Sensitiva pega todo mundo de surpresa ao apontar quem será o próximo presidente do Brasil

A sensitiva Lene Sensitiva voltou a chamar atenção nas redes sociais ao fazer uma previsão sobre o resultado da eleição presidencial de 2026. Durante participação no programa Chupim, da Metropolitana FM, ela afirmou acreditar que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) será reeleito e disse não visualizar a realização de um segundo turno. A declaração ocorreu a poucos dias da votação e ganhou repercussão justamente porque a disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro (PL) vinha sendo apresentada pelas pesquisas como uma corrida bastante acirrada.
Questionada pelo apresentador sobre sua previsão para a eleição que aconteceria em menos de uma semana, Lene respondeu que sua percepção permanecia a mesma de declarações anteriores. Segundo ela, Lula venceria e haveria dificuldade para que a disputa chegasse ao segundo turno, embora tenha usado a expressão “provavelmente” ao ser perguntada diretamente sobre uma vitória na primeira etapa. A fala foi apresentada no programa como uma previsão pessoal da sensitiva, e não como resultado de levantamento estatístico ou estudo eleitoral.
A previsão ganhou espaço em um momento particularmente movimentado da campanha presidencial, porque Lula e Flávio Bolsonaro concentravam grande parte da atenção na reta final antes do primeiro turno. Enquanto os candidatos intensificavam suas agendas e aparições públicas, diferentes institutos divulgavam levantamentos que mostravam diferenças pequenas entre os dois nomes nas intenções de voto. Portanto, a declaração da sensitiva passou a circular em um ambiente no qual o cenário eleitoral ainda era descrito pelas pesquisas como competitivo.
Sensitiva aponta Lula como vencedor no primeiro turno
Durante a conversa na rádio, Lene Sensitiva foi questionada sobre a possibilidade de uma mudança em relação às previsões que já havia apresentado anteriormente. Ela respondeu que nada teria mudado em sua percepção e repetiu que Lula seria o vencedor da eleição presidencial, acrescentando que não estaria vendo um segundo turno. Assim, a principal previsão feita pela sensitiva não se limitou a indicar um candidato, mas também apontou uma possível definição da disputa já no primeiro turno.
Na sequência, Lene também fez comentários sobre outros integrantes da política brasileira, incluindo Michelle Bolsonaro, Flávio Bolsonaro e Eduardo Bolsonaro. A sensitiva afirmou que Michelle seria eleita senadora e declarou ainda acreditar que Flávio e Eduardo não teriam continuidade na carreira política, segundo a transcrição divulgada pelo Correio Braziliense. Essas afirmações fazem parte da mesma previsão apresentada durante o programa e não devem ser confundidas com informações confirmadas sobre resultados eleitorais.
É importante diferenciar esse tipo de previsão das pesquisas de intenção de voto realizadas por institutos especializados. Uma pesquisa eleitoral utiliza uma metodologia definida, uma amostra de entrevistados, período de coleta, margem de erro e outros parâmetros técnicos para medir as intenções declaradas por determinado grupo de eleitores. Já a previsão de uma sensitiva possui natureza pessoal e esotérica, não sendo baseada em uma metodologia estatística capaz de estimar matematicamente o comportamento do eleitorado.
Eleição presidencial tem cenário diferente nas pesquisas
Na mesma semana em que a previsão de Lene ganhou repercussão, levantamentos eleitorais mostravam um cenário diferente daquele apresentado pela sensitiva em relação à possibilidade de uma definição imediata. Uma compilação publicada pelo UOL em 1º de outubro indicou que pesquisas recentes de institutos como RealTime Big Data, Meio/Ideia, AtlasIntel/Bloomberg, Palver, Quaest, BTG/Nexus e Datafolha apontavam uma disputa apertada entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os resultados variavam conforme o instituto, a metodologia e o período de entrevistas, razão pela qual os números precisam ser analisados individualmente.
Um levantamento do RealTime Big Data divulgado em 1º de outubro, por exemplo, apontou empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro tanto no primeiro quanto no segundo turno. A pesquisa ouviu 2 mil eleitores entre 26 e 30 de setembro, por meio de entrevistas telefônicas e digitais, e apresentou margem de erro de dois pontos percentuais. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-09503/2026, permitindo que seus dados fossem consultados dentro das regras aplicáveis às pesquisas eleitorais.
Outro levantamento, realizado pela AtlasIntel/Bloomberg e divulgado em 29 de setembro, também mostrava uma disputa próxima entre os dois candidatos. No primeiro turno, Lula aparecia com 45,3% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 42,2%, enquanto, na simulação de segundo turno, os dois apareciam tecnicamente empatados dentro da margem de erro de um ponto percentual. A pesquisa ouviu 5.005 pessoas entre 23 e 28 de setembro e foi registrada no TSE sob o número BR-04391/2026.
Previsão da sensitiva e os dados eleitorais
A diferença entre a previsão de Lene Sensitiva e os levantamentos eleitorais está, portanto, na natureza das informações apresentadas ao público. Enquanto a sensitiva declarou acreditar que Lula venceria ainda no primeiro turno, as pesquisas divulgadas nos dias anteriores retratavam as intenções de voto dos entrevistados e indicavam uma disputa acirrada entre os principais candidatos. Por isso, a previsão feita no programa de rádio deve ser compreendida como uma manifestação pessoal da vidente, sem o mesmo caráter metodológico de uma pesquisa registrada na Justiça Eleitoral.
Com o primeiro turno marcado para 4 de outubro, o resultado oficial seria definido pelos votos efetivamente registrados nas urnas, e não por previsões ou levantamentos anteriores. Para uma candidatura presidencial vencer já na primeira etapa, é necessário obter mais da metade dos votos válidos, excluindo-se os votos brancos e nulos, enquanto a ausência dessa maioria absoluta leva os dois candidatos mais votados ao segundo turno. Dessa forma, a previsão de Lene Sensitiva ganhou repercussão pelo momento em que foi feita, mas sua confirmação ou não dependeria exclusivamente da apuração oficial dos votos.





