No 1º turno, Michelle Bolsonaro não participou dos atos de rua ao lado de Flávio

Michelle Bolsonaro deverá ter uma participação mais ativa na campanha de Flávio Bolsonaro (PL) durante o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Segundo informações da coluna de Neila Guimarães, do Metrópoles, a ex-primeira-dama pretende participar de atos públicos ao lado do candidato em Brasília, depois de ter mantido uma presença mais discreta durante a primeira etapa da disputa. A mudança ocorre após Flávio terminar o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos, contra 45,16% de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Durante o primeiro turno, Michelle concentrou grande parte de sua agenda na própria candidatura ao Senado pelo Distrito Federal e não participou de atos de rua ao lado de Flávio. Apesar disso, ela gravou vídeos de apoio ao candidato do PL e esteve envolvida em atividades relacionadas à campanha de aliados da família Bolsonaro. Agora, com a definição do segundo turno, a presença da ex-primeira-dama deverá ser ampliada, especialmente em eventos realizados na capital federal.
A decisão ocorre também depois de Michelle ter sido eleita senadora pelo Distrito Federal no primeiro turno. Ela recebeu 29,05% dos votos válidos e passou a ocupar uma posição de maior destaque dentro da estrutura política do PL para os próximos anos. A participação na campanha presidencial, portanto, deverá acontecer paralelamente à preparação para o mandato que ela assumirá no Senado a partir de 2027.
Michelle deverá participar dos atos em Brasília
De acordo com as informações divulgadas pelo Metrópoles, a ex-primeira-dama deverá subir ao palanque de Flávio principalmente em eventos realizados em Brasília. A participação em agendas de campanha em outras cidades ainda dependerá da organização da programação e da possibilidade de conciliar os compromissos políticos com a rotina familiar. Dessa forma, a presença de Michelle deverá ser definida conforme as necessidades da campanha e a logística de cada atividade.
A organização das atividades do segundo turno deverá ser discutida também dentro do próprio PL. O presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto, convocou uma reunião para 7 de outubro, na qual deverão ser avaliadas as estratégias para a nova etapa da eleição e a participação dos principais nomes do partido nos eventos. A mobilização de aliados que foram eleitos no primeiro turno também deverá fazer parte das discussões internas.
A entrada mais direta de Michelle na campanha acontece em um momento em que Flávio e Lula iniciam a preparação para uma nova disputa, agora com apenas dois candidatos na corrida presidencial. Os resultados do primeiro turno também passaram a orientar a busca por apoios políticos e pela ampliação das alianças para a votação marcada para 25 de outubro. Nesse cenário, Michelle deverá integrar o grupo de lideranças mobilizadas pelo PL para os atos da segunda etapa.
Eleição de Michelle amplia espaço político
A eleição de Michelle para o Senado pelo Distrito Federal acrescentou um novo elemento à participação dela na campanha presidencial. Além de ter sido escolhida para uma das duas vagas disponíveis no estado, ela ocupa a presidência do PL Mulher e mantém atuação política voltada especialmente à mobilização de mulheres e do eleitorado evangélico. Essas características fizeram com que sua presença na campanha fosse utilizada em diferentes momentos ao longo da eleição de 2026.
No primeiro turno, entretanto, a atuação de Michelle esteve mais concentrada em sua própria eleição para o Senado e em compromissos relacionados à disputa no Distrito Federal. Ela também participou de atividades de apoio a candidatos aliados, como a governadora Celina Leão, que avançou para o segundo turno na disputa pelo governo do Distrito Federal. Com a vitória para o Senado já definida, a ex-primeira-dama passa a ter mais espaço para acompanhar diretamente a campanha presidencial de Flávio.
A relação política entre Michelle e Flávio também havia passado por momentos de tensão ao longo do ano. Em junho, a ex-primeira-dama publicou um vídeo no qual afirmou ter sido desrespeitada pelo enteado durante discussões relacionadas aos rumos políticos do grupo, mas os dois posteriormente retomaram a aproximação e apareceram juntos em peças de campanha. Durante a campanha presidencial, Michelle chegou a comentar publicamente sobre a escolha do vice de Flávio e afirmou que preferia que uma mulher ocupasse a posição.
Segundo turno terá nova estratégia
A entrada de Michelle nos palanques ocorre depois de uma primeira etapa marcada por uma disputa apertada entre Flávio e Lula. O candidato do PL terminou o primeiro turno com vantagem de 1,87 ponto percentual sobre o presidente, resultado que levou os dois diretamente para a votação de 25 de outubro. A partir de agora, as campanhas deverão reorganizar suas agendas e buscar aproximação com os eleitores que votaram nos candidatos eliminados no primeiro turno ou não compareceram às urnas.
Nesse novo cenário, a participação de lideranças políticas deverá ganhar espaço nos atos de campanha dos dois candidatos. Flávio já iniciou conversas com aliados e governadores, enquanto Lula reuniu dirigentes e representantes de partidos para discutir os próximos passos da disputa presidencial. A presença de Michelle deverá fazer parte dessa estratégia de mobilização do PL, inicialmente com prioridade para Brasília e com possibilidade de ampliação para outras agendas.
A campanha do segundo turno, portanto, terá Michelle em uma posição diferente daquela observada na primeira etapa da eleição. Eleita senadora e com a própria disputa já encerrada, ela deverá participar mais diretamente dos eventos de Flávio, embora a extensão dessa atuação ainda dependa da definição das agendas do PL. A reunião prevista para 7 de outubro deverá ajudar a estabelecer como os principais nomes da legenda serão distribuídos nas atividades até a votação de 25 de outubro.





