André Janones liderou o Exército do Lula, ajudando na reeleição do presidente

O deputado federal André Janones (Avante-MG) voltou a comentar a campanha que levou Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à reeleição e relembrou a confiança que demonstrava na vitória do presidente antes do segundo turno. Em publicação nas redes sociais, o parlamentar afirmou que, enquanto parte dos apoiadores ainda duvidava do resultado, ele insistia que o petista venceria a disputa contra Flávio Bolsonaro (PL). A declaração recuperou o clima de incerteza que marcou os dias anteriores à votação de 25 de outubro e destacou o papel que Janones desempenhou na mobilização digital da campanha.
A mensagem foi publicada no X, antigo Twitter, no sábado, 31 de outubro, uma semana depois da eleição presidencial. Ao recordar o momento, Janones escreveu: “Uma semana atrás, a essa hora, eu estava gritando igual um louco, implorando pra vocês acreditarem que Lula estava eleito e de lavada”. O deputado também destacou que seus seguidores demonstravam desconfiança diante das previsões que fazia, embora ele afirmasse estar convencido de que o presidente conseguiria reverter a desvantagem do primeiro turno.
A publicação repercutiu por retomar uma das principais mensagens defendidas pelo parlamentar na reta final da campanha: a de que a disputa ainda poderia ser virada por Lula. O presidente havia terminado a primeira votação atrás de Flávio Bolsonaro, resultado que alimentou dúvidas entre apoiadores petistas e aumentou a pressão sobre a campanha. Depois da apuração do segundo turno, porém, o cenário mudou, e Janones passou a recordar publicamente que havia sustentado a possibilidade de vitória mesmo quando parte de sua própria audiência não acreditava nessa previsão.
Janones relembra confiança na vitória de Lula antes do segundo turno
Na primeira etapa da eleição, realizada em 4 de outubro, Flávio Bolsonaro recebeu 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula obteve 45,16%. A diferença colocou o candidato do PL na frente e fez com que a campanha petista precisasse intensificar a busca por votos entre eleitores que ainda estavam indecisos ou não haviam definido sua participação no segundo turno. Nesse contexto, Janones passou a divulgar mensagens de confiança na possibilidade de uma virada, utilizando suas redes sociais para contestar a percepção de que o resultado já estaria definido.
O deputado relembrou justamente esse ambiente ao dizer que precisou insistir para que seus seguidores acreditassem na reeleição do petista. A frase sobre estar “gritando igual um louco” foi usada para descrever a intensidade com que tentava convencer o público de que Lula venceria, enquanto a referência à vitória “de lavada” expressou o grau de confiança que dizia ter naquele momento. Ao acrescentar que as pessoas duvidavam, Janones também fez uma cobrança indireta aos apoiadores que não compartilharam de seu otimismo antes da votação.
A previsão acabou se confirmando no resultado oficial do segundo turno, realizado em 25 de outubro. Lula foi reeleito com aproximadamente 51,7% dos votos válidos, contra cerca de 48,2% de Flávio Bolsonaro, revertendo a posição registrada na primeira votação. A vitória garantiu ao petista um quarto mandato presidencial e transformou a disputa de 2026 em uma eleição marcada pela mudança de liderança entre o primeiro e o segundo turno.
Exército do Lula teve participação na mobilização digital
Janones teve atuação destacada na campanha de reeleição de Lula, principalmente por meio da organização de apoiadores nas plataformas digitais. O deputado liderou o chamado “Exército do Lula”, um canal de mobilização no WhatsApp que reuniu milhões de pessoas e foi utilizado para ampliar a circulação de mensagens favoráveis ao presidente. A iniciativa ganhou dimensão durante o segundo turno, quando a campanha precisava aumentar o alcance de seus conteúdos e estimular a participação de eleitores em diferentes regiões do país.
O grupo funcionava como um espaço de articulação de apoiadores, com compartilhamento de materiais e orientações para ampliar a presença das mensagens da campanha nas redes. A estratégia buscava fazer com que publicações e vídeos chegassem a pessoas além dos perfis oficiais do candidato, por meio da participação dos próprios integrantes do canal. Na véspera da votação, o “Exército do Lula” já havia ultrapassado a marca de 10 milhões de seguidores, número que demonstrou a dimensão alcançada pela mobilização digital coordenada pelo parlamentar.
A atuação de Janones foi especialmente visível na reta final, quando o deputado passou a reforçar que a eleição continuava aberta e que a presença dos eleitores nas urnas seria determinante. A mobilização também incluiu apelos para que apoiadores conversassem com familiares e conhecidos e incentivassem o comparecimento no dia da votação, sobretudo entre pessoas que poderiam deixar de votar. O canal se tornou uma das estruturas digitais mais conhecidas da campanha petista e colocou o deputado mineiro entre os principais articuladores da comunicação com a militância.
Publicação retoma disputa e provoca apoiadores que duvidaram
Ao recordar a véspera do segundo turno, Janones voltou a destacar a diferença entre a percepção de parte dos apoiadores antes da votação e a confiança que afirma ter demonstrado naquele período. A publicação foi uma forma de reivindicar que sua leitura do cenário eleitoral estava correta, especialmente diante das dúvidas provocadas pela vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno. O comentário também reforçou a imagem pública que o parlamentar construiu durante a campanha, associada à mobilização intensa de apoiadores e à defesa de que Lula ainda poderia vencer.
A lembrança feita uma semana depois da eleição manteve o foco no papel das redes sociais e da militância digital durante a campanha presidencial. Com Lula reeleito e a disputa encerrada, Janones utilizou a publicação para recuperar o momento em que dizia tentar convencer seus seguidores de que o resultado seria favorável ao petista. A mensagem terminou retomando a cobrança aos que duvidaram de sua previsão, enquanto o resultado de 25 de outubro confirmou a vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro.





