O porta-voz do presidente Milei quebrou o silêncio e divulgou um comunicado sobre Flávio Bolsonaro

O governo da Argentina negou nesta terça-feira (27) que Flávio Bolsonaro (PL) tenha solicitado asilo político no país após a derrota para Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial. A declaração foi dada pelo porta-voz da Presidência argentina, Adrián Ravier, em meio às informações sobre o possível deslocamento do senador para o território argentino. Segundo o governo de Javier Milei, não existe pedido de asilo apresentado pelo parlamentar.
A negativa ocorre enquanto permanece sem confirmação oficial o paradeiro de Flávio Bolsonaro. Informações divulgadas pela imprensa argentina apontaram que o senador teria deixado o Brasil e seguido para Puerto Iguazú, de onde poderia embarcar em um avião particular com destino aos Estados Unidos. As autoridades argentinas, entretanto, afirmaram que não há registro oficial de entrada de Flávio no país.
O episódio ganhou importância depois que o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que Flávio entregasse seus passaportes e proibiu sua saída do território brasileiro. O prazo para a entrega dos documentos terminou nesta terça-feira sem que eles fossem apresentados à Polícia Federal. Diante das informações sobre uma possível viagem internacional, autoridades brasileiras também acionaram representantes argentinos para verificar a situação.
Argentina nega pedido de asilo de Flávio Bolsonaro
Ao ser questionado sobre a possibilidade de Flávio Bolsonaro ter buscado proteção na Argentina, o porta-voz Adrián Ravier afirmou que não havia nenhum pedido de asilo. A declaração foi acompanhada da informação de que o governo argentino apenas tomou conhecimento do resultado das eleições brasileiras. Dessa forma, a Casa Rosada negou que exista, até o momento, uma solicitação formal de refúgio apresentada pelo senador.
A negativa ocorre em um contexto de especulações sobre uma possível saída de Flávio do Brasil. O site argentino Infobae havia publicado que o senador teria atravessado a fronteira e estaria em Puerto Iguazú, com a intenção de seguir posteriormente para os Estados Unidos. A informação, porém, não foi confirmada pelas autoridades argentinas e passou a ser confrontada por registros oficiais de imigração.
A Direção Nacional de Migrações da Argentina informou que não registrou a entrada de Flávio Bolsonaro no país. A Casa Rosada também declarou que as autoridades verificaram um avião particular que estava no Aeroporto Internacional de Puerto Iguazú após a repercussão das notícias. Segundo o governo argentino, a documentação da empresa responsável pela aeronave estava regular e não havia plano de voo que incluísse a família Bolsonaro.
Governo Milei também nega entrada do senador
Além de negar a existência de um pedido de asilo, o governo argentino afirmou que não encontrou registro da entrada de Flávio Bolsonaro em seu território. A informação foi confirmada pelo Ministério da Segurança, responsável pelo departamento de imigração e pela Polícia de Segurança Aeroportuária. Segundo a pasta, também não houve solicitação prévia para que o senador ingressasse na Argentina.
A movimentação de um avião privado em Puerto Iguazú contribuiu para as especulações sobre uma possível viagem do senador. O governo argentino confirmou que a aeronave e sua tripulação foram submetidas aos controles correspondentes, mas afirmou que não foi identificado nenhum plano de voo relacionado à família Bolsonaro. A presença do avião, portanto, não foi considerada pelas autoridades uma confirmação de que Flávio estivesse a bordo.
Enquanto isso, o paradeiro do senador permanecia desconhecido publicamente nesta terça-feira. Aliados de Flávio negaram que ele tivesse deixado o Brasil, enquanto a Polícia Federal continuava verificando informações sobre uma possível saída pela fronteira. A própria imprensa registrou versões diferentes sobre a localização do parlamentar, sem confirmação oficial de que ele estivesse na Argentina.
Flávio Bolsonaro está proibido de deixar o Brasil
A discussão sobre uma eventual viagem internacional ocorre depois de Alexandre de Moraes determinar que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes à Polícia Federal em 24 horas. A ordem também proibiu o senador de deixar o Brasil e foi tomada no contexto de um inquérito que investiga possíveis irregularidades envolvendo Flávio e o advogado Willer Tomaz. O parlamentar afirmou anteriormente que cumpriria a determinação, embora os documentos não tenham sido entregues dentro do prazo estabelecido.
A Polícia Federal passou a verificar as informações sobre o possível deslocamento internacional depois que surgiram relatos sobre uma viagem pela região da tríplice fronteira. Autoridades brasileiras também procuraram as argentinas para alertar sobre a possibilidade de Flávio deixar o território nacional. Até o momento, contudo, não há confirmação oficial de que o senador tenha entrado na Argentina ou apresentado qualquer pedido de asilo político ao governo de Javier Milei.





