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Zema confirmou quem irá apoiar neste 2º turno e em breve será a vez de Caiado fazer o seu pronunciamento

Romeu Zema anunciou apoio a Flávio Bolsonaro na disputa do segundo turno da eleição presidencial de 2026, ampliando o grupo de lideranças que já começou a se posicionar depois do resultado das urnas. O ex-governador de Minas Gerais e candidato do Novo ficou em sexto lugar no primeiro turno, com 326.488 votos, correspondentes a 0,27% dos votos válidos. A declaração foi feita na segunda-feira (5), por meio de um vídeo publicado nas redes sociais, no qual Zema afirmou que votará no candidato do PL contra Luiz Inácio Lula da Silva.

A decisão de Zema ocorreu um dia depois da definição do segundo turno, que colocou Flávio Bolsonaro e Lula na disputa pela Presidência da República. Durante a campanha, o ex-governador mineiro havia apresentado uma candidatura própria pelo Novo e buscado espaço entre os eleitores identificados com posições de direita e de oposição ao governo federal. Com o encerramento do primeiro turno, entretanto, a disputa individual foi encerrada e uma nova fase de articulações políticas começou a ser formada em torno dos dois candidatos que avançaram.

Em sua manifestação, Zema declarou que não pretendia permanecer neutro diante da segunda etapa da eleição e associou seu apoio à trajetória política construída nos últimos anos. O ex-governador também afirmou que já havia apoiado Jair Bolsonaro nos segundos turnos de 2018 e 2022 e apresentou a escolha por Flávio como uma continuidade dessa posição. Dessa forma, o apoio foi apresentado pelo próprio Zema como uma decisão política coerente com sua atuação anterior e com sua oposição ao PT.

Zema anuncia apoio a Flávio e define posição para o segundo turno

Ao justificar a decisão, Zema afirmou que considera necessário evitar a permanência do PT no governo federal por mais quatro anos. Em sua declaração, o ex-governador também disse que o resultado das urnas teria produzido um avanço da direita no Congresso Nacional e mencionou a possibilidade de abertura de processos de impeachment contra autoridades, assunto que fez parte de seu discurso durante a campanha. Essas afirmações representam a posição política manifestada por Zema e foram utilizadas por ele para explicar publicamente sua escolha no segundo turno.

O apoio também acontece em um momento de reorganização dos grupos políticos que participaram do primeiro turno. Além de Zema, outros candidatos derrotados precisaram definir se apoiariam uma das duas candidaturas, manteriam neutralidade ou liberariam seus eleitores para escolherem livremente no segundo turno. Augusto Cury e Renan Santos adotaram posições diferentes da de Zema, enquanto Ronaldo Caiado, que terminou a primeira etapa em quinto lugar, também passou a ser relacionado às articulações em torno da candidatura de Flávio Bolsonaro.

A movimentação ganhou importância porque os apoios de lideranças que ficaram fora da segunda etapa passaram a ser disputados pelas campanhas. Zema recebeu 0,27% dos votos válidos, um percentual pequeno quando comparado ao total nacional, mas sua declaração possui significado político por representar uma manifestação pública de uma liderança que governou Minas Gerais e disputou a Presidência pelo campo da direita. Por isso, a decisão passou a ser incorporada ao processo de construção de alianças que antecede a votação marcada para 25 de outubro.

Apoio de Zema a Flávio Bolsonaro movimenta alianças

A escolha de Zema também precisa ser compreendida dentro de sua trajetória política em Minas Gerais e no cenário nacional. Ele foi governador do estado e, posteriormente, decidiu disputar a Presidência em 2026 pelo Novo, deixando a posição de chefe do Executivo mineiro para entrar diretamente na corrida pelo Palácio do Planalto. Embora sua votação no primeiro turno tenha sido limitada, sua declaração de apoio passou a integrar a lista de manifestações de dirigentes e candidatos derrotados que podem influenciar a reorganização das forças políticas para a segunda etapa.

Outro elemento destacado pelo ex-governador foi o resultado das eleições para o Congresso Nacional. Segundo Zema, a composição eleita para a Câmara dos Deputados e para o Senado representaria um avanço das forças políticas de direita, interpretação que foi apresentada por ele como parte da justificativa para seu posicionamento. O tema, contudo, faz parte do discurso político do próprio ex-governador e não deve ser confundido com uma conclusão independente sobre a composição ideológica do Congresso, que pode ser analisada a partir dos partidos e parlamentares eleitos.

Enquanto Zema formalizou sua escolha, outras lideranças passaram a adotar estratégias diferentes para o segundo turno. Ronaldo Caiado, que também disputou a Presidência e ficou em quinto lugar, anunciou que declararia apoio a Flávio em um ato realizado em Goiânia, enquanto Augusto Cury optou por não apoiar nenhum dos dois candidatos. Assim, diferentes caminhos começaram a ser adotados pelos candidatos derrotados, formando um cenário de alianças, neutralidade e liberações partidárias antes da votação definitiva.

Segundo turno terá novas alianças após decisão de Zema

A declaração de Zema ocorre, portanto, em uma fase na qual os dois candidatos que permanecem na disputa procuram ampliar suas alianças políticas. Flávio Bolsonaro recebeu, além do apoio de Zema, manifestações de outras figuras que participaram da primeira etapa da eleição, enquanto a campanha de Lula também passou a buscar novas estratégias e interlocuções para a segunda votação. O posicionamento de cada liderança será acompanhado ao longo das próximas semanas, especialmente porque os eleitores dos candidatos eliminados não são automaticamente transferidos para nenhuma candidatura.

Para Flávio Bolsonaro, o apoio de Zema representa uma adesão formal de um ex-governador e candidato presidencial que disputou diretamente o primeiro turno, ainda que tenha obtido uma parcela reduzida dos votos válidos. Para Zema, a decisão encerra sua participação como candidato na eleição presidencial de 2026 e define publicamente sua posição diante da disputa entre Flávio e Lula, sem alterar o resultado obtido por ele nas urnas. O segundo turno, marcado para 25 de outubro, será decidido pelos eleitores que participarão da nova votação, enquanto as alianças construídas desde o encerramento do primeiro turno passarão a fazer parte do cenário político da etapa final.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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