Flávio Bolsonaro participou de uma manifestação neste domingo (18), na avenida Paulista e procurou poupar a voz

O senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, participou neste domingo (18) de um ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, e afirmou que economizaria a voz para o debate televisivo contra Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A manifestação, chamada de Bloco do 22, reuniu apoiadores e lideranças políticas ligadas à direita na véspera da última semana do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para 25 de outubro. Durante um breve discurso, Flávio direcionou críticas ao atual presidente e pediu que os participantes acompanhassem o confronto entre os dois candidatos pela televisão.
A declaração sobre poupar a voz marcou a participação do senador no evento, realizado horas antes do debate previsto para as 20h, com transmissão pela Band. Flávio afirmou que pretendia aproveitar o encontro para apresentar acusações contra Lula, usando um discurso de confronto direto com o adversário na disputa eleitoral. A estratégia de falar por menos tempo durante a manifestação também destacou a importância atribuída pela campanha ao primeiro debate televisivo entre os dois candidatos nesta etapa da eleição.
O ato começou por volta das 11h20 e foi organizado como uma mobilização de apoiadores de Flávio na principal avenida da capital paulista. A iniciativa ocorreu uma semana depois de uma manifestação favorável a Lula no mesmo local, que, segundo a campanha petista, reuniu aproximadamente um milhão de pessoas. A mobilização deste domingo foi apresentada como uma resposta política ao evento anterior e buscou reunir simpatizantes do candidato do PL antes do confronto televisivo.
Flávio Bolsonaro promete confrontar Lula no debate da Band
Ao falar com os apoiadores, Flávio pediu que o público acompanhasse o debate e afirmou que teria a oportunidade de apresentar suas acusações contra o presidente. “Quero vocês na televisão assistindo ao debate, onde eu vou ter a oportunidade de esfregar os crimes que ele cometeu contra a nossa nação”, declarou o senador, referindo-se a Lula. A afirmação expressa a linha de ataque anunciada pelo candidato, mas as acusações mencionadas no discurso devem ser entendidas como declarações políticas atribuídas a ele, e não como comprovação de irregularidades.
Na sequência, o candidato declarou que o Brasil estaria sem presidente e afirmou que sua chegada ao cargo ocorreria em breve. Flávio também repetiu o slogan “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, associado à trajetória política de seu pai, Jair Bolsonaro (PL). Antes de discursar, ele cumprimentou apoiadores e participou de momentos de descontração ao som de músicas com letras críticas ao presidente Lula.
O debate da Band estava marcado para as 20h deste domingo e representava o primeiro encontro direto entre Lula e Flávio em um debate televisivo durante a campanha do segundo turno. A realização do confronto ganhou relevância por ocorrer apenas uma semana antes da votação decisiva, marcada para o domingo seguinte, 25 de outubro. Nesse contexto, a manifestação na Paulista funcionou como uma oportunidade para o candidato mobilizar sua base e antecipar o tom que pretendia adotar diante do adversário.
Tarcísio de Freitas e Ricardo Nunes participam do ato na Paulista
A manifestação contou com a presença de importantes nomes da política paulista e de aliados de Flávio Bolsonaro. Entre os participantes estavam o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), além dos senadores eleitos Guilherme Derrite (PP) e André do Prado (PL). Também participaram Lucas Pavanato (PL), eleito para a Câmara dos Deputados, e Eduarda Campopiano (PL), que conquistou uma vaga na Assembleia Legislativa de São Paulo.
A presença dessas lideranças ampliou o caráter político do evento, que reuniu representantes de diferentes níveis de atuação pública em apoio à candidatura do senador. A programação foi divulgada como Bloco do 22, em referência ao número eleitoral do PL e ao formato de mobilização associado a atos convocados pelo deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG). Com músicas de campanha, circulação de apoiadores pela avenida e discursos de aliados, o encontro buscou demonstrar mobilização política antes do debate nacional.
A segurança também fez parte da organização do evento, com equipes da Polícia Militar posicionadas em pontos estratégicos da região para acompanhar a manifestação. Segundo informações divulgadas pela corporação, não havia registro de incidentes no momento da publicação da reportagem sobre o esquema de segurança. A presença policial foi justificada pela necessidade de proteger os participantes e as demais pessoas que circulavam pela Avenida Paulista durante a mobilização.
Debate ocorre a uma semana do segundo turno
O encontro entre Lula e Flávio na Band aconteceu em uma etapa decisiva da campanha, quando os dois candidatos buscavam ampliar o apoio eleitoral antes da votação de 25 de outubro. Por ser o primeiro debate direto entre eles nesta campanha, a transmissão oferecia aos eleitores a oportunidade de comparar argumentos, propostas e respostas dos presidenciáveis em um mesmo programa. A expectativa em torno do confronto também levou as campanhas a organizar suas atividades de domingo considerando o horário da transmissão.
Ao anunciar que pouparia a voz na Paulista, Flávio sinalizou que reservaria parte de sua participação pública para o debate e reforçou que pretendia usar o espaço televisivo para confrontar Lula. O discurso combinou críticas ao presidente, convocação dos apoiadores para acompanhar a transmissão e repetição de um slogan associado ao bolsonarismo. Com o segundo turno marcado para o domingo seguinte, o debate da Band passou a ocupar posição central na agenda política dos dois candidatos nesta reta final da disputa.





