ou será novamente reduzido.

Enquanto isso, a exclusão de Zema provocou reação no campo dos candidatos que não foram chamados para o encontro. Renan Santos afirmou nas redes sociais que pretende realizar uma manifestação em frente à sede da Globo, no Rio de Janeiro, e declarou que considera ter sido prejudicado pela decisão da emissora. Essas manifestações fazem parte da disputa política em torno do acesso aos debates, mas a Globo informou que a seleção inicial seguiu os critérios comunicados às campanhas.

O que está previsto para o debate da Globo

O encontro de 1º de outubro está previsto para ocorrer depois do Jornal Nacional e será realizado poucos dias antes da votação do primeiro turno, marcada para 4 de outubro. Conforme as regras divulgadas, o debate será dividido em quatro blocos, sendo dois com temas sorteados e dois destinados a assuntos de livre escolha dos candidatos. Também estão previstas perguntas relacionadas às diferentes regiões do país, enquanto os temas deverão ser encaminhados previamente às campanhas dentro do prazo estabelecido pela emissora.

Com isso, o debate poderá abordar diferentes áreas das propostas apresentadas pelos candidatos durante a campanha presidencial, embora a participação efetiva dependa das confirmações até o prazo estabelecido. Os candidatos deverão utilizar microfones de lapela e poderão circular pelo estúdio, enquanto cada campanha poderá levar até 20 assessores, metade deles autorizada a permanecer no auditório. Portanto, a estrutura foi planejada para permitir confrontos diretos e discussões temáticas em um dos últimos momentos da campanha antes da votação.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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