Últimas Notícias

Os preços da gasolina e também do diesel bateram novos recordes nos EUA em dia de eleição

A gasolina atingiu o maior preço já registrado em um dia de eleição nos Estados Unidos, e o diesel também superou marcas anteriores, colocando o custo dos combustíveis no centro das preocupações dos americanos nesta terça-feira, 3 de novembro de 2026. Mesmo depois de recuos observados nos postos ao longo dos últimos dias e semanas, os valores médios nacionais continuaram em níveis recordes para uma data de votação. O cenário chama atenção porque as eleições de meio de mandato renovam parte do Congresso e ocorrem em um momento de pressão sobre o orçamento das famílias.

De acordo com os dados da Associação Automobilística Americana, conhecida pela sigla AAA, a gasolina comum custava em média US$ 4,15 por galão nesta terça-feira. A análise da CNN, baseada em registros da entidade desde 2000, apontou que esse foi o maior valor já observado em um dia de eleição no país. O preço ultrapassou com folga a marca anterior, de US$ 3,80 por galão, registrada em 2022.

O diesel chegou a uma média de US$ 6,29 por galão, também acima do recorde anterior para um dia de eleição, que era de US$ 5,35 e havia sido estabelecido em 2022. O combustível é utilizado no transporte de mercadorias e em diferentes atividades econômicas, por isso sua alta pode repercutir além dos gastos diretos dos motoristas. Os números foram divulgados enquanto eleitores compareciam às urnas para escolher representantes da Câmara e do Senado.

Gasolina supera marca registrada nas eleições de 2022

A comparação histórica mostra a dimensão do aumento em valores nominais, sem descontar os efeitos da inflação. Em 2022, quando os Estados Unidos enfrentaram uma inflação que alcançou o maior nível em quatro décadas durante o governo de Joe Biden, a gasolina custava US$ 3,80 por galão no dia da eleição. Na votação de 2026, a média de US$ 4,15 ficou 35 centavos acima daquele patamar.

O valor também ficou distante do registrado no dia da eleição presidencial de 2024, quando a média nacional era de US$ 3,10 por galão. Isso significa que, na comparação apresentada pela CNN, o combustível estava mais de US$ 1 mais caro por galão do que dois anos antes. A alta ganhou relevância política porque Donald Trump havia criticado os preços durante a campanha de 2024 e prometido reduzir a gasolina para menos de US$ 2 por galão.

A reportagem também comparou as médias dos combustíveis durante os dois mandatos presidenciais mais recentes. Até o momento considerado no levantamento, a gasolina registrava média de US$ 3,481 por galão no segundo mandato de Trump, ante US$ 3,471 durante o governo Biden. A diferença é pequena, mas representa uma inversão em relação à crítica feita por Trump aos preços praticados na administração anterior.

Guerra com o Irã pressiona os custos dos combustíveis

A CNN relacionou grande parte da alta à decisão de Trump de entrar em guerra com o Irã, conflito que afetou o mercado internacional de energia. A instabilidade provocada pela guerra contribuiu para elevar os custos dos combustíveis e fez com que os americanos pagassem mais para abastecer seus veículos. O presidente defendeu o aumento como consequência de uma ação que, segundo ele, seria necessária para impedir que o Irã desenvolvesse uma arma nuclear.

Os efeitos financeiros acumulados também aparecem em uma estimativa da Universidade Brown citada pela reportagem. Segundo o levantamento, os preços mais altos da gasolina e do diesel custaram aproximadamente US$ 151 bilhões aos consumidores americanos desde o início da guerra com o Irã. O impacto corresponde a mais de US$ 1.100 por domicílio nos Estados Unidos, considerando os gastos adicionais com os dois combustíveis.

Apesar dos recordes registrados no dia da votação, a reportagem observou que os preços nos postos haviam recuado nos dias e semanas anteriores. Essa queda recente, porém, não foi suficiente para alterar a posição histórica dos valores médios nacionais na data eleitoral. A gasolina permaneceu acima da marca de 2022, enquanto o diesel superou o recorde anterior com uma diferença ainda maior.

Diesel também registra máxima histórica em dia de votação

No caso do diesel, o preço médio de US$ 6,29 por galão não apenas superou o recorde de US$ 5,35 registrado em 2022, como também alcançou o maior nível de todos os tempos quando os valores são ajustados pela inflação. A informação diferencia o resultado do diesel daquele observado na gasolina, cujos preços históricos ficam menos elevados quando comparados em termos reais. Assim, os dois combustíveis apresentaram recordes em valores nominais no dia da eleição, mas o diesel também marcou uma máxima histórica após a correção inflacionária.

A alta dos combustíveis tornou-se um dos elementos do debate sobre o custo de vida durante as eleições de meio de mandato. Para os consumidores, o preço exibido nas bombas representa uma despesa frequente, enquanto o diesel também está ligado ao transporte de produtos e ao funcionamento de setores da economia. Os dados divulgados nesta terça-feira mostram que, mesmo com a redução recente nas cotações dos postos, abastecer continuava mais caro do que em qualquer outro dia de eleição registrado pela série analisada pela CNN.

Mostrar mais

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *