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Flávio deu uma entrevista à Globo na última sexta-feira (16), e não poupou críticas ao ministro Alexandre de Moraes

Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República, chamou o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de “articulador político” do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) durante entrevista concedida à TV Globo na sexta-feira, 16 de outubro de 2026. A declaração ocorreu durante a sabatina conduzida pela jornalista Renata Lo Prete, na qual o senador abordou a atuação do Supremo, as relações entre os Poderes e as propostas para uma eventual reforma do Judiciário. Na ocasião, Flávio também defendeu que ministros da Corte que cometam crimes de responsabilidade possam responder a processos de impeachment no Senado Federal.

Ao comentar a atuação de Moraes, o candidato afirmou que o ministro teria participado da reaproximação política entre Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). “Alexandre de Moraes é um articulador político de Lula em Brasília. Ele que fez as pazes entre Lula e Alcolumbre”, declarou Flávio durante a entrevista. A afirmação foi apresentada pelo senador como uma crítica à atuação política que ele atribui ao magistrado, mas não constitui, por si só, comprovação independente de que Moraes tenha exercido essa função.

A entrevista também abordou a proposta de reforma do Judiciário defendida por Flávio Bolsonaro e a necessidade de apuração de eventuais irregularidades envolvendo integrantes da magistratura. O candidato afirmou que pretende combater privilégios e despesas adicionais no sistema judicial, além de defender mecanismos de responsabilização de ministros do Supremo. As declarações ocorreram durante a cobertura eleitoral do segundo turno, marcado para 25 de outubro, quando Flávio disputa a Presidência com Lula.

Flávio critica Alexandre de Moraes durante entrevista na Globo

Ao falar sobre o Supremo Tribunal Federal, Flávio afirmou que considera necessário preservar a instituição, mas criticou decisões e comportamentos que atribui especificamente a Alexandre de Moraes. O candidato declarou que o Judiciário precisa combater privilégios e citou um valor de R$ 24 bilhões por ano ao abordar despesas e benefícios que classificou como penduricalhos. Durante a sabatina, ele também sustentou que ministros que descumpram a legislação devem responder pelos atos praticados.

A crítica a Moraes foi acompanhada pela defesa de uma atuação mais efetiva do Congresso Nacional nos procedimentos de responsabilização de integrantes do Supremo. Flávio afirmou que o Senado deve considerar pedidos de impeachment quando houver indícios de crimes de responsabilidade, conforme os mecanismos previstos na legislação brasileira. A abertura e o andamento de processos desse tipo, entretanto, dependem dos requisitos legais e dos procedimentos institucionais aplicáveis.

O candidato também associou suas críticas à relação entre o governo federal e integrantes do Judiciário, ao afirmar que Moraes teria contribuído para aproximar Lula e Davi Alcolumbre. Essa interpretação foi apresentada pelo próprio senador durante a entrevista e deve ser distinguida de fatos oficialmente comprovados sobre as relações institucionais entre os envolvidos. O episódio repercutiu na cobertura política após a sabatina, que incluiu questionamentos sobre o papel do Supremo e os limites de atuação de seus ministros.

Flávio é questionado sobre Kassio Nunes Marques e o caso Banco Master

Durante a mesma entrevista, Renata Lo Prete questionou Flávio Bolsonaro sobre o ministro Kassio Nunes Marques, integrante do STF indicado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro. A pergunta envolveu informações divulgadas sobre possíveis relações entre pessoas ligadas ao magistrado e o empresário Daniel Vorcaro, associado ao Banco Master. A jornalista perguntou se Nunes Marques também deveria ser investigado diante das informações mencionadas durante a sabatina.

Flávio evitou citar diretamente o nome do ministro ao responder e afirmou que ninguém deve estar acima da lei. “O problema do Brasil é que as pessoas acham que estão acima da lei”, declarou o candidato, defendendo que eventuais irregularidades sejam apuradas independentemente de quem esteja envolvido. A resposta chamou atenção porque o ministro foi indicado ao Supremo por Jair Bolsonaro, pai do candidato, mas Flávio não fez uma acusação direta contra Nunes Marques durante aquele trecho da entrevista.

A discussão sobre Moraes, Nunes Marques e o Banco Master reuniu temas distintos relacionados à independência do Judiciário, à investigação de possíveis irregularidades e à responsabilização de autoridades públicas. Flávio direcionou suas críticas mais contundentes a Moraes e defendeu que o Congresso tenha participação nos procedimentos de impeachment de ministros, enquanto adotou uma resposta genérica ao ser questionado sobre Nunes Marques. A sabatina conduzida por Renata Lo Prete colocou essas posições em evidência durante a campanha presidencial de 2026, sem que as declarações do candidato, isoladamente, comprovassem as acusações políticas feitas contra o ministro Alexandre de Moraes.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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