Na véspera da eleição do 1º turno, caminhada com Lula em São Paulo teve princípio de confusão

A caminhada de Luiz Inácio Lula da Silva e Fernando Haddad na Avenida Paulista, em São Paulo, neste sábado, 3 de outubro, foi marcada por um princípio de confusão envolvendo integrantes da campanha e a Polícia Militar. O ato ocorreu no último dia de campanha antes do primeiro turno das eleições de 2026 e precisou ser acompanhado por orientações da PM para garantir a circulação de veículos na região. Paralelamente, a corporação informou que uma mulher de 64 anos foi atropelada na avenida durante a realização da mobilização.
Segundo a Polícia Militar, as informações sobre o atropelamento ainda eram preliminares e as circunstâncias da ocorrência estavam sendo apuradas. A mulher teria sido socorrida e encaminhada ao Hospital Beneficência Portuguesa, na região central da capital paulista. Até a divulgação das informações, não haviam sido apresentados detalhes oficiais sobre como o acidente aconteceu ou sobre o estado de saúde da vítima.
A tensão entre a campanha e os policiais começou antes da chegada de Lula ao local da caminhada. A PM determinou que os carros de som utilizados pela campanha petista avançassem pela Rua Augusta para liberar a Avenida Paulista ao tráfego, e Marco Aurélio de Carvalho, coordenador da campanha de Lula em São Paulo, discutiu com os policiais durante a intervenção. Depois de inicialmente se deslocarem, os carros de som voltaram a parar, provocando protestos e vaias de parte da militância contra os agentes.
Confusão com a PM envolve carros de som da campanha
A discussão também envolveu divergências sobre o horário autorizado para a realização do ato. Segundo a campanha de Lula, a caminhada poderia ocorrer até meia-noite, enquanto a Polícia Militar informou que o limite seria entre 13h e 14h. A questão estava relacionada à necessidade de liberar as vias e manter a circulação de veículos durante a mobilização política.
O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo havia autorizado a realização da caminhada depois de uma decisão anterior que havia impedido o evento. A autorização, porém, determinava que o ato não poderia obstruir o trânsito e que as orientações da PM e da Companhia de Engenharia de Tráfego deveriam ser cumpridas. Também havia determinação para que estruturas utilizadas pela campanha não bloqueassem as vias públicas.
A concentração começou na região da esquina da Avenida Paulista com a Rua Augusta, de onde os participantes seguiriam em direção à Praça Roosevelt. Lula participou do evento acompanhado de Haddad, Geraldo Alckmin, Márcio França, Marina Silva e Simone Tebet, entre outros aliados políticos. O trajeto previsto tinha aproximadamente 1,8 quilômetro e terminaria com um discurso aos apoiadores.
Mulher é atropelada durante ato na Avenida Paulista
O atropelamento de uma mulher de 64 anos acrescentou outro episódio de ocorrência policial à caminhada. A Polícia Militar informou que a vítima foi socorrida para o Hospital Beneficência Portuguesa, mas ressaltou que as informações iniciais ainda estavam sendo verificadas. As circunstâncias do acidente deveriam ser esclarecidas a partir da apuração das autoridades.
O acidente ocorreu enquanto a Avenida Paulista recebia o ato de campanha, que reuniu apoiadores de Lula e aliados do candidato ao governo paulista Fernando Haddad. A presença de carros de som, militantes e estruturas de campanha havia provocado a necessidade de reorganização do trânsito na região, segundo as informações divulgadas pelas autoridades. A própria autorização eleitoral do evento estabelecia que a manifestação deveria ocorrer sem bloqueio das vias.
A caminhada na Paulista foi escolhida por Lula como seu último grande evento oficial de campanha antes do primeiro turno. O presidente chegou ao local pela manhã para participar da mobilização, enquanto Flávio Bolsonaro realizou uma agenda no interior paulista ao lado do governador Tarcísio de Freitas. Os dois principais candidatos à Presidência concentraram suas últimas atividades em São Paulo, maior colégio eleitoral do país.
Último ato de Lula antes do primeiro turno
A mobilização na Avenida Paulista ocorreu um dia antes da votação do primeiro turno, marcada para 4 de outubro. O evento reuniu lideranças nacionais e estaduais do campo político de Lula e Haddad, mas também registrou o impasse envolvendo a circulação dos carros de som e a Polícia Militar. Paralelamente, o atropelamento de uma mulher foi comunicado pela corporação, que informou que as circunstâncias ainda estavam sendo apuradas.
Com o encerramento da campanha de rua, Lula e os demais candidatos entraram na reta final antes da abertura das urnas. A caminhada terminou marcada pelos episódios envolvendo a PM e pela ocorrência de trânsito registrada na Avenida Paulista, enquanto as autoridades continuavam apurando as circunstâncias do atropelamento. O primeiro turno das eleições de 2026 será realizado neste domingo, 4 de outubro.





