Bella Gonçalves denunciou agressão contra a presidente Dilma Rousseff

A deputada federal eleita Bella Gonçalves (PT-MG) denunciou episódios de hostilidade contra a ex-presidente Dilma Rousseff durante sua chegada a Belo Horizonte, em meio às atividades do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. Segundo a parlamentar, apoiadores do bolsonarismo teriam se organizado para receber Dilma no aeroporto, provocar tumulto e agredi-la. A denúncia foi publicada pelo Estado de Minas neste domingo, 25 de outubro, dia em que a ex-presidente compareceu ao Colégio Santa Marcelina, na região da Pampulha, para votar.
Bella esteve no colégio eleitoral durante a manhã, acompanhada de representantes de movimentos sociais, e afirmou que o grupo compareceu ao local para evitar que Dilma voltasse a enfrentar hostilidades. A deputada eleita declarou que situações como essa não poderiam ser tratadas como normais e relacionou o episódio à preocupação com a segurança de pessoas envolvidas na política. A denúncia ocorreu no dia da votação do segundo turno, quando eleitores de todo o país foram às urnas para escolher o próximo presidente da República.
Durante sua declaração, Bella também mencionou o caso da vereadora de Montes Claros Iara Pimentel, que, segundo o relato da parlamentar, foi atingida por um tijolo na cabeça no sábado, 24 de outubro. Ao abordar os dois episódios, a deputada defendeu que os cidadãos possam participar do processo eleitoral sem sofrer violência política. As circunstâncias específicas das ocorrências e eventuais responsabilidades individuais, porém, dependem de apuração pelas autoridades competentes.
Bella Gonçalves relata hostilidade contra Dilma Rousseff
Os relatos sobre a chegada de Dilma a Minas Gerais apontaram para um tumulto no desembarque da ex-presidente no Aeroporto Internacional de Belo Horizonte, em Confins. De acordo com a denúncia apresentada por Bella, pessoas identificadas com o bolsonarismo teriam se organizado para receber a ex-presidente, tumultuar sua chegada e praticar agressões. A parlamentar não apresentou, na declaração reproduzida na notícia, todos os detalhes necessários para esclarecer a identidade dos envolvidos e a dinâmica completa do episódio.
Vídeos que circularam nas redes sociais mostraram momentos de hostilidade contra Dilma, conforme as informações divulgadas sobre o caso. As gravações, entretanto, não esclarecem necessariamente todas as circunstâncias da ocorrência nem permitem atribuir automaticamente a cada pessoa envolvida uma conduta específica. A denúncia de organização prévia e de agressão foi apresentada por Bella e deve ser distinguida dos fatos que possam ser confirmados por investigações ou registros oficiais.
A repercussão trouxe novamente para o debate a segurança de figuras públicas durante compromissos eleitorais. Dilma, que presidiu o Brasil entre 2011 e 2016, ocupa atualmente a presidência do Novo Banco de Desenvolvimento, instituição financeira vinculada ao grupo Brics, e retornou ao país para participar da votação. O episódio relatado por Bella ocorreu em um ambiente de mobilização política, no qual manifestações de apoiadores e opositores marcaram diferentes momentos da campanha eleitoral.
Parlamentar acompanhou votação na Pampulha
Na manhã de domingo, Bella Gonçalves esteve no Colégio Santa Marcelina, na região da Pampulha, em Belo Horizonte, para acompanhar a chegada de Dilma ao local de votação. A deputada federal eleita afirmou que estava acompanhada de representantes de movimentos sociais e que a presença do grupo tinha como objetivo evitar novas situações de hostilidade. Depois da passagem pelo colégio, Bella também deveria comparecer ao seu próprio local de votação, o Colégio Santa Doroteia.
Dilma chegou ao Colégio Santa Marcelina por volta das 8h40, acompanhada do deputado federal Rogério Correia (PT-MG) e do deputado federal eleito Pedro Rousseff, seu sobrinho-neto. No local, foi recebida por um grupo de apoiadores que cantou palavras de incentivo enquanto ela caminhava até a seção eleitoral. Durante a passagem da ex-presidente pelo colégio, não houve manifestações contrárias, segundo o relato da cobertura sobre a votação.
A ex-presidente permaneceu no local por pouco mais de 20 minutos e recebeu cumprimentos de eleitores e apoiadores. Entre as pessoas que foram encontrá-la estavam a cantora Fernanda Takai, o músico John Ulhoa e a filha do casal, Nina, que compareceram para acompanhar sua chegada. Ao deixar o colégio, Dilma recebeu uma flâmula com a imagem de Nossa Senhora Aparecida e se despediu dos presentes segurando o objeto.
Bella relaciona episódios à violência política
Ao comentar a situação, Bella Gonçalves defendeu que a participação política e o exercício do voto ocorram sem ameaças ou agressões. A parlamentar relacionou sua preocupação tanto ao episódio envolvendo Dilma quanto ao caso da vereadora Iara Pimentel, mencionado durante sua declaração. A fala reforçou o pedido para que situações de violência não sejam tratadas como parte normal das disputas eleitorais.
A denúncia, contudo, não representa por si só uma conclusão judicial sobre os fatos relatados ou sobre a responsabilidade de pessoas específicas. Para estabelecer a dinâmica dos acontecimentos, seria necessário considerar os registros disponíveis, eventuais depoimentos e informações oficiais das autoridades responsáveis. Até a publicação da notícia, o relato de Bella constituía a principal manifestação apresentada sobre a suposta organização de apoiadores para hostilizar Dilma no aeroporto.
O episódio ocorreu em 25 de outubro, data do segundo turno das eleições presidenciais de 2026, quando a segurança de eleitores e figuras públicas esteve entre os temas mencionados durante a votação. Bella afirmou que a população deve ter condições de exercer seu direito ao voto sem sofrer violência política, enquanto Dilma compareceu ao Colégio Santa Marcelina e foi recebida por apoiadores. A ex-presidente concluiu sua passagem pelo local levando a flâmula de Nossa Senhora Aparecida que recebeu durante a despedida.





