Últimas Notícias

Alencar Santana, deputado do PT, disse que acredita na virada de Lula na reta final do segundo turno

A divulgação da pesquisa BTG/Nexus nesta terça-feira, 13 de outubro, provocou reações distintas entre integrantes das campanhas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), que disputam o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento apontou Flávio com 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula, considerando apenas os votos destinados aos candidatos e excluindo brancos, nulos e indecisos. Apesar do resultado, o deputado federal Alencar Santana (PT-SP) afirmou que ainda existe espaço para uma virada do presidente e avaliou que manifestações de apoio nas ruas e nas redes sociais podem influenciar os próximos dias da disputa.

Em entrevista à coluna de Diego Amorim, do Estado de Minas, Alencar declarou que os petistas estão confiantes com a mobilização observada durante a campanha e disse enxergar uma onda favorável a Lula. O parlamentar afirmou que as manifestações estariam ocorrendo em diferentes regiões do país e resumiu sua avaliação ao declarar que Flávio não cresce nas pesquisas. A fala representa a interpretação de um integrante da campanha petista sobre o momento eleitoral, mas precisa ser considerada em conjunto com os números divulgados e com as limitações de qualquer levantamento de intenção de voto.

A pesquisa mostra que Flávio aparece numericamente à frente de Lula entre os votos válidos, mas a margem de erro de dois pontos percentuais exige cautela na interpretação da diferença. O levantamento ouviu aproximadamente 2 mil eleitores por telefone entre os dias 10 e 12 de outubro, com nível de confiança de 95%, e foi registrado na Justiça Eleitoral sob o número BR-07997/2026. Nesse contexto, a declaração de Alencar evidencia a estratégia política do PT de valorizar a mobilização de seus apoiadores e sustentar que a disputa permanece aberta até a votação marcada para 25 de outubro.

Petistas apostam nas manifestações e na mobilização eleitoral

Alencar Santana relacionou a possibilidade de crescimento de Lula à participação de apoiadores em atos públicos e à circulação de mensagens favoráveis ao presidente nas plataformas digitais. Na avaliação do deputado, essas manifestações demonstrariam que existe disposição de parte do eleitorado para se mobilizar durante o segundo turno. A leitura busca destacar um fator que não aparece diretamente nos percentuais de intenção de voto, embora a presença em eventos e o engajamento nas redes não permitam, isoladamente, medir quantos eleitores mudarão sua escolha.

A estratégia do PT envolve transformar a mobilização de militantes, lideranças políticas e simpatizantes em maior participação eleitoral e em votos efetivos no dia da eleição. Para isso, a campanha precisa alcançar não apenas os eleitores que já apoiam Lula, mas também pessoas indecisas ou que ainda avaliam as alternativas disponíveis. A possibilidade de uma virada, mencionada por Alencar, depende de mudanças concretas nas intenções de voto, e não somente da percepção de entusiasmo entre os apoiadores do presidente.

Do lado de Flávio Bolsonaro, a pesquisa divulgada nesta terça-feira oferece um indicador da posição da candidatura no início da etapa final da campanha. O senador aparece com 52% dos votos válidos, quatro pontos percentuais à frente de Lula, mas o resultado não deve ser interpretado como uma definição antecipada da eleição. A margem de erro, o comportamento dos eleitores nos próximos dias e a possibilidade de alterações nas preferências tornam necessário acompanhar os levantamentos seguintes antes de estabelecer conclusões sobre a evolução da disputa.

Pesquisa Nexus teve correção em gráfico divulgado inicialmente

A divulgação do levantamento também foi marcada por uma correção feita pelo instituto Nexus em um gráfico sobre a pesquisa espontânea, modalidade em que os entrevistados respondem sem receber uma lista de nomes de candidatos. Segundo a reportagem do Estado de Minas, a primeira versão do gráfico apresentava uma inversão que colocava Lula à frente de Flávio nesse indicador. O instituto publicou uma errata para corrigir o problema, mas a informação inicial já havia provocado reações entre lideranças políticas durante as primeiras horas do dia.

O episódio demonstra a importância de consultar os dados corrigidos e verificar a metodologia antes de interpretar resultados eleitorais, especialmente quando os números são divulgados em um ambiente de forte disputa política. Uma falha na apresentação de um gráfico não altera automaticamente os demais resultados da pesquisa, mas pode gerar confusão quando a informação é compartilhada antes da correção. Por isso, a análise do cenário deve considerar os percentuais válidos divulgados pelo instituto e distinguir eventuais erros de apresentação dos resultados efetivamente registrados no levantamento.

A pesquisa BTG/Nexus constitui um retrato das intenções de voto no período em que as entrevistas foram realizadas, e não uma previsão definitiva do resultado de 25 de outubro. A declaração de Alencar Santana reflete a confiança do deputado na capacidade de Lula de ampliar o apoio durante a reta final, enquanto os números indicam vantagem numérica de Flávio entre os votos válidos nessa rodada. As próximas pesquisas e a evolução da campanha poderão mostrar se a mobilização apontada pelo parlamentar se traduzirá em mudanças mensuráveis nas preferências dos eleitores.

Segundo turno entra em fase decisiva para Lula e Flávio Bolsonaro

Com menos de duas semanas até a votação, as campanhas precisam concentrar esforços na consolidação de suas bases e na conquista de eleitores que ainda não decidiram definitivamente o voto. Para Lula, a expectativa apresentada pelo deputado petista é que os atos públicos e a mobilização digital contribuam para reduzir a diferença registrada pela Nexus. Para Flávio, o desafio é preservar o percentual indicado pelo levantamento e evitar que mudanças no cenário eleitoral alterem sua posição ao longo dos últimos dias.

A fala de Alencar Santana mostra como integrantes do PT procuram interpretar a pesquisa sem abandonar a possibilidade de uma virada, mas essa avaliação política não substitui os dados medidos pelo instituto. O resultado final dependerá das escolhas feitas pelos eleitores nas urnas, e os percentuais atuais devem ser lidos dentro das condições e da margem de erro do levantamento. Até 25 de outubro, a disputa continuará sujeita a mudanças, enquanto novas pesquisas poderão oferecer outros retratos do cenário presidencial.

Mostrar mais

Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *