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Desempenho de Augusto Cury nas pesquisas surpreende os adversários

Augusto Cury sobe 6,2 pontos na pesquisa AtlasIntel e passa a ocupar numericamente a terceira colocação na corrida presidencial de 2026. O candidato do Avante saiu de 1,6% no levantamento anterior e chegou a 7,8%, ficando muito próximo de Renan Santos, que registrou 7,6% das intenções de voto. O crescimento de Cury chamou atenção porque ocorreu ao mesmo tempo em que Flávio Bolsonaro, Lula, Romeu Zema e Samara Martins perderam pontos na comparação com a pesquisa anterior.

A pesquisa mostra Lula na liderança do primeiro turno, com 43,4%, enquanto Flávio Bolsonaro aparece em segundo, com 33,7%. Cury surge com 7,8%, seguido de Renan Santos, com 7,6%, enquanto Ronaldo Caiado registra 3,3%, Pablo Marçal tem 1,9% e Romeu Zema aparece com 1%. Dessa forma, a disputa pelo terceiro lugar passou a ganhar uma dimensão diferente, principalmente porque Cury avançou de uma posição secundária para uma faixa próxima de 8% em apenas um mês.

O levantamento anterior da AtlasIntel havia sido divulgado no fim de julho, quando Cury tinha apenas 1,6% das intenções de voto. Na nova rodada, realizada entre 25 e 30 de agosto, o candidato alcançou 7,8%, registrando crescimento de 6,2 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, Flávio perdeu 2,1 pontos, Lula recuou 1,5 ponto, Zema caiu 1,8 ponto e Samara Martins perdeu 1,2 ponto, somando uma redução de 6,6 pontos entre esses quatro candidatos.

Augusto Cury sobe 6,2 pontos enquanto adversários recuam

A soma das perdas registradas pelos adversários é o principal elemento que ajuda a entender o título da reportagem do Metrópoles. Flávio Bolsonaro caiu de 35,8% para 33,7%, Lula passou de 44,9% para 43,4%, Zema recuou de 2,8% para 1% e Samara Martins foi de 2,1% para 0,9%. Juntos, os quatro candidatos perderam 6,6 pontos percentuais, enquanto Cury ganhou 6,2 pontos no mesmo intervalo.

É importante, entretanto, não interpretar esses números como uma comprovação de que 6,2 pontos tenham migrado diretamente de Flávio, Lula, Zema e Samara para Cury. Uma pesquisa eleitoral compara fotografias diferentes do eleitorado, mas não acompanha individualmente cada entrevistado para descobrir exatamente em quem ele votava antes e para quem mudou sua preferência. Por isso, a expressão de que Cury avançou “tirando votos” dos adversários deve ser entendida como uma leitura da movimentação geral dos números, e não como uma prova matemática de transferência direta de votos.

Ainda assim, a proximidade entre as perdas dos quatro candidatos e o crescimento de Cury chama atenção. Enquanto o candidato do Avante avançou 6,2 pontos, Renan Santos perdeu apenas 0,2 ponto e Ronaldo Caiado ganhou 0,2 ponto, o que indica que os principais movimentos negativos registrados na pesquisa ficaram concentrados em outros nomes. Segundo a análise publicada pelo Metrópoles, esse comportamento sugere que Cury avançou principalmente sobre uma parcela menos convicta do eleitorado dos demais candidatos.

Pesquisa Atlas mostra crescimento de Augusto Cury

O avanço de Cury também precisa ser observado em relação à exposição que o candidato conquistou nas últimas semanas. O escritor ganhou cerca de 2,1 milhões de seguidores no Instagram em apenas três dias, movimento que chamou a atenção de campanhas adversárias e aumentou sua presença no ambiente digital. Entretanto, esse crescimento não ocorreu na mesma proporção em redes como X e YouTube, razão pela qual o desempenho nas plataformas passou a ser acompanhado com cautela por outros grupos políticos.

Outro aspecto relevante aparece no recorte por faixa etária, especialmente entre os eleitores mais jovens. Cury alcançou seu melhor resultado entre pessoas de 25 a 34 anos, com 19,8% das intenções de voto nesse grupo, enquanto Lula registrou 29,3%, Flávio Bolsonaro teve 28,1% e Renan Santos apareceu com 17%. O desempenho mostra que o candidato do Avante encontrou um espaço relevante entre jovens adultos, justamente um segmento que pode ter peso importante na definição do cenário eleitoral ao longo da campanha.

A pesquisa também mostra resultados acima da média nacional para Cury em determinados segmentos sociais. Entre os homens, ele chegou a 8,7%, enquanto entre eleitores com ensino médio também marcou 8,7%, e entre pessoas com renda de até R$ 2 mil alcançou 14,7%. Entre os evangélicos, Cury registrou 13%, resultado que demonstra uma distribuição de apoio diferente daquela observada entre os principais candidatos da disputa.

Cury cresce enquanto Lula, Flávio e Zema perdem pontos

A evolução de Cury ocorre, portanto, em um cenário de mudanças importantes na distribuição das intenções de voto. Lula continua liderando com 43,4%, mas perdeu 1,5 ponto em relação à pesquisa anterior, enquanto Flávio Bolsonaro passou de 35,8% para 33,7%, uma queda de 2,1 pontos. Zema também perdeu espaço, recuando 1,8 ponto e chegando a apenas 1%, enquanto Samara Martins caiu 1,2 ponto e ficou com 0,9%.

A diferença entre os dois primeiros colocados e Cury, contudo, continua bastante elevada. Lula aparece com 43,4%, Flávio tem 33,7% e Cury registra 7,8%, o que significa que o candidato do Avante ainda está distante da disputa pela liderança do primeiro turno. Por outro lado, sua aproximação de Renan Santos, somada ao crescimento expressivo registrado em relação à pesquisa anterior, faz com que a disputa pela terceira posição passe a receber muito mais atenção.

O resultado da AtlasIntel representa, assim, uma das principais mudanças recentes na corrida presidencial de 2026, mas ainda não permite afirmar que Cury tenha consolidado uma nova tendência eleitoral. O dado mais objetivo é que ele ganhou 6,2 pontos, enquanto Flávio, Lula, Zema e Samara perderam, juntos, 6,6 pontos, embora não seja possível estabelecer uma transferência direta entre esses movimentos. Agora, as próximas pesquisas serão fundamentais para mostrar se o crescimento de Augusto Cury será mantido e se ele conseguirá transformar o avanço registrado na Atlas em uma posição mais sólida na disputa presidencial.

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Welesson Oliveira

Welesson Oliveira é jornalista brasileiro, especializado em política, combate à corrupção, segurança pública e geopolítica. Atua no jornalismo independente com foco em análises, reportagens investigativas e cobertura dos principais fatos do Brasil e do mundo.

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