Nunes Marques orientou os eleitores a desconfiarem nos conteúdos sensacionalistas que são compartilhados

A circulação de conteúdos políticos nas redes sociais e em aplicativos de mensagens entrou no centro das orientações da Justiça Eleitoral na véspera do segundo turno presidencial de 2026. O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, pediu que os eleitores avaliem com atenção as informações recebidas, especialmente aquelas que apresentam acusações contra os candidatos ou contra a própria instituição. O pronunciamento foi realizado na noite de sábado (24), um dia antes da votação que define a disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).
Em reportagem publicada no sábado, o portal iG Último Segundo informou que o ministro recomendou cautela diante de mensagens com teor sensacionalista ou acusatório durante a reta final da campanha. Nunes Marques ressaltou que o compartilhamento de informações exige senso crítico, sobretudo quando não há confirmação sobre a origem ou a veracidade do conteúdo. A orientação foi apresentada em rede nacional de rádio e televisão, como parte das recomendações aos cidadãos antes da ida às urnas.
Durante o pronunciamento, o presidente do TSE também destacou a importância de preservar o sigilo do voto e de garantir condições para que cada eleitor manifeste livremente sua escolha. O ministro afirmou que a Justiça Eleitoral estaria mobilizada em todo o território nacional para conduzir a votação com tranquilidade e respeito. Além disso, recomendou que os cidadãos verificassem antecipadamente o local de votação e observassem as regras aplicáveis ao uso de aparelhos eletrônicos na cabine eleitoral.
Ministro alerta para mensagens sensacionalistas e acusações
Ao abordar o conteúdo compartilhado durante a campanha, Nunes Marques pediu atenção especial às mensagens eletrônicas que atribuem irregularidades ou fazem acusações contra candidatos e contra a Justiça Eleitoral. A recomendação busca evitar que conteúdos sem confirmação sejam tratados como fatos e retransmitidos sem uma avaliação prévia. O ministro destacou que os eleitores devem observar criticamente as informações que recebem, principalmente em um período marcado pela disputa política e pela circulação rápida de publicações digitais.
A orientação não se limitou às mensagens favoráveis ou contrárias a uma candidatura específica, mas abrangeu conteúdos direcionados a qualquer um dos concorrentes e à instituição responsável pela organização das eleições. Dessa forma, o alerta foi apresentado como uma recomendação geral para que os cidadãos verifiquem as informações antes de compartilhá-las. A manifestação ocorreu na véspera de uma votação nacional, quando os eleitores voltariam às urnas para escolher o presidente da República.
O TSE também destacou a necessidade de manter um ambiente de respeito durante o processo eleitoral, garantindo que a decisão do eleitorado seja expressa livremente. A Justiça Eleitoral tem entre suas atribuições organizar a votação, fiscalizar o cumprimento das normas e apurar eventuais irregularidades dentro de suas competências. Nesse contexto, o pronunciamento procurou orientar a população sobre o comportamento esperado tanto na circulação de informações quanto no comparecimento às seções eleitorais.
Eleitores devem conferir o local de votação antes de sair de casa
Outra recomendação apresentada por Nunes Marques foi a consulta antecipada ao endereço da seção eleitoral. Embora a maior parte dos eleitores mantenha o mesmo local de votação, podem ocorrer alterações pontuais, e a conferência prévia ajuda a evitar deslocamentos desnecessários. A informação pode ser verificada pelos canais oficiais da Justiça Eleitoral, incluindo o aplicativo e-Título e os portais do TSE e dos tribunais regionais eleitorais.
O e-Título permite consultar dados eleitorais, verificar o local de votação, acessar a versão digital do título e utilizar serviços relacionados à situação eleitoral. Também é possível buscar informações por meio do Autoatendimento Eleitoral disponível nos sites oficiais e do assistente virtual ChatVote. A orientação é recorrer a esses canais para confirmar dados sobre a eleição, em vez de depender exclusivamente de mensagens recebidas em grupos ou publicações compartilhadas nas redes sociais.
O ministro também lembrou que celulares e outros aparelhos eletrônicos não podem ser levados para a cabine de votação. A restrição busca preservar o sigilo do voto e impedir registros que possam comprometer a liberdade de escolha do eleitor. Por isso, os cidadãos devem seguir as instruções dos mesários e deixar os dispositivos nos locais indicados antes de se dirigirem à urna eletrônica.
Segundo turno ocorre neste domingo em todo o país
A votação deste domingo (25) define a disputa presidencial entre Lula, que busca a reeleição, e Flávio Bolsonaro, senador pelo PL. Em seis unidades da Federação, o eleitorado também participa do segundo turno para governador: Acre, Amazonas, Distrito Federal, Espírito Santo, Rio Grande do Norte e Tocantins. Nos demais estados, a votação do segundo turno se concentra na escolha para a Presidência da República, ressalvadas eventuais eleições suplementares municipais.
As seções eleitorais funcionam das 8h às 17h, pelo horário de Brasília, e os eleitores que não compareceram ao primeiro turno podem votar nesta etapa, desde que estejam aptos a participar do pleito. A ausência na primeira votação não impede automaticamente a participação no segundo turno, pois cada turno é considerado uma eleição independente para fins de comparecimento. Quem tiver dúvidas sobre a situação eleitoral pode consultar os serviços oficiais antes de sair de casa.
Ao encerrar seu pronunciamento, Nunes Marques reforçou a expectativa de que a votação ocorra em um ambiente de tranquilidade e respeito, com a participação dos eleitores em todo o país. O presidente do TSE voltou a recomendar a conferência do local de votação e a verificação das informações recebidas antes de compartilhá-las. A principal orientação do ministro para este domingo foi manter o senso crítico diante de mensagens sensacionalistas ou acusatórias contra candidatos e contra a Justiça Eleitoral.





