Renata Lo Prete deixou Flávio Bolsonaro em apuros com questionamento sobre retirada da marcação das munições

A jornalista Renata Lo Prete cobrou explicações de Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, durante a sabatina exibida pela TV Globo na noite de sexta-feira, 16 de outubro de 2026. Um dos momentos de destaque ocorreu quando a apresentadora voltou a questionar a proposta relacionada à retirada da marcação de identificação das munições e seus possíveis efeitos no combate ao crime organizado. Diante da resposta do senador, Renata afirmou: “Candidato, eu entendi que fiquei sem respostas sobre a questão de retirar a marcação das munições”.
Durante a entrevista, Flávio defendeu o endurecimento das leis penais, o combate à impunidade e o uso de tecnologia e inteligência artificial na segurança pública. O candidato argumentou que a discussão sobre a identificação das munições não deveria ser tratada como uma questão central diante dos desafios enfrentados pelo país. “Isso é muito maior do que qualquer detalhezinho desse em cima de uma cápsula. A polícia tem que investigar”, declarou o senador ao responder à jornalista.
Renata, entretanto, retomou o ponto específico da pergunta e destacou que ainda não havia recebido uma explicação direta sobre como a retirada da marcação contribuiria para enfrentar o crime organizado. A cobrança ocorreu durante uma entrevista que também abordou segurança pública, legislação sobre armas, economia e outros assuntos relacionados à campanha presidencial. O episódio foi registrado pelo Estado de Minas, que destacou a frase da jornalista no título da reportagem publicada após a sabatina.
Renata Lo Prete cobra explicação sobre a identificação das munições
A pergunta feita por Renata Lo Prete envolveu a possibilidade de retirar a identificação das munições e as consequências dessa mudança para as investigações policiais. A jornalista ponderou que a ausência de marcações poderia dificultar o rastreamento de projéteis e a identificação de sua origem em investigações criminais. Por isso, pediu que Flávio explicasse de que maneira a medida poderia contribuir para o enfrentamento das organizações criminosas.
Em sua resposta, o candidato citou propostas mais amplas para a área de segurança pública, incluindo penas mais rigorosas e investimentos em inteligência. Flávio também afirmou que a polícia precisava investigar os crimes e considerou que a discussão sobre a marcação das munições representava apenas uma parte de um problema maior. A jornalista, porém, voltou ao tema para esclarecer que sua pergunta tratava especificamente dos efeitos da retirada da identificação, e não apenas das medidas gerais de combate à criminalidade.
Ao dizer que havia ficado sem resposta, Renata explicitou a diferença entre as medidas mencionadas pelo candidato e o questionamento apresentado durante a entrevista. Flávio, por sua vez, minimizou a importância do assunto em comparação com outros desafios nacionais e não apresentou, naquele momento, uma explicação detalhada sobre como a retirada da marcação ajudaria as investigações. A troca de declarações colocou em evidência o debate sobre rastreabilidade das munições e os instrumentos utilizados pelas autoridades para esclarecer crimes.
Flávio Bolsonaro também fala sobre o Estatuto do Desarmamento
Outro assunto abordado por Renata Lo Prete foi a possibilidade de revogação do Estatuto do Desarmamento, diante de propostas defendidas por aliados políticos do candidato. Questionado sobre o tema, Flávio afirmou que a legislação precisava ser aprimorada e defendeu o direito à posse de armas para cidadãos que cumpram os requisitos legais. O senador resumiu seu argumento ao declarar que “o problema está nas armas, na mão das pessoas erradas”.
Durante a conversa, Flávio também mencionou uma queda de 17% na taxa de homicídios registrada no primeiro ano do governo de Jair Bolsonaro, utilizando o dado para sustentar sua defesa de políticas relacionadas ao acesso a armas. A declaração integrou sua argumentação sobre segurança pública, embora a entrevista não tenha se limitado a esse assunto. Renata conduziu a sabatina com perguntas sobre diferentes propostas e posições do candidato, buscando esclarecer como ele pretende tratar questões relevantes para um eventual governo.
A entrevista ocorreu durante a programação especial da TV Globo com os candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial de 2026. Além da segurança pública, a sabatina de Flávio incluiu questionamentos sobre economia, propostas de governo e temas políticos nacionais. A frase “Fiquei sem resposta” tornou-se um dos destaques da cobertura do encontro, após Renata Lo Prete insistir em uma explicação específica sobre a identificação das munições e sua relação com o combate ao crime organizado.





