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Pesquisa BTG/Nexus mostra quem é o mais rejeitado neste segundo turno, entre Flávio e Lula

A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta terça-feira, 13 de outubro, mostrou que 51% dos entrevistados afirmaram que não votariam de jeito nenhum no presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para a Presidência da República. O senador Flávio Bolsonaro (PL), adversário de Lula no segundo turno, registrou rejeição de 47%, segundo o levantamento publicado pelo Poder360. Os percentuais indicam que os dois candidatos enfrentam resistência de parcelas expressivas do eleitorado, em uma disputa marcada pela polarização política e pela necessidade de conquistar votos até 25 de outubro.

O levantamento ouviu 2.002 eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro, com margem de erro de dois pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. A pesquisa foi contratada pelo banco BTG Pactual e registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07997/2026. Como os índices de rejeição estão separados por quatro pontos percentuais, a margem de erro deve ser considerada na interpretação dos resultados, sem transformar a diferença numérica em uma conclusão definitiva sobre o comportamento de todos os eleitores.

Além da rejeição, a pesquisa investigou as intenções de voto para o segundo turno e a avaliação do governo federal. No cenário estimulado, em que os entrevistados recebem os nomes dos candidatos, Flávio apareceu com 48%, enquanto Lula registrou 45%, além de 5% de brancos e nulos e 2% de indecisos ou pessoas que não responderam. Considerando apenas os votos válidos, que excluem brancos, nulos e indecisos, o senador alcançou 52%, contra 48% do presidente, segundo os números divulgados pelo instituto.

Rejeição dos candidatos entra no centro da disputa presidencial

O índice de rejeição mede a parcela dos entrevistados que declara não votar em determinado candidato de maneira alguma, sendo diferente da intenção de voto registrada em uma pesquisa eleitoral. No levantamento BTG/Nexus, os 51% atribuídos a Lula indicam resistência declarada ao presidente, enquanto os 47% de Flávio mostram que o senador também enfrenta oposição entre parte dos eleitores consultados. Esses números ajudam a compreender os obstáculos das duas campanhas, mas não significam que todos os entrevistados que rejeitam um candidato votarão necessariamente no adversário.

No segundo turno, a rejeição ganha importância porque a disputa se concentra em apenas dois nomes, depois da eliminação dos demais candidatos na primeira votação. Os eleitores que apoiaram outros concorrentes precisam decidir se escolherão Lula, Flávio, votarão em branco ou nulo, ou se deixarão de comparecer às urnas. A capacidade de ampliar alianças, dialogar com diferentes grupos sociais e convencer eleitores que ainda não consolidaram sua escolha pode influenciar a movimentação das campanhas durante os dias restantes.

A diferença entre os índices de rejeição também precisa ser observada em conjunto com os demais indicadores da pesquisa, sem que um único número seja utilizado para explicar toda a disputa. Embora Lula tenha registrado percentual de rejeição superior ao de Flávio, o levantamento também apontou intenções de voto próximas entre os dois candidatos. A combinação desses resultados mostra que a avaliação do cenário eleitoral exige considerar tanto os apoios declarados quanto a resistência manifestada pelos entrevistados, além das limitações metodológicas de cada pesquisa.

Pesquisa também aponta disputa apertada nas intenções de voto

No cenário estimulado de segundo turno, Flávio Bolsonaro registrou 48% das intenções de voto, enquanto Lula apareceu com 45%, conforme os dados divulgados pelo Poder360. A diferença de três pontos percentuais fica dentro da margem de erro de dois pontos para mais ou para menos, razão pela qual o instituto e a reportagem apontam empate técnico entre os candidatos. O resultado representa um retrato das entrevistas realizadas entre 10 e 12 de outubro, e não uma confirmação antecipada do resultado que será registrado nas urnas.

Na pesquisa espontânea, em que os entrevistadores não apresentam previamente os nomes dos candidatos, Flávio alcançou 46%, contra 44% de Lula. Essa modalidade permite observar as respostas dadas pelos participantes sem uma lista de opções apresentada pelo entrevistador, embora também esteja sujeita às limitações próprias das pesquisas de opinião. A diferença de dois pontos percentuais entre os candidatos nesse cenário reforça a necessidade de interpretar os resultados com atenção à metodologia e ao período em que as entrevistas foram realizadas.

O levantamento também avaliou a percepção dos eleitores sobre o desempenho do governo Lula, que registrou 50% de desaprovação e 45% de aprovação, enquanto 5% não souberam responder. Na avaliação qualitativa da administração federal, 38% classificaram o governo como péssimo, 7% como ruim, 20% como regular, 19% como bom e 15% como ótimo. Esses indicadores oferecem contexto para entender o ambiente político em que ocorre o segundo turno, mas não permitem concluir que todos os entrevistados que desaprovam o governo votarão em Flávio Bolsonaro.

Campanhas precisam considerar rejeição e intenção de voto

Os dados divulgados pela BTG/Nexus colocam a rejeição entre os fatores relevantes para acompanhar a reta final da eleição presidencial de 2026. Para Lula, o desafio inclui lidar com o percentual de entrevistados que declara não votar nele em nenhuma hipótese, enquanto a campanha de Flávio também precisa considerar a resistência registrada entre parte do eleitorado. A conversão das intenções de voto em votos efetivos dependerá das escolhas individuais, da participação eleitoral e dos acontecimentos que possam influenciar a decisão dos eleitores até o dia da votação.

A pesquisa não determina qual candidato vencerá o segundo turno, mas permite acompanhar como os entrevistados se posicionavam no período de realização das entrevistas. Os percentuais de rejeição, intenção de voto e avaliação do governo devem ser analisados separadamente, pois medem aspectos diferentes da opinião pública e não podem ser tratados como indicadores equivalentes. Com a votação marcada para 25 de outubro, os próximos levantamentos poderão mostrar se esses índices permanecem estáveis ou apresentam mudanças durante os últimos dias da campanha presidencial.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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