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Ao comentar a carta de Flávio Bolsonaro, a jornalista Julia Dualibi não conseguiu segurar o riso

A jornalista Julia Duailibi, da GloboNews, caiu na risada ao comentar uma carta divulgada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que provocou repercussão política e críticas nas redes sociais. O episódio ocorreu na quarta-feira, 28 de outubro, durante o programa GloboNews Mais, quando os jornalistas analisavam o documento apresentado pelo parlamentar após sua chegada aos Estados Unidos. A reação foi provocada por um detalhe que chamou a atenção na primeira versão da carta: o brasão utilizado trazia a inscrição “Estados Unidos do Brazil”, com a letra Z, em vez da grafia oficial contemporânea do nome do país.

A cena ganhou repercussão porque o erro estava justamente no nome do país cuja Presidência Flávio Bolsonaro disputou nas eleições de 2026. Durante a transmissão, Julia Duailibi destacou a denominação oficial República Federativa do Brasil e não conseguiu conter o riso ao comentar a grafia apresentada no documento. Em seguida, a jornalista afirmou que o nome do Brasil é escrito com S, enquanto Brazil, com Z, corresponde à forma utilizada em inglês, observação que provocou comentários entre os espectadores e nas redes sociais.

Entretanto, a controvérsia não ficou restrita ao brasão, pois a carta também continha declarações políticas que provocaram questionamentos. Na primeira versão divulgada por aliados, Flávio se apresentava como o verdadeiro presidente eleito do Brasil e alegava que teria ocorrido fraude eleitoral, sem apresentar provas que sustentassem a acusação. Posteriormente, o documento foi alterado, e o senador passou a se definir como líder do Brasil, mudança que ampliou a repercussão da manifestação e alimentou críticas ao conteúdo publicado.

Carta de Flávio Bolsonaro provoca risadas na GloboNews

A primeira versão da carta começou a circular por meio de aliados do senador, entre eles o blogueiro Paulo Figueiredo, que vive nos Estados Unidos. O documento continha um brasão histórico associado à antiga denominação “Estados Unidos do Brazil”, utilizada em períodos anteriores da República brasileira. Depois que o detalhe foi identificado, a publicação inicial foi substituída por uma versão com o símbolo atualizado, mas a troca não impediu que o episódio continuasse repercutindo.

Durante o GloboNews Mais, um repórter explicou a diferença entre as versões do documento e chamou a atenção para a inscrição presente no brasão antigo. Ao retomar o assunto, Julia Duailibi enfatizou o nome República Federativa do Brasil e começou a rir enquanto comentava a grafia. A jornalista então afirmou que o nome do país é escrito com S e que a forma com Z é utilizada em inglês, transformando o trecho da transmissão em um dos momentos mais compartilhados da cobertura política daquele dia.

Além disso, a reação dos jornalistas contribuiu para que o episódio ultrapassasse o público que acompanhava a programação ao vivo. Trechos da transmissão foram compartilhados nas redes sociais, onde usuários ironizaram o uso do brasão antigo e questionaram a revisão do material antes de sua divulgação. Dessa maneira, um detalhe gráfico passou a dividir espaço com as discussões sobre as declarações políticas de Flávio Bolsonaro e sobre a repercussão de sua chegada aos Estados Unidos.

Flávio Bolsonaro altera carta após repercussão

A mudança no brasão foi acompanhada por alterações no texto da carta, que também provocaram questionamentos. Na versão inicial divulgada por aliados, Flávio Bolsonaro se apresentava como o verdadeiro presidente eleito do Brasil, apesar de o resultado oficial da eleição apontar Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como vencedor. Depois da repercussão, a redação foi modificada e o senador passou a utilizar a expressão líder do Brasil, recuando da apresentação inicial em que reivindicava a condição de presidente eleito.

O conteúdo da carta também foi questionado por integrantes do próprio campo político do senador. Rogério Marinho (PL-RN), coordenador de sua campanha, afirmou que não poderia declarar que houve fraude eleitoral porque não havia provas que sustentassem essa afirmação, embora tenha descrito o documento como um desabafo de alguém que se sentia injustiçado. A manifestação evidenciou a diferença entre as alegações apresentadas por Flávio e a posição de um aliado que reconheceu publicamente a ausência de elementos para confirmar a acusação.

Por que o brasão trazia a palavra Brazil com Z?

Apesar das críticas, a inscrição encontrada na primeira versão da carta tem uma explicação histórica. A expressão “Estados Unidos do Brazil” foi utilizada em documentos e símbolos nacionais durante a República, e a grafia do nome do país passou por mudanças ao longo do tempo, até a consolidação da forma Brasil, com S. O brasão antigo continuou associado a registros históricos, mas não corresponde ao símbolo oficial contemporâneo apresentado na versão corrigida do documento.

Assim, a carta de Flávio Bolsonaro reuniu dois elementos que impulsionaram a repercussão: a reivindicação política apresentada no texto e o uso de um brasão com uma inscrição histórica que destoava da identificação oficial atual do país. A reação de Julia Duailibi na GloboNews colocou o erro gráfico em evidência, enquanto as mudanças posteriores mantiveram a atenção sobre o posicionamento do senador. O episódio também levantou questionamentos sobre a preparação e a revisão de documentos políticos, especialmente quando são divulgados para alcançar o público brasileiro e a comunidade internacional.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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