Pesquisa para presidente hoje: saiba quem lidera o último levantamento nacional

Os eleitores brasileiros irão às urnas no próximo domingo, 4 de outubro, para escolher o presidente da República, além de governadores, senadores e deputados federais, estaduais e distritais. Para obter a vitória ainda no primeiro turno, o candidato precisa alcançar mais da metade dos votos válidos, sem contar brancos e nulos. Caso nenhum nome atinja esse patamar, os dois mais votados retornam às urnas no segundo turno, marcado para 25 de outubro. A corrida concentra-se em duas principais candidaturas: a do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que busca a reeleição ao lado de Geraldo Alckmin (PSB), e a do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que tem Alfredo Gaspar como vice. Outros postulantes — Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo), Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP) — aparecem nas pesquisas com índices bem inferiores aos dos dois líderes.
Nos levantamentos mais recentes, Lula aparece numericamente à frente no primeiro turno na maior parte dos institutos, entre eles AtlasIntel, BTG/Nexus, Vox Brasil, Datafolha e Quaest. A pesquisa Gerp é a única que coloca Flávio Bolsonaro em posição de liderança. No cenário de segundo turno, a situação se aprofunda em equilíbrio, com a maioria dos levantamentos apontando empate técnico. É fundamental lembrar que a pesquisa reflete a intenção de voto no momento da coleta e não determina o resultado final; a margem de erro de cada levantamento deve ser considerada na análise dos números.
A AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta terça-feira (29), registra Lula com 45,3% e Flávio com 42,2%, diferença de 3,1 pontos dentro de margem de erro de 1 ponto percentual. Em comparação com a rodada anterior, Flávio recuou 1,2 ponto, enquanto Lula oscilou 0,5 ponto. Renan Santos aparece com 5,2%, seguido por Augusto Cury (2%), Ronaldo Caiado (1,8%) e Romeu Zema (0,9%). O levantamento, registrado no TSE sob o protocolo BR-04391/2026, ouviu 5.005 eleitores entre 23 e 28 de setembro. Lula apresenta melhor desempenho entre as mulheres (57,4%) e na região Nordeste (55,7%), enquanto Flávio lidera entre eleitores evangélicos (62,7%), no Sul do país (54%) e entre homens (52,4%).
A pesquisa Gerp, por sua vez, mostra Flávio com 42% e Lula com 40%, configuração que também se enquadra em empate técnico, com margem de erro de 2 pontos. Na comparação com o levantamento anterior, a vantagem passou de 3 para 2 pontos. Cury marca 5%, Caiado e Renan Santos têm 3% cada, e Samara Martins e Zema aparecem com 1%. O instituto entrevistou 2.400 eleitores por telefone entre 24 e 28 de setembro, com protocolo BR-03929/2026. Já a Vox Brasil registra Lula com 41,1% e Flávio com 37,8%, também dentro da margem de erro de 2,15 pontos. Em relação a agosto, Lula cresceu 4 pontos e Flávio, 3. Os temas mais citados como preocupação são economia e emprego (31,7%), seguidos por segurança pública (27,6%).
No cenário de segundo turno, a disputa permanece praticamente empatada. A AtlasIntel/Bloomberg mostra Flávio com 47,7% e Lula com 47,6%, diferença de apenas 0,1 ponto. Já a Gerp aponta vantagem mais ampla para Flávio, com 50% contra 43% de Lula, fora da margem de erro. A Vox Brasil registra 45,2% para Flávio e 44,7% para Lula. Quando confrontados com outros candidatos, Lula apresenta desempenho positivo, superando Caiado e Zema nos levantamentos realizados. Esse equilíbrio reflete-se também nos índices de rejeição: na Nexus, 51% rejeitam Flávio e 48% rejeitam Lula; na Vox Brasil, os índices são 53,1% e 51,5%, respectivamente; na Gerp, a rejeição maior recai sobre Lula, com 50%, contra 42% de Flávio.
A análise dos planos de governo, ambos registrados no Tribunal Superior Eleitoral, revela eixos distintos. O plano de Flávio Bolsonaro, intitulado “Para o Brasil vencer o atraso”, prioriza segurança pública, com propostas de alterações legislativas e tecnológicas; na economia, prevê redução de tributos, reforma fiscal e novas regras trabalhistas; também defende ajustes na administração pública, desestatização, reformas no Judiciário e investimentos em educação e saúde. Já o plano de Lula aponta para a continuidade e ampliação de políticas atuais, com foco em segurança pública integrada, redução da jornada de trabalho, fortalecimento de programas sociais, investimentos no SUS e na rede pública de ensino, além de projetos de infraestrutura, indústria, meio ambiente e regulação de plataformas digitais.
Com a proximidade do dia da votação, a mobilização dos eleitores e a capacidade de cada campanha de consolidar apoios podem redefinir os cenários apresentados. A rejeição elevada dos dois lados funciona como um limite ao crescimento de cada um, tornando a conquista de eleitores indecisos e a mobilização de seus próprios eleitores fatores decisivos para o resultado final. A disputa segue aberta, e a definição poderá ocorrer apenas na segunda etapa, caso nenhum candidato alcance a maioria necessária no primeiro domingo de outubro.





