Eleições 2026: confira os governadores eleitos e as porcentagens de cada disputa

Veja estados que elegeram governadores no segundo turno
O segundo turno das eleições de 2026 definiu os governadores que estarão à frente de seis estados brasileiros e do Distrito Federal nos próximos quatro anos. No domingo, 25 de outubro, eleitores do Acre, Amazonas, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Tocantins e Distrito Federal voltaram às urnas para escolher seus representantes estaduais. Os resultados apresentaram cenários variados: enquanto alguns candidatos conquistaram vitórias expressivas, outras disputas foram decididas por margens mais estreitas. Além disso, o perfil dos eleitos revelou trajetórias políticas distintas, com nomes experientes no Legislativo, ex-prefeitos, gestores públicos e candidatos que chegaram à disputa após construir carreiras em outras áreas. Dessa forma, o resultado eleitoral não apenas definiu os responsáveis pela administração dos estados, mas também estabeleceu novas configurações políticas regionais. A seguir, veja quem venceu em cada localidade, os percentuais registrados e os principais pontos da trajetória dos governadores eleitos, conforme as informações apresentadas.
Veja os governadores eleitos no segundo turno no Acre e no Amazonas
No Acre, Mailza Assis (PP) foi reeleita governadora ao conquistar 66,21% dos votos válidos, superando Alan Rick (Republicanos). A vitória reforçou a posição política de Mailza, que construiu sua trajetória na administração pública e no Legislativo antes de assumir o comando estadual. Sua carreira começou em 2009, quando ocupou o cargo de secretária municipal de Administração. Posteriormente, em 2014, foi eleita primeira suplente na chapa de Gladson Cameli para o Senado Federal e assumiu o mandato em 2019. Já em 2022, chegou ao governo estadual como vice-governadora, também ao lado de Cameli. Assim, sua reeleição representa a continuidade de uma trajetória que passou por diferentes funções públicas e culminou na liderança do Executivo acreano. No Amazonas, por sua vez, o senador Omar Aziz (PSD) foi eleito governador com 61,42% dos votos válidos, enquanto Professora Maria do Carmo (PL) obteve 38,58%. Com quase quatro décadas de atuação política, Aziz já havia governado o estado a partir de 2010. Em 2014, deixou o cargo para disputar uma vaga no Senado, onde foi eleito e posteriormente reeleito em 2022. Antes disso, também atuou como vereador de Manaus por dois mandatos, deputado estadual e vice-prefeito da capital em 2000. Portanto, sua eleição marca o retorno ao Executivo estadual de um político com ampla experiência na administração pública e na representação parlamentar.
Distrito Federal reelege Celina Leão para mais quatro anos
No Distrito Federal, Celina Leão (PP) conquistou a reeleição com 57,18% dos votos válidos, derrotando o ex-deputado Leandro Grass (PT), que recebeu 42,82%. O resultado assegura a continuidade de Celina à frente do governo distrital pelos próximos quatro anos. Sua trajetória política começou em 2010, quando foi eleita deputada distrital. Quatro anos depois, conseguiu renovar o mandato e, em 2015, passou a presidir a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF), ampliando sua experiência na condução de atividades parlamentares. Na eleição anterior, Celina havia concorrido ao cargo de vice-governadora na chapa de Ibaneis Rocha (MDB). Entretanto, assumiu o comando do Distrito Federal em março de 2026, após a saída de Rocha do cargo, conforme o relato apresentado. Dessa maneira, a votação de outubro confirmou sua permanência na principal função do Executivo distrital por meio do voto popular. Além disso, o resultado encerra a disputa entre duas candidaturas com trajetórias políticas distintas: de um lado, uma governadora que já ocupava o cargo; de outro, um adversário com experiência parlamentar. A nova etapa de governo será acompanhada pela expectativa sobre a continuidade das políticas públicas e as prioridades administrativas para a região.
Espírito Santo elege Lorenzo Pazolini após disputa estadual
No Espírito Santo, Lorenzo Pazolini (Republicanos) foi eleito governador ao receber 49,65% dos votos válidos, enquanto Ricardo Ferraço (MDB) alcançou 34,06%, de acordo com os números fornecidos. Antes de entrar na política, Pazolini construiu carreira como delegado da Polícia Civil e também trabalhou como auditor no Tribunal de Contas estadual. Sua entrada na disputa eleitoral ocorreu em 2018, quando foi eleito deputado estadual pelo então Partido Republicano Progressista (PRP). Posteriormente, em 2020, conquistou a Prefeitura de Vitória pelo Republicanos e, quatro anos depois, foi reeleito prefeito da capital capixaba. Essa trajetória reúne experiências nas áreas de segurança pública, fiscalização e gestão municipal, que passaram a fazer parte de seu histórico político antes da eleição estadual. Com a vitória, Pazolini avança de uma função executiva municipal para o comando de todo o Espírito Santo. No entanto, o resultado também representa o início de uma nova etapa de responsabilidades, pois a administração estadual envolve desafios que ultrapassam os limites de uma capital. Entre as atribuições do novo governador estarão a coordenação das políticas estaduais, a gestão dos serviços públicos e a articulação com os municípios capixabas.
Rio Grande do Norte elege Cadu de Lula em disputa apertada
No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula (PT) venceu a eleição para governador com 50,77% dos votos válidos, superando Allyson Bezerra (União), que obteve 49,23%. Diferentemente de outros eleitos, Cadu disputou pela primeira vez um cargo eletivo, embora já tivesse experiência na administração pública estadual. Auditor fiscal do Tesouro Estadual desde 2005, ele desenvolveu carreira ligada às finanças públicas e à gestão tributária. Em 2019, assumiu a Secretaria de Tributação durante o primeiro governo de Fátima Bezerra (PT). Posteriormente, em 2023, passou a comandar a Secretaria da Fazenda do estado e também presidiu o Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz). Essa experiência administrativa foi construída antes de sua estreia nas urnas, permitindo que chegasse à disputa com atuação prévia em áreas estratégicas do governo estadual. Como a diferença entre os dois candidatos foi relativamente pequena, o resultado demonstra o caráter competitivo da eleição potiguar. Agora, a expectativa se concentra na capacidade do governador eleito de transformar sua experiência técnica em ações de governo, além de construir apoio político para executar suas propostas.
Tocantins elege Vicentinho Júnior após virada eleitoral
No Tocantins, o deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) foi eleito governador ao obter 64,52% dos votos válidos, derrotando a senadora Professora Dorinha (União Brasil). Segundo o relato, a vitória representou uma virada em relação ao cenário que levou os dois candidatos ao segundo turno. Empresário de formação, Vicentinho Júnior representa o Tocantins na Câmara dos Deputados desde 2015, onde acumulou experiência parlamentar ao longo de diferentes legislaturas. Em março de 2024, foi eleito presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, função ligada à análise de temas importantes para o setor agropecuário. Além disso, exerceu a vice-presidência da Frente Parlamentar da Agropecuária na região Norte e atuou como vice-líder de um bloco partidário na Câmara. Sua trajetória demonstra proximidade com as discussões legislativas relacionadas à produção rural e ao desenvolvimento econômico. Entretanto, a passagem do Legislativo federal para o Executivo estadual exigirá novas responsabilidades, incluindo a coordenação de secretarias, a execução do orçamento e a formulação de políticas públicas para diferentes regiões do Tocantins. Assim, a vitória amplia o espaço político do parlamentar e o coloca diante de desafios administrativos de outra dimensão.
Resultados do segundo turno definem o cenário político regional
As eleições realizadas em 25 de outubro de 2026 definiram os ocupantes dos governos estaduais e do Distrito Federal nas localidades mencionadas, com resultados que variaram conforme o perfil dos candidatos e a competitividade de cada disputa. Mailza Assis e Celina Leão conquistaram a reeleição no Acre e no Distrito Federal, respectivamente. Omar Aziz retornará ao governo do Amazonas, enquanto Lorenzo Pazolini foi eleito para comandar o Espírito Santo. No Rio Grande do Norte, Cadu de Lula venceu por uma margem estreita, ao passo que Vicentinho Júnior obteve uma vitória expressiva no Tocantins. Além das diferenças percentuais, os eleitos apresentam experiências variadas: alguns passaram por cargos executivos, outros construíram carreiras no Legislativo e há também quem tenha desenvolvido sua trajetória principalmente na administração pública. Essas diferenças poderão influenciar as prioridades e os métodos de gestão adotados em cada estado. Por fim, os resultados das urnas representam o início de um novo ciclo político, no qual os governadores eleitos deverão transformar as propostas apresentadas durante a campanha em medidas concretas. O acompanhamento das equipes de governo, das prioridades orçamentárias e das primeiras decisões administrativas será fundamental para compreender os rumos que cada gestão pretende seguir nos próximos quatro anos.





