No interior de Minas Gerais, Flávio Bolsonaro falou sobre um projeto urgente que tem, caso se torne presidente

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, afirmou que pretende “declarar guerra ao crime organizado” como primeiro ato de governo caso vença as eleições de 2026. A declaração foi feita na quinta-feira, 15 de outubro, durante um evento de campanha realizado em Capelinha, na região do Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais. Ao apresentar suas propostas para a segurança pública, o candidato defendeu medidas mais rigorosas contra facções criminosas e afirmou que pretende ampliar a proteção da população nas ruas.
Durante entrevista à rádio Ananãs de Capelinha, afiliada à Itatiaia, Flávio declarou que pretende tratar integrantes de organizações criminosas como terroristas. “Eu vou declarar guerra ao crime organizado, vai ser tudo tratado como terrorista”, afirmou o senador ao explicar a linha que pretende adotar caso seja eleito presidente. Na mesma declaração, ele disse que deseja devolver a segurança aos brasileiros e que os criminosos, e não os cidadãos, devem sentir medo de circular pelas ruas.
O evento, chamado Bloco do 22, reuniu apoiadores e lideranças políticas ligadas à campanha do candidato do PL. Entre os participantes estavam o deputado federal Nikolas Ferreira (PL) e o senador eleito Domingos Sávio (PL), que acompanharam Flávio durante a agenda no interior mineiro. A passagem por Capelinha integrou a estratégia de campanha para ampliar o contato com eleitores de Minas Gerais e apresentar propostas relacionadas à segurança, à legislação penal e ao combate às organizações criminosas.
Flávio Bolsonaro promete medidas mais duras contra facções criminosas
Ao detalhar suas propostas, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende adotar uma política de enfrentamento direto às organizações criminosas que atuam no Brasil. A declaração inclui a intenção de tratar esses grupos como terroristas, uma proposta que exigiria definição jurídica e análise das consequências legais para sua eventual implementação. O candidato apresentou a segurança pública como uma das prioridades de um possível governo e disse que pretende adotar medidas para reduzir a atuação das quadrilhas e ampliar a proteção dos cidadãos.
Durante o mesmo compromisso político, Flávio também defendeu a redução da maioridade penal e o aumento das punições para determinados crimes. Entre os exemplos mencionados, ele citou os roubos de celulares e afirmou que pretende estabelecer pena mínima de oito anos de prisão para quem cometer esse tipo de delito e para aqueles que participarem da revenda dos aparelhos roubados. Segundo o senador, a intenção é atingir também o mercado que alimenta esse tipo de crime, dificultando a atuação das quadrilhas envolvidas na receptação e comercialização dos dispositivos.
As propostas relacionadas à legislação penal fazem parte do discurso de segurança apresentado pelo candidato durante a campanha presidencial. A eventual redução da maioridade penal, entretanto, envolve mudanças jurídicas que exigiriam discussão sobre a legislação brasileira e os limites constitucionais aplicáveis à responsabilização de adolescentes. Da mesma forma, a criação de penas mínimas específicas para determinados crimes dependeria da tramitação e da aprovação de alterações legislativas pelo Congresso Nacional.
Candidato critica Lula e apresenta propostas durante agenda em Minas Gerais
Durante a entrevista à rádio Ananãs, Flávio Bolsonaro também criticou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu adversário no segundo turno das eleições presidenciais. O senador afirmou que ouviu reclamações sobre o governo atual durante suas viagens pelo país e utilizou a palavra “decepção” para descrever o sentimento que, segundo ele, encontrou entre parte dos eleitores. Na avaliação apresentada pelo candidato, promessas feitas por Lula não teriam sido cumpridas, argumento que ele utilizou para defender a necessidade de mudanças na administração federal.
Flávio afirmou que percorreu praticamente todos os estados brasileiros desde o período de pré-campanha e que as conversas com a população influenciaram suas prioridades eleitorais. Em Capelinha, ele voltou a destacar a segurança pública e a necessidade de ampliar as punições para crimes como o roubo de celulares, além de defender ações contra facções e outros grupos criminosos. As declarações foram feitas em um evento voltado à mobilização de apoiadores e à apresentação das propostas do candidato do PL para um eventual mandato presidencial.
A agenda mineira também incluiu a participação de Nikolas Ferreira, um dos principais aliados políticos de Flávio durante a campanha. Para a sexta-feira, 16 de outubro, estava prevista uma nova atividade com os dois em Nanuque, município localizado na região do Vale do Mucuri, no nordeste de Minas Gerais. O governador eleito Cleitinho Azevedo, do Republicanos, também era esperado para participar do compromisso, conforme as informações divulgadas sobre a programação.
Segurança pública ganha destaque na campanha presidencial
A declaração de Flávio Bolsonaro sobre declarar guerra ao crime organizado reforça a posição que o candidato pretende apresentar na área da segurança pública durante o segundo turno. O senador colocou o enfrentamento às facções, o endurecimento das penas e a redução da maioridade penal entre os pontos centrais de seu discurso em Minas Gerais. Para transformar essas propostas em políticas públicas, um eventual governo precisaria definir medidas administrativas, apresentar projetos legislativos e negociar as mudanças necessárias com o Congresso Nacional.
A campanha presidencial segue com a segurança pública entre os temas discutidos pelos candidatos, ao lado de questões econômicas e sociais, na disputa marcada para 25 de outubro de 2026. Ao afirmar que esse seria seu primeiro ato de governo, Flávio procurou destacar a prioridade que pretende dar ao combate ao crime organizado caso seja eleito. As declarações feitas em Capelinha foram divulgadas pela Rádio Itatiaia e integram a série de compromissos realizados pelo candidato durante a reta final da campanha.





