Pesquisa mostra disputa entre Lula e Flávio no maior colégio eleitoral do país a dois dias da eleição

Pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (2) mostra o cenário da corrida presidencial no estado de São Paulo, maior colégio eleitoral do país, com os dois principais candidatos em situação de total igualdade. No recorte de votos válidos — que exclui brancos e nulos — o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 41% das intenções e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) com 40%. Com margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos, a diferença de um ponto configura empate técnico, mantendo a indefinição a poucos dias da abertura das urnas, no próximo domingo (4).
Quando considerados todos os votos, incluindo brancos, nulos e indecisos, o levantamento revela um movimento de aproximação ainda mais claro. Lula registrou crescimento de cinco pontos percentuais em relação à rodada anterior, divulgada no dia 24 de setembro, subindo de 33% para 38%. Flávio Bolsonaro oscilou de 38% para 39%, mantendo vantagem numérica mínima e dentro da margem de erro. A evolução do petista indica ganho de força no período que coincide com a reta final da campanha, em que os candidatos intensificaram agendas e comunicação com o eleitorado.
Os demais postulantes aparecem com percentuais abaixo de 6%, sem tendência de crescimento capaz de interferir diretamente na disputa entre os dois líderes. Augusto Cury (Avante) marca 5%, seguido por Ronaldo Caiado (PSD) e Renan Santos (Missão), ambos com 4%. Romeu Zema (Novo) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Os votos em branco e nulos somam 4%, e os eleitores que ainda não souberam ou não quiseram responder correspondem a 2% do total ouvido. Esse pequeno grupo de indecisos pode ser determinante para definir o resultado no estado.
No cenário de segundo turno, a pesquisa também aponta movimento favorável a Lula. Flávio Bolsonaro permanece numericamente à frente, mas recuou um ponto, passando de 49% para 48%. O presidente, por sua vez, avançou quatro pontos, subindo de 41% para 45%. A diferença de três pontos continua dentro da margem de erro, reforçando que a disputa permanece equilibrada mesmo numa etapa posterior. Votos em branco, nulos e os que não opinaram somam 8% nesse cenário, o que mantém a expectativa em alta sobre como esses eleitores se posicionariam se a eleição avançar.
O levantamento foi realizado entre os dias 28 e 30 de setembro, ouvindo 1.610 eleitores residentes no estado de São Paulo. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro de dois pontos percentuais, o que significa que os resultados podem variar dentro desse intervalo sem alterar o quadro geral. A proximidade entre os números confirma que qualquer movimento de última hora — declarações, eventos, mobilização nas redes — pode influenciar a decisão do eleitorado paulista, que costuma ser decisivo para o resultado nacional.
São Paulo concentra cerca de um quinto do eleitorado brasileiro e costuma funcionar como termômetro da disputa nacional. O empate registrado nesta pesquisa mostra que nenhum dos dois candidatos conseguiu abrir vantagem segura até agora, e que o resultado pode ser definido por poucos votos em cada seção eleitoral. A capacidade de mobilização de cada lado nos últimos dias, além da forma como os indecisos se posicionarão, serão fatores determinantes para saber quem levará a vantagem no estado e, possivelmente, em todo o país.
A poucos dias do pleito, o eleitorado paulista e brasileiro acompanha cada dado com atenção. As pesquisas são retratos de um momento, não garantias de vitória. O que se observa é uma disputa apertada, em que cada candidato apresenta suas propostas e convida a população a confiar em seu projeto. Cabe ao cidadão avaliar com cuidado, buscar informação em fontes diversas e comparecer às urnas no domingo. A decisão final será de cada eleitor, e o resultado refletirá a vontade soberana do povo brasileiro.





