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Carlos Bolsonaro, senador eleito, visitou o pai nesta quarta-feira (28), e disse como foi a conversa

O senador eleito Carlos Bolsonaro (PL-SC) visitou o pai, Jair Bolsonaro, nesta quarta-feira, 28 de outubro, e relatou ter se emocionado durante a conversa com o ex-presidente. No encontro, realizado enquanto Jair cumpre prisão domiciliar, Carlos afirmou que pediu desculpas pelos erros cometidos e ouviu do pai uma resposta de incentivo para que continuasse seguindo em frente. A visita aconteceu três dias depois da derrota de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno da eleição presidencial e no mesmo dia em que o senador desembarcou nos Estados Unidos com a família.

Em um vídeo publicado nas redes sociais após deixar a residência do pai, Carlos contou que permaneceu aproximadamente duas horas com Jair Bolsonaro e descreveu o encontro como um momento importante para os dois. Segundo o senador eleito, o ex-presidente ainda tenta compreender os acontecimentos recentes, mas demonstrou disposição para continuar suas atividades políticas. Durante o relato, Carlos reproduziu o diálogo em que reconheceu falhas e recebeu uma resposta encorajadora do pai, sem mencionar diretamente o nome do irmão mais velho.

“Ele [Jair Bolsonaro] está tentando assimilar tudo o que está acontecendo ainda”, afirmou Carlos ao explicar como encontrou o ex-presidente. Na sequência, acrescentou que Jair estava forte e consciente de que a vida continuava, apesar das dificuldades enfrentadas pela família. “Ele está forte, sabe que a vida continua, ainda não acabou, então é impressionante a força que ele tem”, declarou o senador eleito ao descrever a conversa.

Carlos Bolsonaro relata pedido de desculpas ao pai após derrota eleitoral

O momento mais marcante do relato ocorreu quando Carlos contou que se emocionou diante do pai e decidiu reconhecer que havia falhado. O senador eleito descreveu a reação que teve durante a conversa e reproduziu as palavras utilizadas para se desculpar com o ex-presidente. “Em determinado momento eu me emocionei na frente dele. Falei: ‘Desculpa, pai, a gente falhou’”, afirmou ao recordar o episódio.

De acordo com Carlos, Jair Bolsonaro não aceitou a ideia de que os filhos deveriam permanecer abatidos diante da situação e respondeu com uma mensagem de incentivo. O ex-presidente teria orientado o senador eleito a levantar a cabeça e continuar trabalhando, destacando que ainda havia tarefas a cumprir no país. “Ele: ‘Negativo, levanta a cabeça, vamos embora, muita coisa para fazer pelo Brasil ainda’”, relatou Carlos ao reproduzir a resposta recebida durante a visita.

O senador eleito também mencionou um gesto de proximidade entre os dois durante o encontro e contou que o pai preparou um café para ele. Ao comentar o episódio, Carlos disse que a conversa foi importante tanto para si quanto para Jair Bolsonaro, que, segundo sua avaliação, ainda está tentando assimilar os acontecimentos recentes. A visita foi a primeira ocasião em que os dois se encontraram após a derrota de Flávio na eleição presidencial, em meio às repercussões políticas envolvendo a família.

Senador eleito não menciona Flávio Bolsonaro em vídeo

Apesar de o encontro ter ocorrido depois da derrota de Flávio Bolsonaro para Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno, Carlos não citou o irmão mais velho em seu relato. O senador eleito também não comentou diretamente a saída de Flávio do Brasil, que viajou aos Estados Unidos acompanhado da esposa, Fernanda Bolsonaro, e das duas filhas. A ausência de referências ao irmão chamou a atenção porque a visita ocorreu no mesmo dia em que a chegada de Flávio a Miami foi noticiada.

Até o momento do vídeo, Carlos não havia feito comentários públicos sobre o resultado da eleição presidencial nem sobre a viagem do irmão para o exterior. O relato se concentrou na condição do pai, na conversa que tiveram e na intenção de continuar atuando politicamente. A declaração “a gente falhou” foi apresentada no contexto do pedido de desculpas feito a Jair, mas Carlos não detalhou quais atitudes específicas motivaram a frase.

A derrota eleitoral alterou o cenário político da família Bolsonaro, que via a eventual chegada de Flávio à Presidência como uma possibilidade de favorecer a situação jurídica do pai. Com o resultado desfavorável e a saída do senador do país, integrantes da direita passaram a enfrentar um novo momento de articulação política, enquanto seguem as discussões sobre alternativas para beneficiar o ex-presidente. Carlos, por sua vez, afirmou que pretende manter sua atuação pública e continuar defendendo a libertação de Jair Bolsonaro e de outros detidos que considera presos políticos.

Carlos afirma que continuará lutando pela liberdade do pai

Durante o vídeo, o senador eleito reforçou que não pretende interromper seu trabalho político diante dos acontecimentos recentes e declarou que continuará defendendo a liberdade de pessoas que classifica como presas políticas. “A gente vai seguir fazendo o nosso trabalho”, afirmou Carlos, antes de dizer que pretende continuar atuando pela libertação desses detidos. Na mesma manifestação, ele voltou a se referir ao pai como preso político, expressando sua posição sobre a situação judicial do ex-presidente.

“Meu pai é um preso político. Só está em casa agora porque tem quase uma dezena de comorbidades, se não estaria agora na Papudinha”, declarou Carlos ao explicar sua visão sobre a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O ex-presidente foi condenado, em setembro de 2025, a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado e outros crimes, e atualmente cumpre a pena em regime domiciliar. A defesa política apresentada pelo filho não altera, por si só, a situação jurídica de Jair, cuja condenação e condições de cumprimento da pena dependem das decisões das autoridades judiciais.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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