Pesquisa Ipespe mostra que maioria dos eleitores entrevistados não aprova a maneira de governar do petista

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfrenta um cenário de desaprovação superior à aprovação, segundo uma pesquisa do instituto Ipespe divulgada neste sábado, 10 de outubro de 2026. De acordo com o levantamento, 50% dos entrevistados desaprovam a maneira como o presidente conduz o governo federal, enquanto 43% afirmam aprovar sua atuação. Outros 6% não souberam responder, revelando como a avaliação presidencial se distribui entre os eleitores brasileiros neste momento da disputa política.
Os números foram divulgados durante o segundo turno das eleições presidenciais, período em que Lula disputa a preferência do eleitorado com o senador Flávio Bolsonaro (PL). Nesse contexto, a avaliação do trabalho do presidente representa um dos indicadores acompanhados pelas campanhas, que procuram compreender as percepções da população sobre a administração federal. Entretanto, a desaprovação do governo e a intenção de voto são medidas diferentes, de modo que os percentuais não devem ser interpretados como uma definição automática da escolha eleitoral.
A pesquisa também investigou a avaliação dos brasileiros sobre a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que governou o país entre 2019 e 2022. Nesse caso, 50% dos entrevistados desaprovaram a maneira como Bolsonaro conduziu o governo, enquanto 44% disseram aprovar sua atuação, e outros 6% não souberam responder. Os resultados mostram que os dois ex-chefes do Executivo apresentam índices de desaprovação semelhantes nesse levantamento, embora os percentuais de aprovação sejam diferentes.
Pesquisa Ipespe mostra avaliação do governo Lula em outubro
O levantamento do Ipespe ouviu 1.500 eleitores brasileiros entre os dias 6 e 8 de outubro, por meio de recrutamento digital aleatório. A pesquisa apresenta margem de erro de 2,6 pontos percentuais, para mais ou para menos, e intervalo de confiança de 95,45%. O estudo foi realizado com recursos próprios do instituto e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00933/2026.
A diferença entre a desaprovação e a aprovação de Lula é de sete pontos percentuais, considerando os índices de 50% e 43%, respectivamente. Essa distância indica que, na amostra pesquisada, a avaliação negativa foi mais frequente do que a positiva, embora os resultados estejam sujeitos às limitações estatísticas e metodológicas de qualquer levantamento de opinião. Por isso, a interpretação dos dados exige considerar a margem de erro, o período em que as entrevistas foram realizadas e o contexto político em que os eleitores responderam às perguntas.
Além disso, os 6% que não souberam responder representam uma parcela dos entrevistados que não expressou uma avaliação positiva ou negativa sobre a maneira de governar do presidente. Esse grupo pode reunir pessoas com diferentes níveis de interesse político, informação ou disposição para avaliar a administração federal, mas a pesquisa não permite determinar, apenas com esse percentual, as razões individuais das respostas. Dessa maneira, os dados oferecem um panorama da opinião pública sem explicar isoladamente os motivos que levaram cada participante a aprovar ou desaprovar o governo.
Desaprovação de Lula e avaliação de Jair Bolsonaro aparecem no levantamento
Ao incluir a gestão de Jair Bolsonaro na pesquisa, o Ipespe permite observar como os entrevistados avaliam dois presidentes que ocupam posições centrais no debate político nacional. Enquanto Lula registra 50% de desaprovação e 43% de aprovação, Bolsonaro aparece com 50% de desaprovação e 44% de aprovação. A comparação mostra índices negativos iguais e uma diferença de um ponto percentual na aprovação, mas não estabelece, por si só, uma explicação para as avaliações registradas.
A análise dos números também precisa levar em conta que as duas administrações ocorreram em períodos diferentes e enfrentaram contextos econômicos, sociais e políticos próprios. Além disso, uma pesquisa de opinião mede as respostas dos entrevistados no momento da coleta, não constituindo uma avaliação técnica completa das políticas públicas implementadas por cada governo. Assim, os resultados devem ser compreendidos como indicadores de percepção popular, e não como uma classificação definitiva sobre o desempenho administrativo dos dois presidentes.
Durante a campanha eleitoral, índices de aprovação e desaprovação podem ser utilizados pelas equipes políticas para orientar discursos, entrevistas e estratégias de comunicação. No entanto, a relação entre avaliação presidencial e voto depende de diversos fatores, como propostas dos candidatos, situação econômica, prioridades individuais e acontecimentos da disputa. Por essa razão, os dados do Ipespe precisam ser analisados em conjunto com outros levantamentos e informações eleitorais, sem que uma única pesquisa seja tratada como retrato completo do comportamento dos brasileiros.
Pesquisa sobre Lula oferece retrato da opinião pública antes do segundo turno
A divulgação dos números ocorre em uma etapa decisiva da eleição presidencial de 2026, quando Lula e Flávio Bolsonaro procuram ampliar o apoio recebido no primeiro turno. Nesse cenário, a avaliação do governo federal integra o conjunto de informações que podem ajudar a compreender as preocupações dos eleitores, embora não determine isoladamente suas escolhas. As campanhas também precisam considerar as propostas apresentadas, as alianças políticas e a capacidade de mobilizar diferentes segmentos da população.
O levantamento do Ipespe registra, portanto, uma desaprovação de 50% à maneira como Lula governa, diante de 43% de aprovação, enquanto a avaliação de Jair Bolsonaro apresenta 50% de desaprovação e 44% de aprovação. Os dados foram coletados entre 6 e 8 de outubro e refletem as respostas obtidas naquele período, com a margem de erro informada pelo instituto. Até o segundo turno, novas pesquisas e acontecimentos políticos poderão acrescentar informações ao debate, enquanto a decisão final sobre a Presidência será definida pelos votos válidos apurados nas urnas.





